Mostrar mensagens com a etiqueta Ricardo Pereira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ricardo Pereira. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Fugindo do Histerismo

Tal como o v.a.s.c.o., não tenho paciência para silly seasons, não tenho jeito para contabilidade, nem sequer para futurologia. Desse modo, considero absolutamente estéril estar a fazer análises profundas às vindas de A ou B, ou ás saídas de C ou D, aos valores pagos ou recebidos... Neste altura, isso vale zero. Primeiro a bola tem de rolar, e depois avalia-se tudo isso.

Como sempre, temos assistido às anedóticas reacções desproporcionadas de muito portista, por muitos locais da bluegosfera ou das redes sociais, e a única reacção que me apraz demonstrar é esta:


.



Fugindo então dessa histeria colectiva que parece triplicar por 1000000 sempre que temos uma época sem títulos, e que consegue colocar na lama e endeusar a nossa SAD no decorrer no mesmo dia, por vezes com poucas horas de espaço, falemos de "bola no pé", que é essa merda que interessa! Idiotas, de azul, amarelo, castanho ou branco, não merecem que perca tanta linha dum post.

E como a única bola que tem rolado tem sido nos pés dos putos, ou nos pés de hordas de sul-americanos que mais parece estarem num combate ao estilo Game of Thrones, é sobre isso que me interessa falar.

Quanto aos mais pequenos, diga-se que houve uma alteração no guião, mas no final aconteceu o mesmo de sempre.

As equipas de sub-20 e sub-21 já começam a dar uma leve ideia da importância de ter os jogadores jovens a jogar em campeonatos mais competitivos do que o Nacional de Juniores - seja nas equipas B, seja por empréstimo noutros clubes - e foram agradáveis surpresas no que à qualidade de jogo diz respeito. Há ali talento, há ali trabalho, mas falta o de sempre: força mental. Foi assim que os mais novos cederam nas grandes penalidades contra o Brasil, depois de um massacre de dimensões bíblicas durante os 120', e foi também assim que os mais velhos cederam nos castigos máximos contra uma limitada Suécia.

Foi muito bom ver que alguns dos nossos "putos" têm um potencial enorme, mas é importante que se saiba dar os passos correctos com cada um deles. Reconhecendo que André Silva, Gonçalo Paciência, Rafa, Tomás ou o Chico (e outros que não me chamaram tanto a atenção, mas que decerto mereceriam constar desta lista) têm um grande potencial, é igualmente importante saber como ir incluindo estes jovens nos trabalhos da equipa principal e, quem sabe, no 11 inicial, com toda a tranquilidade. É que a conversa do ADN Porto é toda muito bonita e cheia de flores, mas a verdade é que a aposta na formação não pode ser feita às 3 pancadas. Nem o argumento do "ADN Porto" pode ser misturado com a formação, porque são coisas distintas. E digo isto pensando, por exemplo, no Lucho, no Hulk ou no Moutinho, jogadores "formados" no Porto desde os 10 anos de idade (wink, wink).

De propósito, deixei de fora daquela lista o Ricardo. Só porque o tenho visto actuar como avançado na equipa das quinas, e continuo a não compreender que se insista no rapaz como lateral direito. Uma bela surpresa ver Ricardo jogar nos sub-21, naquela posição do terreno.



De fora ficou também aquele que para mim merece um destaque individual. Sérgio Oliveira! 
Acredito que seja um rapaz com alguns problemas de disciplina/fraca capacidade de trabalho/fraca capacidade mental. Recordo-me do súbito "apagão" que sofreu na segunda parte da época anterior, ainda no Paços. Mas achei-o estrondoso durante este Europeu de sub-21. Inteligente nos posicionamentos, com boa capacidade de remate exterior, seguríssimo em transição ofensiva. Gostei muito do que vi! E fico feliz que, finalmente, pareça ter-se dissipado o rótulo "40M€" dos ombros do rapaz. Espero que o mantenhamos por cá (sim v.a.s.c.o., já sei, pode ser por troca com o Herrera).



Terminando o tema "Selecções Jovens", não posso deixar de frisar que, a não ser que algo corra muito mal, temos nas nossas hostes (portuguesas e não portistas, entenda-se) um jovem que tem tudo para ser um enorme jogador de futebol dentro de pouco tempo (se é que já não o é), que dá pelo nome de Bernardo Silva. Formado num rival, desaproveitado pelo mesmo rival, ao que parece, adepto indefectível do rival... Sinceramente, não me interessa nada disso quando vejo aquele puto jogar "à bola" como o faz. Genial! Espero que Quintero tenha perdido algum do seu inútil tempo a tentar aprender que um grande jogador, não é só aquele que decide com um passe de morte. Precisa de baixar no terreno, lutar pelas bolas, fazer coberturas defensivas, etç, etç. 

Ao mesmo tempo, em terras chilenas disputu-se uma competição que - dizem - foi de futebol. Não vi todos os jogos, mas vi os suficientes para ficar na dúvida se não seria antes MMA ou wrestling. Estratégias arcaicas, sectores defensivos horripilantes, péssimas tomadas de decisão em catadupa, violência gratuita, más arbitragens... Enfim... valha-nos aquele sector ofensivo da Argentina, e a bela ideia de jogo do Chile (obviamente, os finalistas da competição), para nos termos conseguido entreter com algo até que o Brasão Mai' Lindo do Universo entre em campo.



E valha-nos tambem o enoooooorme par de tomates que o Alexis Sanchez teve na marcação daquela grande penalidade decisiva, adoçicando um jogo relativamente morno, e fazendo com que o grito habitual de "GOOOOOLOOOO" tenha sido substituído por um "EEEIIIISSHHHHH" (mesmo á Pedro Henriques), no café onde eu estava.

Sim, a minha Copa América terminou com um EEEEIIIISSHHHHH. Acompanhado de perdigotos e tudo...
Foda-se, como estou a precisar de ver azul e branco no relvado...

P.S.: enquanto publicava isto, assinámos contrato com o Esnaider, Pizzi e Kaviedes ;)


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Fernando Santos... e os magníficos sub-21

Agora que tivemos a 2ª paragem nas competições nacionais em praticamente 2 meses (sonho com o dia em que FIFA e UEFA vão gizar um plano competitivo que não prejudique os clubes desta forma), falemos um pouquinho sobre as Selecções.



Os sub-21 alcançaram um feito inédito, diga-se. Não obstante o talento que por ali anda, há que reconhecer que Rui Jorge soube retirar máxima vantagem desse facto. Não chega haver talento, é preciso pô-lo ao serviço da equipa e isso, não é para todos. Se já durante a fase de grupos os miúdos fizeram exibições portentosas, o jogo em Alkmaar foi fantástico. Estratégia bem montada, jogadores todos muito próximos, abnegados e extremamente pressionantes, belos intérpretes e, sobretudo, um hino ao futebol colectivo. Gostei imenso de ver este jogo, e fiquei ainda mais entusiasmado com Rúben e, principalmente, com Ricardo. Se no primeiro impressiona a facilidade com que se integra numa equipa já com 8 jogos de "andamento" e ocupa aquela posição "6" com uma classe e tranquilidade assustadoras, Ricardo continua a demonstrar uma polivalência inacreditável. Já o vi a jogar como Lateral (esquerdo e direito), Médio Ofensivo (no Vitória), Extremo (esquerdo ou direito), Central (durante uns minutos na época passada em casa com o Belenenses), e agora como Avançado mais móvel no 4-4-2 dos sub-21. E o mais curioso é que foram raras as vezes que não me surpreendeu. Alia uma belíssima capacidade técnica a uma velocidade notável mas parece-me que a sua maior arma é a inteligência posicional que demonstra em qualquer posição em que joga. Bem sei que tem rivais à altura no plantel principal do Porto mas vejo o rapaz como uma certeza para um futuro muito breve. Não acompanhei o festival de golos de Paços de Ferreira, na 2ª mão do play-off, mas ver os nomes de Rúben e Ricardo na lista de marcadores encheu-me de alegria. Menção honrosa para Sérgio Oliveira e um grande destaque para Bernardo Silva - é, efectivamente, um jogador que tem tudo para ser fabuloso. 



Falemos agora dos AA, comandados agora pelo nosso querido Engenheiro. Gosto de Fernando Santos, tenho de admitir. É fácil gostar dele: parece-me um indivíduo inteligente, ponderado, bom comunicador, sério e trabalhador mas, acima de tudo, coerente. Recordo-me de ver as suas equipas sempre bem trabalhadas no plano ofensivo, e com um sistema defensivo de referências individuais pouco "moderno". Era também pouco acutilante (corajoso, se preferirem) na abordagem a alguns jogos, mas não esqueço que com ele derrotámos um Super Real Madrid, e só um tristemente célebre Hugh Dallas nos impediu de eliminar o colosso Bayern na Champions. Mesmo depois de ter deixado o clube para outras aventuras, onde se contam passagens pelos nossos rivais, penso que não há uma alma que não simpatize com o Engenheiro. Sendo assim, parece-me que estão criadas as condições ideais para que haja alguma harmonia em torno da selecção, no que à liderança técnica diz respeito.

Não vi o jogo de Sábado, excepto os últimos 10 minutos, e gostei da sensação de ver um colectivo mais organizado, mais crente nas suas capacidades e com capacidade de luta. Vi também Quaresma a fazer o gosto ao pé (confesso que teria tremido se fosse marcar um penalty pelo Porto...) e um João Mário a deixar água na boca. 
No jogo de ontem, podemos destacar a coragem de Fernando Santos em avançar com a "remodelação" do modelo de jogo. Um meio campo com maior propensão para ter, e saber ter bola - pese embora a fraca forma de Moutinho - com o nosso mais forte trio de avançados à frente, com bastante mobilidade e velocidade. Na defesa, voltámos a ter dois defesas-centrais competentes (jogaço de Ricardo Carvalho), e só as anedotas que jogam como laterais destoaram. Sendo certo que foi um jogo com pouco sabor, é também verdade que Portugal criou mais oportunidades e fez mais por merecer a vitória. Não gostei muito de alguma desorganização entre os 20-35min da 1ª parte, e também com o facto de Tiago e Moutinho se terem desgastado tanto com coberturas defensivas. Sendo eles os cérebros da construção ofensiva, ficaram com poucas pernas para a parte final do jogo. Santos leu bem, ao colocar Quaresma e João Mário e foi uma maravilha ver aquele cruzamento genial de Quaresma chegar direitinho à cabeça de Ronaldo. Quanto a Quaresma, no pouco tempo que esteve em campo demonstrou tudo aquilo que é: tentou por 2,3 vezes fintar 2,3 adversários em zonas impossíveis, perdendo a bola com facilidade, e depois foi capaz de ir à linha "sacar" um cruzamento perfeito, que valeu 3 pontos. Assim, fácil. Tudo isto do tal jogador que dá mau ambiente se não joga e que é muito individualista (argumento de acéfalo, numa selecção que tem Ronaldo...). Doeu muito Paulo Bento?


Venha a Taça!