Mostrar mensagens com a etiqueta André André. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta André André. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Porto vs Benfica

Jogo grande com o Benfica à 5ª jornada (normalmente) não decide nada. Mas este era de elevadíssimo grau de importância. Dois anos sem ganhar ao Benfica é estranho para nós e Lopetegui matou o borrego auxiliado por André André. E não houve desculpas. Nem o facto do adversário ter mais um dia de descanso. Nem o facto de termos feito duas viagens à Ucrânia. De não termos treinado quinta-feira. Nada. Embalados por um Dragão com um ambiente incrível (ainda que algo nervoso) que cantou durante 86 minutos até que explodiu numa verdadeira catarse trazida por aquele caxineiro raçudo que com a sua história familiar e futebolística nos faz ficar ainda mais encantados com ele.  

A cara do Maxi aqui <3
Um Benfica que se apresentou pequenino apenas fazendo cócegas na primeira parte e de bola parada. Valeu San Iker que com duas defesas fabulosas impediu que os encarnados se adiantassem no marcador. O Porto entrou (demasiado?) expectante e procurou sempre equilibrar as marcações, dando especial destaque (claro está) a Gaitan. A segunda-parte foi de sentido único e apesar da cabeçada ao poste de Aboubakar logo no minuto 47', não existiram oportunidade flagrantes. Houve sim um caudal ofensivo tal que só me lembro do Benfica ter chegado à nossa área uma vez em toda a segunda-parte. Foram três pontos preciosos. Por ganhar a um rival, por voltar a equilibrar duelos directos com "eles", para dar força a Lopetegui e a um plantel novo que lhe chegou às mãos e claro... PARA VER SE A MALTA PIPOQUEIRA SE CALA UM BOCADINHO COM O HOMEM. Tá bom? Vamos a destaques. 

(+) Positivo 

André André - Tal como Óbelix caiu no caldo da poção mágica, certamente que o carequinha caiu no pote do Red Bull quando era pequeno. Pois de outra forma não faz sentido a brutalidade de quilómetros percorridos por ele. É claramente um dos homens de confiança de Lopetegui que vê nele uma espécie de Oliver 2.0. Raça, pulmão, rapidez de execução, e uma capacidade de estar em todo o lado que me leva a questionar se não terá ligações com o "BIG MAN" lá de cima. Talvez seja importante realçar também que o melhor jogador (neste momento) do plantel foi um dos mais baratos.

Casillas - O Iker está se a tornar rapidamente num dos meus favoritos do plantel. Para quem (ainda) é um dos melhores guarda-redes de sempre, com troféus atrás de troféus, celebrar o golo como ele celebrou, mostra que não está cá só para envelhecer em paz. Parece ter recuperado o sorriso, mas também faz por isso. Duas defesas incríveis na primeira-parte demonstram que é um guarda-redes que ganha jogos. E a fotografia abraçado a Hélton é top!

A 3ª substituição - Eu próprio me fiquei a coçar como um carocho a precisar da sua dose diária quando percebi que Lopetegui ia tirar Aboubakar para lançar Osvaldo. Com o estádio inteiro a mandar vir (completamente desnecessário) e até um lencinho branco. Se tiverem oportunidade revejam o jogo desde que Osvaldo entrou e vejam como o Benfica estava a marcar, como Aboubakar já estava todo roto e como, pasmem-se, o golo nasce da movimentação de Osvaldo! Que com as marcações individuais feitas pelo Benfica, vem receber uma bola a meio-campo e traz consigo Jardel. Abrindo atrás de si uma auto estrada muito bem explorada por Brahimi, Varela e André André. Sorte? Coincidência? Premonição? Who cares... Resultou em pleno.

As "outras" - Varela por Corona e Danilo por Ruben Neves. Corona passou completamente ao lado do jogo. E o Varela veio dar alguma inteligência à frente de ataque pela forma como se movimenta. Não teve medo de ter iniciativa ainda que muitas vezes dá a sensação que recebe bolas em cima de uma segway com problemas mecânicos. Tocam nele e perdem-se. Já Danilo veio acima de tudo estancar aquela zona. E a partir desse momento o Benfica deixou de ganhar qualquer bola no nosso meio-campo. Ruben não fez um grande jogo (que pediu mais luta e menos classe) e aquele período de jogo pedia acima de tudo clarividência e pernas frescas.

(-) Negativo 

As variações de flanco de Maicon - Têm que acabar. É irritante, frustrante, desesperante. Perdas de bola (e posse) com estas brincadeiras. ATENÇÃO, não é por manter a posse ou deixar de a manter. Eu sou adepto da máxima "está apertado, joga pra fora". Bola para fora do estádio se for preciso. Agora, eu tive oportunidade de rever o jogo e contei 9 (!!!!) momentos em que Maicon se vê com bola, TEM várias possibilidades de passe curto perto de si, e decide agredir a bola em direcção a Brahimi que muitas vezes não as consegue receber nas melhores condições porque "surprise surprise" não é fácil receber um pedaço de betão a 500 km/h com os pés. Irrita os adeptos, enerva os jogadores, estraga ataques. Não tem sentido para mim.

O anti-jogo do Benfica - Tão pequeninos. Deixar bolas em campo para atrasar lançamentos... Uau. Sem stress Rui Vitória, mas o Estoril jogou muito mais no Dragão que vocês. But hey... you do your thing.

Artur Soares Dias - Se este é um dos nossos melhores árbitros... Estamos muito mal mesmo. Dualidade gritante de critérios nos cartões. Nélson Semedo e André Almeida deram tudo para ir tomar banho mais cedo. Eliseu falou como quis com o árbitro. E complacente com o anti-jogo do Benfica que começou bem cedo. Ridículo.



Nota: A ver se o tempo me deixa um dia destes mandar bitaites tácticos ao que tem sido a época até agora, principalmente porque ainda não estou convencido com aquele 4x4x2 do Julen. Até breve meu chapas!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Champions - Dinamo Kiev vs Porto


Dois pontos perdidos. Não tenhamos ilusões, foram dois pontos perdidos, num jogo onde decidimos participar praticamente a partir do intervalo.

Quando o relógio caminhava para os 5 minutos finais, pensava que esta primeira "reviravolta" no reinado de Lope à frente do nosso Porto surgia na melhor altura: após um jogo não muito conseguido, mas a coroar uma 2ª parte de claro ascendente e de melhoria no jogo, e a anteceder um clássico importante, contra um Benfica que nos anda atravessado na garganta. E de repente, com uma facilidade assombrosa, sucessões de erros infantis deitaram a perder pelo menos 2 pontos que seriam preciosos.

Poderemos pensar que esta é a 1ª jornada, que o jogo foi fora e num terreno onde até é comum passarmos por dificuldades, mas oportunidades destas não se podem perder. Não, contra um adversário tão mediano.

E antes das notas, a questão: era preciso haver balizas durante a 1ª parte?


(+) Positivo


Layún - Como não tive oportunidade de ver o jogo em Arouca, foi esta a primeira impressão que me deixou o mexicano. E foi uma boa impressão. Nota-se que o pé esquerdo é "ceguinho", e isso poderia ser um handicap importante, mas em quase todas as acções, Layún provou que não é bem assim. E aquele cruzamento açucarado para Aboubakar demonstrou-o bem. Ainda assim, não fica isento de culpas no lance do 1º golo dos ucranianos. Parece-me bastante melhor do que Ángel e, até ver, superior à sombra de Cissokho que, para já, paira sobre o nosso lado esquerdo.

Aboubakar - Eficácia monstruosa, num jogo em que lutou como um touro para conseguir servir de apoio para os colegas e, ainda conseguiu arranjar fôlego para ir finalizar. Aboubakar parece conseguir finalizar de todas as formas, seja de longe, de cabeça, de pé direito ou esquerdo. Ontem, foi fantástico! MVP para mim.

André André - Sai uma chapada de luva branca para o Sr. Z faxabôr. Torci o nariz, continuei de nariz torcido, e agora vou deixar-me de merdas. André André é uma fantástica adição ao nosso 11. Incansável em transição defensiva, lendo quase sempre bem os timings de pressão e absolutamente omnipresente em termos ofensivos. Falta-lhe aquele "bocadinho" na velocidade de tomada de decisão, e nota-se que alterna o Bom com o Assim-Assim em termos de recepção e de passe em algumas situações, Ainda assim, não fosse o jogaço de Aboubakar, e merceria o "prémio" de melhor jogador.





(-) Negativo

Ter a bola porque sim - Foi a nossa 1ª parte. Foi uma táctica montada para ter a bola e... continuar com a bola e... pelo sim, pelo não, mantê-la mais um pouco. E nem isso foi conseguido. Foram 5 médios (sim, porque Brahimi era um médio, nunca um avançado interior), em que ninguém sabia muito bem que papel estava a desempenhar. Danilo estava mais perdido do que nunca. Herrera perdido como sempre. Rúben a procurar ter espaço para estar como melhor sabe estar, sozinho, a 6, na construção, e André André em todo o lado. Brahimi, claro está, perdido na sua teia de fixar 2, 3, 4 adversários, aguardando por colegas que, quase sempre estavam a léguas de distância. Mas nem foi pela parte ofensiva que a coisa foi má, não. Foi na altura de a recuperar que tudo veio ao de cima, com particular incidência no 1º golo sofrido. Se não temos capacidade de recuperar a bola, não a vamos ter. Se quando a temos, há 5 gajos talhados para a retenção, não saímos da mesma zona. Um carrossel infindável de... nada. Bola para o lado, bola para trás, zero de jogo interior, uma mão cheia de nada de tentativas duma puta duma simples tabela. Durante a primeira parte, tirando o golo de Aboubakar, o Dínamo bem podia ter abdicado de jogar com guarda-redes. Zero jogo ofensivo durante 45 minutos, contra uma equipa dum calibre mediano. Muito pouco, muito fraco, na minha opinião.

Os golos sofridos - Como não possuo canais para visualizar jogos de futebol a sério, vou-me entretendo com os jogos dos miúdos no Porto Canal, ou até nos canais do Barça, do Real ou do Manchester. E os golos sofridos ontem, fizeram-me lembrar as equipas de sub-17 do Hospitalet, que tem o enorme azar de pertencer à Catalunha e, portanto, calhar obrigatoriamente na série do Barcelona, contra quem, aos 15 minutos invariavelmente já perde por 5-0. Foi assim, como os sub-17 do Hospitalet, que a nossa equipa abordou colectivamente o 1º golo do Dinamo, e foi também com uma irritante apatia, que não se congelou a puta da bola durante os 10 minutos que restavam após o 1-2. Anjinhos. Fomos uns anjinhos. A este nível, não pode ocorrer.

Casillas e quem estava na área no 2º golo - Estava um gajo em posição ilegal que tapava a visão e dep.... Foda-se! Casillas teve tempo de tomar um café, fumar um cigarro, e agarrar aquela bola antes sequer do gajo perceber o que tinha acontecido. E como catalogar aquela reacção a brotar vivacidade dos restantes 8, 9 elementos que estavam dentro da área? WOW! 8 ou 9 tartarugas pernetas teriam conseguido limpar aquela bola em 3 tempos.


Fim do jogo e lá vem a conversa do "golo ilegal" que os outros marcaram, porque são todos muito maus e querem fazer-nos muitas maldades. Onde é que já ouvi esta conversa antes? Já sei, em 3/4 da época passada, e tanto lamento (ainda que justificadíssimo), não nos trouxe grandes taças ou troféus.

É muito simples: não inventar tácticas com 11 médios, atacar a baliza, e ganhar porque os nossos jogadores são consideravelmente melhores do que 85% dos possíveis adversários desta época. E assim, ficamos a salvo dos "golos ilegais". E atacar a baliza adversária.

Aliás, queria muito evitar falar de "azar", de "muito controlo de jogo" e lamentar "golos ilegais" na próxima crónica que aqui escrever. E queria muito, mesmo muito, atacar a baliza adversária (não sei se já disse).

Outros dados interessantes da jornada europeia:

- Vitor Pereira, esse Rei Midas do futebol internacional, futuro conselheiro de Pep Guardiola, continua a singrar por esse Mundo fora. By the mouth, dies the fish, como diria o outro...

- O Mestre da Táctica, que ao que parece agora já é um jabardolas da pior espécie (quando antes era um ser humano 5 estrelas), é o melhor treinador do...da...de... É... o mais... Pois... Não...

- Há estúpidos a marcar golos do meio-campo ao Barcelona;

Segue-se uma interrupção para os lados da Galiza, com as magníficas Rías Baixas ao pé, tentando absorver dos magníficos Balaídos alguma inspiração (he he he), em jeito de estágio para Domingo.

Encontramo-nos por lá!