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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Champions League - Porto vs Bayern





























Perfeito.


Há momentos, em que todo o vocabulário que pensamos conhecer se torna pequenino, insignificante, para podermos descrever algo que, de tão único, tão belo, tão sublime, nos transcende. Na 4ª feira, dia 15 de Abril de 2015, um novo degrau se construiu na escadaria de vitórias sem igual do clube que amamos. Na 4ª feira, aquele relvado milimetricamente cortado teve a honra de ser o palco dum dos momentos mais incríveis a que pude assistir desde que vejo futebol. Há pouco mais de 24h, Basileia, Viena, Tóquio, Sevilha, Gelsenkirchen e Dublin sorriram entre si, e aplaudiram de pé os heróis de azul-e-branco que, de queixo bem levantado e com a crença inabalável no poder dos sonhadores, bateram o pé a uma das melhores equipas do Mundo, orientada pelo melhor treinador do Mundo.

Ainda tentava adaptar-me ao lugar "oferecido" pelo meu irmão (companheiro de batalha em alguns jogos), e já Neuer derrubava Jackson dentro da grande-área (por esta altura,Xabi Alonso ainda deve estar à procura do tanque que o atropelou quando pensava o que ia fazer com a bola). 1-0, num início que dificilmente poderia ser melhor. Seria mesmo assim?

Decorria o 10º minuto do jogo, e as minhas sinapses entraram em curto-circuito. Por instantes, enquanto via Quaresma a correr de braços abertos em direcção ao mar de portistas que explodia em êxtase, como se naqueles braços quisesse tomar todas as milhares de almas que se beliscavam para terem a certeza de que tudo aquilo que os olhos viam era mesmo real, não consegui festejar. Nem um som, nem um gesto, nada. Olhei em volta... Caras felizes, sorrisos rasgados e lágrimas a rolar em catadupa; abraços entre estranhos, e pais e filhos, e avôs e netos, e maridos e mulheres. Tudo unido. Tudo em êxtase. Tudo Porto.

Ah e Quaresma, se leres este texto, considera aquela agonizante eliminatória com o Schalke absolutamente perdoada!

10 minutos de jogo: F.C.Porto 2 - 0 F.C. Bayern - sejam honestos, alguma vez sonharam com um início tão prometedor?

Depois veio o tempo de regressar à Terra. De roer as unhas, enquanto aquele futebol magníficamente rendilhado dos bávaros punha alguma calma no jogo. Foi tempo de ser paciente, aguentando bem os momentos de pressão ofensiva, evitando abrir buracos no corredor central (onde se sabe que os alemães são mortíferos). No primeiro "erro" do jogo, um 2-1 demasiado penalizador para o que foi o domínio territorial e para as reais ocasiões de perigo da 1ª parte. 

O intervalo, sendo obrigatório, devia ser banido de alguns jogos. Pelo menos, para nós, doentes incorrigiveis (em concreto para mim, pessimista irredutível), devia haver um botão que fizesse "fast-forward" naqueles intermináveis 15 minutos. Na minha mente, poderia vir aí uma 2ª parte de muitos nervos, fosse porque Pep Guardiola iria sacar da sua varinha mágica e encontrar-nos algum ponto fraco, fosse pela dúvida acerca da capacidade de ver a nossa equipa ter pernas e pulmões para aguentar outros 45 minutos jogados com aquela intensidade.

Felizmente, para gajos como eu - sempre um pouco pessimistas, mesmo que o resultado nos seja favorável, por 5-0, e faltem 10 minutos para terminar o jogo - há bofetadas que vêm com a força certa, na dose certa, no momento certo. Foi um esbofeteamento saboroso, emocionante, merecido, aquele que o meu Porto me deu durante os 45 minutos da 2ª parte, onde por momentos, o peso-pesado alemão mais não fez do que encostar-se às cordas e proteger-se como pôde. Guardiola acabou por dar credibilidade a esta análise, quando decidiu trocar Gotze por Rode ainda com 2-1 no marcador, como que procurando segurar a desvantagem mínima e minimizar danos.

Depois de Neuer ter provado que, de vez em quando, há milagres a acontecer em campos de futebol, ao desviar aquele remate de Herrera praticamente por instinto (após uma jogada colectiva que foi um hino ao futebol), foi Jackson, o nosso Monstro, o nosso herói "cafetero", que numa demonstração de poder físico, classe e frieza, conseguiu materializar em golos os 45 minutos mais admiráveis que me lembro de ver uma equipa de azul-e-branco fazer desde o Porto-Lázio em 2003. Não me contive desta feita. Para além de quase ter arrancado as cabeças dos desgraçados dos "vizinhos do lado", enquanto me abraçava aos dois metros de pessoa que constituem o meu irmão, chorei, muito de alegria mas principalmente de orgulho. Aquele orgulho que nos deixa com pele de galinha, como quando Derlei empurrou a bola naquele fim de tarde em Sevilha, ou quando Juary apareceu como um foguete a finalizar outra obra-prima de Madjer. Aquele orgulho imenso, enorme, incrível, que sentimos quando se ouve a voz imcomparável da Maria Amélia Canossa antes de cada jogo, levando-nos a segurar os cachecóis ao alto até os músculos dos braços começarem a ceder. Aquela certeza de que somos o que somos, somos como somos, e para sempre assim seremos, porque somos portistas. Porque somos Porto. Porque sabemos o que é ser Porto.

Após o golo, veio o estouro fisico, como seria de prever. Jogar contra os Gil Vicentes e Moreirenses desta vida durante 2/3 da época tem as suas desvantagens. É que jogos assim, tem o Bayern aos montes durante uma temporada, e talvez por isso não tenha estranhado que alguns dos nossos rapazes tivessem festejado o 3º golo deitados no relvado, ou agarrados aos joelhos, porque já pouco oxigénio havia a chegar aos músculos por essa altura. 

Até final, para além de ir refrescando quem já não aguentava mais (menos Herrera que, segundo o meu irmão, leva uma mochila com um pulmão suplente para dentro de campo), foi tempo de cerrar fileiras, tapar caminhos, dobrar a língua, e ver a nossa versão "muro intransponível" ser posta em prática. Incrível a forma como a equipa se uniu nesta fase do jogo. Incrível também a maneira tranquila como o Bayern vai tentando "asfixiar" aos poucos quando consegue estacionar no meio-campo adversário (como aconteceu nos últimos 10 minutos), como se o jogo estivesse empatado e tudo estivesse controlado. 

Hoje, como podem compreender, não há notas para ninguém, porque seria ridículo querer destacar uns em detrimento de outros. Falarei apenas dum jogador que praticamente não vi a figurar nos destaques de outras "casas": Alex Sandro. Para mim, fez o melhor jogo com a nossa camisola vestida, e foi um elemento duma enorme preponderância em praticamente todos os momentos do jogo, especialmente quando a quebra física foi mais notória. Alex Sandro foi, durante 90 minutos, um dos melhores laterais esquerdos da Europa. E aquela assistência para Jackson... Bra-fucking-vo!

Não resisto a destacar também Lopetegui, o grande obreiro desta noite de sonho. Preparou o jogo de forma sublime, jogando com as ausências do lado dos alemães (concerteza que os jogadores que ficaram de fora lhes fazem falta, deixemo-nos de merdas), procurando montar uma teia de pressão ofensiva sobre as linhas de passe, deixando o início de construção para um lento, trapalhão e perfeitamente mediano Dante (só ultrapassado em mediania pelo seu compatriota do cabelinho loiro e encaracolado do PSG). Depois, na 2ª parte, percebendo que Xabi Alonso e Lahm (principalmente estes dois), não transpiravam robustez fisica para aguentar grandes correrias, lançou um ataque impiedoso em termos de pressão colectiva, de organização e cobertura de espaços, que deixou por várias vezes os bávaros a passar bolas... para fora! Muito bem também na gestão física dos últimos minutos, onde foi segurando as pontas até ao limite. Se no final desta época não houver nenhum título a figurar nas nossas vitrines, acreditem, não será por falta de trabalho, de capacidade de leitura táctica, por falta de exigência do nosso treinador. Foi, seguramente, a melhor contratação do F.C.Porto para esta época.

Falta um jogo, é certo. Falta ir ao covil da besta alemã. Falta um combate de 90 minutos, uma batalha na qual só estamos porque, foda-se, somos mesmo bons, e trabalhamos como uns cães para lá estar. Faltam 5400 segundos de unhas roídas, de muito suor, muita fé, muita luta, muito sofrimento. E a verdade, é que nos encontramos em vantagem. Assumamos isso: estamos em vantagem. E se fomos capazes duma exibição como a de 4ª feira... porquê ter vergonha em acreditar?

15 de Abril de 2015: Perfeito!


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Athletic Bilbao vs Porto

Mais um dia. Mais uma alegria. Mais uma vitória. E terá sido provavelmente o melhor jogo do Porto esta época. Talvez não na qualidade do futebol jogado mas como equipa, em organização, em espirito de sacrifício e em entrega. Maicon e Óliver eram titulares num jogo que prometia ser combativo dadas as condições do relvado no San Mamés. E foi um Porto mandão durante toda a primeira parte. Mais qualidade na troca de bola, mais segurança e mais um par de oportunidades desperdiçadas por Jackson. E mais um penalty falhado... 


Era uma injustiça tremenda chegar ao intervalo com 0-0. Fabiano nem suou, e o Athletic o mais perto que chegou da nossa baliza foi num cabeceamento que saiu pela... linha lateral. A segunda parte começava e o Athletic com duas mexidas conseguiu equilibrar a coisa, até que Brahimi em mais um momento de génio, foi pondo adversários no bolso e cruza para Jackson marcar o primeiro. Impressionante a cavalgada do argelino em modo "Epá que chaaaaatos, deixem nos lá marcar um golo". 1-0 mais que merecido, seguido pouco tempo depois de uma oferta basca, a fazer lembrar alguns golos sofridos no ano passado, que dava a Brahimi o segundo golo do jogo. 2-0 e a vitória parecia certa. Até ao final o mais perto que o Athletic chegou da nossa baliza foi num cabeceamento que ganhou um efeito esquisito e acabou por ao poste da baliza de Fabiano. Apuramento garantido com dois jogos por jogar e quase 18 Milhões garantidos. Onde andam os "profetas da desgraça"? 

(+) Positivo

Trio de meio-campo - CA JOGATANA MALTA! Casemiro a limpar (sem dispensar a habitual trolitada numa canela adversária), Herrera com o pulmão do costume e alguns passes muito interessantes (estás a dar tudo para me calar a boca, não estás Héctor? Na boa, continua!) e Óliver é mais completo que Quintero para jogos deste tipo. Foi o primeiro jogo em que senti haver realmente entendimento, equilibrios, compensações e muita vontade. Parece ser esta o trio certo para os jogos a sério. Talvez Quintero para jogos em casa muito fechados, mas SEMPRE com Casemiro e Herrera.

Brahimi - O "abre-latas" azul e branco. Aquela jogada é de classe mundial meus caros. São jogadas como aquela que me fazem acreditar que este mago vai cá estar muito pouco tempo... Esperemos que não carago! Ah, é também, depois de Deco, Quaresma e Hulk (por ordem cronológica) o saco de porrada dos adversários. Dass, que até irrita às vezes.

Jackson - Falhou duas ou três oportunidades de golo que não devia, mas a quantidade de porradinha que levou e a quantidade de bolas (ou melhor mísseis) lançadas desde a defesa que dominou, segurou, aguentando as cargas de Laporte e Gurpegui, para dar a um companheiro foi absurda. Grande exibição do capitão apesar do penalty falhado. 


(-) Negativo

Alex Sandro - Está a precisar de parar um joguinho, ir até à praia, beber uma caipirinha, almoçar uma picanha e... GANHAR JUIZO! José Angel merece a titularidade na Amoreira.

Jackson e os penaltys - Num lance que até me parece nem ser penalty (podem-me insultar na caixa de comentários mas aqueles lances são... meh) o capitão colombiano desperdiçou, YET AGAIN, uma grande penalidade. A qualidade técnica está toda lá mas parece faltar capacidade mental para aquele momento. Em conversa com o Z ontem dizia que Maicon (puxando da biqueira para assassinar guarda-redes) ou Danilo (com mais qualidade técnica) deviam ser os mais fortes candidatos a bater as grandes penalidades. 

Relvado do San Mamés - Ridículo para um jogo de Champions. Só isso. 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Sporting vs Porto

Mais um jogo sem vencer em Alvalade, mais um empate, mais alguns equívocos na equipa inicial e na batalha táctica do jogo (principalmente a meio-campo) e mais um jogo recheado de polémicas.



Jogar em casa dum adversário directo e entrar da forma desastrada como entramos, com um erro individual (mau passe de Rúben) e um descalabro colectivo na forma como fomos apanhados desequilibrados e ninguém soube compensar ninguém, aliado à saída fora de tempo e desnecessária de Fabiano, tornou o nosso início de jogo num pesadelo, do qual não conseguimos "acordar" até praticamente meio da 1ª parte. Raramente conseguimos subir com critério, houve demasiados passes sem nexo (há lá um de Casemiro que é uma aberração) mas, acima de tudo, uma falta de organização colectiva assustadora. Rúben e Casemiro raramente sabiam que espaços ocupar, e Herrera foi-se desgastando em demasia para tentar fechar portas a meio-campo. Os nossos laterais foram sendo "massacrados" com inúmeras situações de desvantagem numérica por deficiente ajuda por parte dos extremos e aqui destacou-se Alex Sandro pela negativa, a revelar as deficiências de posicionamento que não lhe víamos desde o ano passado, e sem pernas nem pulmão para aguentar com Carrillo. O Sporting pressionava de forma agressiva e inteligente, nunca deixando que os nossos jogadores tivessem tempo de rodar e encontrar apoios mais frontais, e o nosso jogo foi-se arrastando assim pela 1ª parte fora. Rematar pela primeira vez aos 20 minutos para a bancada e pela primeira vez com relativo perigo quase à meia hora de jogo é manifestamente pouco para um candidato ao título.

Lopetegui percebeu o erro e trocou quem deveria trocar ao intervalo. Um Rúben perdido em campo e um Quaresma praticamente inofensivo, e já com um amarelo após inqualificável entrada sobre Nani, só "porque sim" (começa a ficar complicado arranjar forma de te defender Ciganito...). Oliver e Tello vieram dar uma nova "alma" à equipa; soubemos ter mais bola, soubemos construir com maior critério (mesmo que a construção a partir dos centrais nos faça tremer tanto em algumas alturas), houve maior capacidade de pressão mas, acima de tudo, houve mais capacidade de jogar entre linhas, e de desequilibrar por completo a frágil defensiva leonina. Primeiro foi Jackson que, isolado tentou algo que pode ser considerado como "tiro ao boneco", mas uma sucessão de jogadas pela direita do nosso ataque culminou com o cruzamento que Sarr desviou para a própria baliza. Foi pena a lesão de Casemiro, que obrigou Lopetegui a improvisar com Reyes, e que nos retirou algum domínio enquanto nos readaptávamos à troca. Capel fez-nos congelar com uma "bomba" à barra, mas conseguimos terminar o jogo por cima, e Herrera ou Tello (jogada que devia dar direito a levar uns bons tabefes do Indi no balneário) poderiam ter dado um desfecho diferente ao jogo.

Empate que, tendo em conta a nossa 1ª parte, acaba por ser um resultado menos mau, mas que deixa aquele sabor amargo de voltarmos a não conseguir ganhar em Alvalade. E de termos o 4º empate consecutivo. E de estarmos a 4 pontos daquele lugar de que tanto gostamos.


(+) Positivo 

Oliver -  Bem-vindo de volta rapaz! Um jogador com a capacidade de virar um jogo do avesso mal pisa o terreno de jogo tem de ser de topo. Este menino é fabuloso. Joga muito, faz jogar, dá linhas de passe entre linhas e ajuda a desmontar defesas, abre espaços para que outros (Brahimi, Jackson, Tello, Herrera) possam decidir, mas é no momento de transição defensiva que este puto me tira do sério. A capacidade de pressionar bem, sem faltas desnecessárias e com roubos de bola em zonas perigosíssimas é algo que impressiona. Será muito pedir Oliver, Evandro e Rúben a 6 já em Lviv?

Reyes - Quando entrou para aquele lugar, temi um pouco pela nossa capacidade de resposta, mas o mexicano adaptou-se muito bem. Seguro no passe e bem a ocupar espaços, foi uma agradável surpresa vê-lo actuar com tamanha serenidade num jogo destes. Continuo a pensar que pode ser um jogador incrível, assim consiga estabilizar a parte psicológica.

Centrais - Tirando o lance do golo do Sporting, em que todos andaram aos papéis, uma exibição segura de ambos. Indi demonstrou um posicionamento impecável em certas situações, embora ache que perde demasiados lances aéreos. Marcano é daqueles jogadores que não inventa, mas precisa de trabalhar o passe. Em suma, boa exibição.

(-) Negativo 

A 1ª parte - Com que então não ganhamos aqui há não sei quantos anos? Vamos lá então entrar todos a "dormir" e permitir um golo logo aos 2', para ser mais interessante. Depois vamos lá esquecer de como se pressiona, de como se troca a bola e de como nos temos de posicionar até ao intervalo. O Mister depois corrige... Inqualificável a entrada no jogo e consequente 1ª parte da nossa equipa, a fazer lembrar alguns dos jogos do ano passado. Ano passado... Que arrepio na espinha! 

Alex Sandro - Quando Carrillo saiu, um amigo que via o jogo ao meu lado disse "O Alex Sandro acaba de respirar de alívio...". Um Alex trapalhão, lento, complicativo, desamparado (principalmente  na 1ª parte) e de volta às paragens cerebrais de um passado demasiado fresco na nossa memória. Cheguei a suspirar por Angel!

Quaresma - Começa a ficar complicado compreender como Quaresma pode encaixar-se neste F.C.Porto. Na 1ª parte, zero de apoio defensivo (a Danilo ou a Alex Sandro), poucas boas decisões quando em posse, um remate desastrado e absurdo na primeira vez que conseguimos um esboço duma jogada ofensiva, uma entrada violenta de menino amuado sobre Nani... Um suposto capitão de equipa, com muito mais anos de experiência do que muitos dos colegas, com muitos mais anos de casa, não pode ter esta postura. Lamento, Quaresma! Sou dos que procura defender-te ao máximo, mesmo quando se observa que não dás tanto ao colectivo como qualquer outro dos teus colegas - e até considero que tens andado esforçado para demonstrar que és capaz de ser trabalhador e humilde - mas és daqueles casos crónicos que, à primeira oportunidade, deita tudo a perder. És um Fábio Paim que conseguiu continuar a jogar futebol a um nível aceitável. Achas que vais ter sempre muito talento nos pés e hás de ter 40 anos e continuar a achar o mesmo, sem perceber que isso só não chega para a EQUIPA obter os 3 pontos. 

O trio do meio-campo - Lopetegui... Casemiro e Ruben ao mesmo tempo, não funciona! Se lhes juntares Oliver, talvez dê. Se lhes juntares Herrera, fica impossível. Casemiro é 6. Rúben é 6. Não sabem ser 8 (para já)! Já chega de cometer sempre o mesmo erro, para depois corrigir ao intervalo. Queima-se uma alteração e dá-se uma parte de avanço ao adversário. Nunca te chateei com o "não-caso" Quaresma e com a falsa questão da rotatividade. Até consegui perceber que tenhas evitado colocar Aboubakar contra o Boavista e que tenhas mexido tão tarde em Guimarães. Chegar a Alvalade e arriscar ir a jogo sem meio-campo já começa a soar perigoso. Espero que o regresso de Oliver te venha dar mais certezas.


Como já se disse antes, sou da opinião que o Porto tem de ganhar sempre, independentemente de contingências como relvados impraticáveis (Académica 2011/2012), roubos descarados (Alvalade 2002/2003) ou qualquer ataque alienígena ou desastre natural que possa acontecer. O Porto não ganhou em Alvalade muito por culpa do que se disse acima. Agora, é indesmentível que houve casos, que houve polémicas, que houve mais uma diferença de critérios gritante, e que no final de contas, já é o 3º jogo consecutivo em que tal acontece. Slimani afinal, pode apertar pescoços como e quando quiser. Adrien pode entrar de sola como e quando quiser. Jackson não pode conquistar uma bola a nenhum defesa quando quiser. E nem falo do lance da mão de Maurício, porque nesse lance até consigo dar benefício da dúvida à equipa de arbitragem. Já fomos beneficiados por árbitros e já fomos prejudicados, e vai ser sempre assim com os "grandes" enquanto forem "grandes". O mais curioso é observar o peso que tem um erro a favor do Porto e um erro contra. Erro a favor é corrupção. Contra é acidente. A favor é escândalo. Contra é perfeitamente normal. A favor é parangona de jornal. Contra é "esquecido".  A favor é o "Sistema". Contra é humano. Erro a favor é a justificação de vermelhos e verde e brancos para anos e anos de derrotas que aquelas vísceras não souberam digerir. Erro contra é o alinhamento perfeito dos planetas numa tentativa de "castigar" a malta do Porto porque "só" ganha com roubos. Nem vou falar do artista da cabeleira branca, o tal que disse que o árbitro "Não marcou porque não quis", e que achou que aquela arbitragem miserável contra o Sporting foi "Limpinha, limpinha!", que agora até manda piadolas porque o nosso treinador se queixou de nova arbitragem miserável  -  embora reforçando que não servia de justificação para não ganhar. Podia tentar, mas seria difícil explicar conceitos de honestidade intelectual aos dois solitários neurónios que habitam aquela cabecinha.

Escrito pelo Z

domingo, 11 de maio de 2014

Porto vs Benfica (Liga ZON Sagres)

(Antes de mais queríamos pedir desculpa por esta crónica sair com um atraso de um dia, mas fomos festejar o facto desta temporada ter finalmente terminado!)

E... acabou a época. Foi um ambiente de clássico bastante atípico. Com um Dragão a meia casa e ambas as equipas a apresentarem algumas surpresas. O Porto sem Fernando e Mangala, fez estrear o jovem Mikel (que exibição puto!) e colocou (finalmente) Ricardo a extremo, e o Benfica com o pensamento na final de Turim, entrou em campo em poupanças e a estrear o lateral Cancelo da equipa B.



O Porto começou mais rápido e mais pressionante e fez o golo cedo por Ricardo. Pouco tempo depois o nosso eixo defensivo decidiu brindarmos uma ultima vez com uma borrada antes de ir de férias. Um penalty completamente idiota cometido por Reyes (depois de ter tempo mais que suficiente para controlar/afastar a bola) e Enzo Perez fazia o 1-1. O Porto continuou por cima até ao final da 1ª parte e chegou ao 2-1 através de Jackson que converteu uma grande penalidade. Desta vez não repetiu a ultima marcação para a Taça da Liga que provocou certamente um despiste em cadeia na VCI. 

A segunda-parte foi passando entre bocejos com o Benfica a equilibrar mais o jogo, mas com susto aqui e susto ali foi caminhando penosamente até ao minuto 90. Uma vitória num jogo sem história mas que nos devolve o mínimo de dignidade numa época que, ao contrário do que se diz, será para lembrar...

(+) Positivo

Mikel - Que jogaço do puto! Com uma ou outra tremideira no inicio, foi ganhando confiança e com isso subiu a qualidade do seu jogo. Bem a nível posicional, bom a passar e a mexer-se atrás do adversário que saia a pressionar para criar novas linhas de passe. Promete muito. Questiono porque não foi mais vezes utilizado quando Fernando não estava disponível. Pode não ser (já) titular, mas merece ficar no plantel. 

Ricardo - Jogo de raça do português. Sempre com vontade de mostrar serviço, nunca se escondeu e teve pormenores técnicos deliciosos. Atacou bem e veio atrás ajudar a defender. Pela atitude, pela qualidade, é mais um a merecer um lugar no plantel no próximo ano. 

(-) Negativo 

Quaresma - Horrível mais uma vez. Não há jogada em que não pare a progressão da equipa. Não há jogada em que não receba a bola, faça a diagonal para o meio e, em vez de procurar o remate quando enquadrado com a baliza, vá tentar ultrapassar mais um ou dois jogadores em finta. Continua o mesmo Quaresma com todos os defeitos de antigamente, mas desta vez tem 30 anos (vai fazer 31 em Setembro), já não tem metade da velocidade que tinha. A atitude displicente e desinteressada mantém-se. Sei que muitos discordaram, mas para mim seria a primeira dispensa para a próxima época. (Vááá, podem encher a caixa de comentários de insultos)

Alex Sandro - Como uma época mudou o rapaz. Qualquer bola colocada nas costas é um "ai-jesus", o próprio controlo de bola parece de alguém que calçou as chuteiras ao contrário e ainda não foi avisado. Foi claramente afectado (como muitos outros no plantel) do ponto de vista mental e parece hoje um jogador banal. Não é. Conto com Lopetegui para nos devolver o brasileiro maluco que faz o corredor esquerdo de forma competente a defender e a atacar.




VENHA A PRÓXIMA ÉPOCA !