Já aqui tinha falado sobre este tipo de situação, relativamente às declarações de Defour no final da temporada. Tem-me enojado ouvir Reyes, Quintero e companhia dizerem que "fizeram uma boa época" e que "se sentem bem preparados para o Mundial".
Como é? Então a época 2013/2014 foi só uma espécie de pré-temporada para estarem fresquinhos no Mundial? Desculpem a franqueza, mas quem é que estes merdosos pensam que são?? Reyes, Defour, Quintero... São uns jogadorzinhos de meia leca, ainda que com pontecial, que neste momento não contam para nada no plano do futebol europeu - quanto mais mundial!! Afinal é este corja de meninos que estão a actuar pelo nosso Porto? É a estes anormais que pedimos garra para obter vitórias; é a estes nojentos que queremos incutir o que é "Ser Porto"? Já sei, já sei, são profissionais e a preocupação deles é a gestão da carreira... Mas são jogadores com contrato que têm de respeitar a instituição. Que saudades dos tempos da "Lei da Rolha" no F.C.Porto. Isto não é nada e espero, com toda a sinceridade, que encostem estes artistas à parede. Falta de Respeito!
Agora vamos rir um bocadinho. Declarações de Abdoulaye, hoje, a'O Jogo:
"... o que senti com Luís Castro foi que não apostou em mim..."
"Até me deu a impressão que, com ele, uma dupla Abdoulaye/Mangala não podia existir. Foi o que me pareceu nos treinos, ou pelo menos foi o que me transmitiu."
"O que eu preciso é de jogar. Se não fôr no Porto terá de ser noutro lado. Se for para ficar parado, ou ir para o banco, prefiro procurar uma saída."
"Tivemos problemas nas laterais que penalizaram os centrais."
"Sei o que correu mal, mas tenho obrigações para com o clube e não posso falar."
Não me vou alongar em comentários. Não poderia esperar que o triste e distante par de neurónios deste rapazola começasse a funcionar, como por milagre. Mas acho inaceitável um jogador colocar em cheque um treinador e os colegas de equipa, em público. Não tem lugar no Carrazeda de Ansiães F.C., nem como aguadeiro, quanto mais no F.C.Porto. Mandem-no embora, pelo amor de Deus!
P.S.: Parece que Iturbe sempre sai do Porto. Não aprofundarei a notícia, mas estou curioso para saber quanto do valor pago pelo Verona (ao que parece, 15M€) vem parar aos nossos cofres. Nunca fui bom a trabalhar com percentagens...
"Gosto do Paulo Bento – acho-o competente, trabalhador bom - e estarei incondicionalmente com esta selecção e com ele. Contudo, acho honestamente que ele errou ao não levar Quaresma ao mundial. E digo-o porque acho Quaresma um extraordinário jogador que pode resolver uma partida. Dirão alguns, que todos os jogadores podem resolver uma partida, mas com verdade, aqui entre nós, só alguns possuem esse dom de resolver com uma jogada de génio um jogo. E quaresma é um deles caramba. Olho para a selecção que tem óptimos jogadores e só vejo um que pode fazer isto que é, como sabem, o do costume. A selecção podia assim ter 2. Mas não tem. Paulo Bento quis mostrar quem manda, quis dizer a pinto da costa que não manda na selecção, quis mostrar à grande maioria das pessoas - que são só milhares e milhares de portugueses que apoiam tal como eu a selecção - que não se deixa influenciar por eles. E honestamente, com verdade, acho que nem sequer pensou no Ricardo quaresma e no talento dele e na forma como ele nos poderia ajudar a resolver uma partida e dar-nos mais força. Não senhor, isso não importa para nada. Paulo bento pensou sim em vingar-se daquele, em responder ao outro em alimentar ódios provincianos que como se sabe são sempre muito benéficos para este país e ajudam-nos sempre muito. Paulo Bento pensou nele quando devia pensar na equipa, pensou em tudo isto e esqueceu-se de pensar no talento de Ricardo Quaresma. Foi uma pena."
Fernando Alvim, um conhecido radialista benfiquista escreveu este pequeno texto na sua página de facebook. Realmente olhando friamente para esta convocatória de Paulo Bento, existem fenómenos estranhos... Como levar Éder, Vieirinha, Postiga e Nani ao Brasil, que pouco ou nada jogaram esta época e deixar de fora Quaresma, Danny ou até Nelson Oliveira. Ou levar 5 médios quando se vai entrar sempre em campo com pelo menos 3 é no mínimo estranho. Critiquei aqui Quaresma durante a época, e continuo a dizer que a sua atitude (tendo em conta a sua idade actual) tem de ser outra se quer continuar no nosso clube, mas tenho a certeza absoluta que estará em melhor condição física que Vieirinha, Postiga e Éder juntos. Tenho a certeza absoluta que fez por merecer estar naqueles 23 convocados.
Mas eu também já ando desligado da selecção desde o Europeu de 2000. Essa sim era a "minha" selecção. Depois veio o "cancro" Scolari e todo aquele ódio destilado ao Porto e... apanharam-me! Não pus bandeirinha na janela!
Irei seguir a selecção da Bélgica, México, Colômbia ou Uruguai com maior interesse do que a selecção de Jorge Men... (perdão) Paulo Bento!
PS: Mais um grande texto da Catarina do Lá em Casa Mando Eu sobre este tema.
Desde sempre gostei do Barça! Pela similitude geopolítica com o meu Porto, pela beleza da cidade em si, mas também porque é impossível não encontrar semelhanças entre a "luta" Real-Barça e Benfica-Porto e não simpatizar com os blaugrana. Contudo, Simeone, escreveu História este fim de semana. Goste-se ou não do estilo de jogo, aquilo é sem qualquer equívoco uma lição sobre bem montar uma equipa e ter todos os jogadores "no bolso". Deixemo-nos de merdas, o futebol é um desporto colectivo e, como tal, não basta ter as melhores individualidades para ganhar. Ajuda (muito!), como é óbvio, mas ter ali 11 intérpretes em perfeita sintonia quanto às necessidades do COLECTIVO é, muitas vezes, meio caminho andado para a glória. No futebol esquecemos isso com facilidade, e raramente damos mérito a quem o merece. São sempre os outros, os grandes, que estão mal. Assim, penso que ninguém ficará indiferente ao feito incrível alcançado pelo Atleti, sob o comando de um sagaz treinador. Todos pensámos, durante todo o campeonato, que iam acabar por soçobrar, os colchoneros, quando o calendário apertasse. Não aconteceu! E o feito só se engrandece se pensarmos que o jogo do título foi no Camp Nou, a rebentar pelas costuras, depois de estar em desvantagem, e privados de Diego Costa e Arda Turan desde bem cedo. Pegando num cliché tantas vezes usado, o futebol dos colchoneros não é "ópera"., longe disso! Mas quem pode não se comover com a garra daqueles rapazes? Este fim de semana, o futebol dos Milhõ€s sofreu um duro golpe. Klopp já tinha demonstrado como se podia fazer omeletes com ovos de codorniz; Simeone fê-lo com ovos de rã.
Agora que a época futebolística está praticamente no final, faltando apenas decidir-se quem será o vencedor da Liga dos Campeões, estamos a preparar uma análise detalhada à época do F.C.Porto. Do plantel à equipa técnica, da direcção aos adeptos, do relvado aos gabinetes, vamos falar um pouco do que foi a época desportiva da equipa de futebol, e procuraremos escamotear todos os erros cometidos na preparação e durante a mesma. A rubrica terá o nome de "Os 7 Pecados Mortais" e tem como objectivo colocar uma pedra sobre este terror de época, antes de nos preocuparmos com Mundial e a nova época.
Iniciamos hoje no nosso espaço esta rubrica, na qual procuraremos viajar por jogos marcantes a que tivemos oportunidade de assistir, durante a nossa curta existência. Aqui, vamos tentar deixar de parte clubites; vamos sim deixar-nos levar pelo nosso amor a este desporto maravilhoso, capaz de parar o Mundo inteiro por 90 ou 120 minutos, enquanto a bola rola pelo relvado, e os artistas que aprendemos a admirar a fazem girar com toques de magia.
Hoje, começamos com uma viagem à bela e moderna Barcelona, mais concretamente ao quente fim de tarde de 26 de Maio de 1999.
Em Camp Nou, defrontavam-se dois colossos do futebol europeu e mundial, Manchester United e Bayern Munique, na altura equipas recheadas de estrelas e um degrau acima dos grandes clubes espanhóis (Barcelona e Real Madrid) e italianos (Milan e Juventus).
Do lado do Bayern alinhavam nomes como Kahn, Kuffour, Matthaeus, Mario Basler, Effenberg, Babbel e Jeremies. Do lado dos "Red Devils" moravam Schmeichel, Gary Neville, Beckham, Giggs (sempre Giggs), com a lendária dupla Yorke e Cole na frente.
O jogo foi dominado quase na totalidade pelo Bayern, que se adiantou no marcador logo aos 6', num livre directo cobrado por Mario Basler,que deixou o gigante dinamarquês Schmeichel pregado ao chão. O poderio físico da defesa e meio-campo dos alemães ditou leis, e conseguiram anular por completo as pedras basilares do United - Giggs, Beckham, Yorke e Cole. Registe-se o facto de os ingleses terem alinhado sem jogadores importantes, como Scholes (lesão) e Roy Keane (castigo), o que levou a que Beckham tivesse de de alinhar como médio, e Giggs no flanco direito.
Se na primeira parte se registou um maior equilíbrio entre ambas as equipas, sem grandes oportunidades de golo a registar, a segunda foi um autêntico recital ofensivo dos bávaros. Com um domínio territorial quase total, não só contrariavam o futebol mais directo do United, como conseguiam criar oportunidades suficientes para aumentar o marcador para 3 ou 4 bolas. Mas em duas ocasiões, o poste (Mehmet Scholl, após um chapéu quase perfeito) e a trave (Jancker, de pontapé acrobático) negaram aos alemães as ocasiões mais flagrantes deste período. Isso e aquele louco e intransponível Peter Schemichel (que fazia a sua despedida de Old Trafford neste jogo).
Aos 67' e aos 82', Alex Ferguson decidiu arriscar tudo o que podia, e colocou em campo Teddy Sheringham e "Baby Face Killer" - Ole Gunnar Solskjaer. Mal ele sabia o que estava para vir...
Chegavamos quase ao final dos 90', e o jogo parecia decidido, apesar da magra vantagem. O Bayern esteve sempre por cima, sempre a controlar as investidas britânicas e tentava, nesta altura, que o tempo corresse veloz.
Pier Luigi Collina, árbitro do encontro, dá ordem para que se levante a placa com o tempo de desconto. 3'. Os fãs do United assobiam! Precisavam de mais tempo...
Com 90 minutos de jogo, e o United completamente balanceado para o ataque, Beckham combina com Neville, na esquerda, e o lateral cruza rasteiro. Kuffour corta para canto. A bancada por detrás dessa baliza, repleta de adeptos dos "Red Devils" quase desaba. Schmeichel sobe à área adversária. Bekcham marca o canto, Schmeichel ainda tenta cabecear mas a bola é cortada pela defensiva bávara que, contudo, não a consegue afastar o suficiente do limite da grande área. Ali, à espera, está Giggs, que remata de pé direito, torto e fraco. Mas a bola passa caprichosamente por vários pares de pernas e vai ter direitinha com Sheringham que, sem cerimónias, já na pequena área, atira a contar.
A loucura instala-se! O United consegue um pequeno milagre ao empatar nos descontos, depois de levar um banho de bola durante os restantes 89'.
Bola ao centro e os alemães parecem atordoados com o golo sofrido. Inexplicavelmente tentam jogar longo para Jancker mas Stam (aquela besta de homem) ganha de cabeça. Sai um passe longo para a esquerda do ataque do United, e cola no pé de Solskjaer. O norueguês tenta ganhar a linha, mas Kuffour não desarma e corta para canto. A celebração da conquista desse canto por parte dos adeptos do United é algo que ainda hoje me deixa arrepiado. Eles sentiam que aquele era O momento. Eles sabiam que a noite (e a época) era deles!
O relógio marca 93', e o United tem o último lance do jogo. Canto de Beckham e Sheringham antecipa-se ao primeiro poste, perto do limite da pequena área. Desvia na direcção da baliza, mas a bola vai fraca. Mas alguém se esqueceu de Solskjaer...
YEAAAAHH!!!
Aqui, a loucura foi total. O banco de suplentes do United sai disparado em direcção aos marcadores! O United acaba de concluir um dos episódios mais épicos da história do futebol.
Sheringham e Solskjaer, lançados por Ferguson ao longo da 2ª parte, estiveram nos 2 golos ingleses. Se há dias de sorte, este foi com certeza o dia mais feliz de Sir Alex.
As imagens que se seguiram são muito fortes. Collina quer reatar o jogo mas vários jogadores do Bayern estão caídos do chão. O italiano vai tentar levantá-los para os fazer regressar ao que resta do jogo. Kuffour esmurra o relvado com raiva e chora convulsivamente. Do outro lado, Schemichel celebra com um mortal. Os adeptos do Bayern não querem acreditar no que está a contecer. Beliscam-se para acordar daquele pesadelo. Do lado inglês, lágrimas de alegria e a loucura absoluta.
O jogo termina passados segundos, coroando o United como vencedor da Champions League de 1999.
Em baixo, têm um pequeno resumo dos principais lances do jogo.
O futebol é um jogo que pode ser tão loucamente apaixonante como raivosamente cruel. Neste dia, foi-o para os fãs das duas equipas. Como adepto "Red Devil", amei cada segundo daqueles 3' de compensação. Ali está a génese do que me faz amar este desporto. Um jogo carimbado e resolvido, em que já se colocava o nome de vencedor na Taça, teve uma reviravolta dramática como poucos esperariam. Não sei (e espero nunca vir a saber) o que significará estar do outro lado, mas ainda me comove o desespero evidenciado por Kuffour logo após o 2º golo. Não sei se teria força anímica para continuar a jogar futebol depois daquele golpe de teatro. Os Deuses do Futebol revelaram-se piedosos para com os "Red Devils" naquela noite de Maio, protegendo a baliza de Schmeichel durante o assalto ofensivo dos alemães, e penalizaram em toda a linha a perda de controlo do jogo do Bayern nos minutos finais. Foi injusto? Muito, mesmo muito injusto! Mas foi épico, mágico e certamente continuará a ser um dos marcos do futebol mundial por muitos anos.
No final do jogo, quando questionado sobre o que acabara de se passar, Alex Ferguson, de sorriso de orelha a orelha, soltou: