quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Liga Sagres - Porto vs Estoril



Mau, péssimo, terrível jogo do F.C.Porto, onde pouco mais se salvou do que os 3 pontos. Jogo atabalhoado, carregado de péssimas execuções técnicas e de igualmente péssimos comportamentos tácticos, que me deixam um pouco de pé atrás face ao crescimento que pareceu haver no final da pré-temporada/1ª jornada do campeonato.

E para isso, muito contribuiu Lopetegui, que a partir da parte final da época passada me começou a deixar um pouco desanimado, pela insistência em algumas decisões que só na sua cabeça parecem surtir efeito.

Ora, neste jogo, a alteração táctica tão pedida pela massa adepta surgiu; uma inversão do triângulo do meio-campo, deixando Danilo e Imbula com funções de médios de transição, e Brahimi com maior liberdade para jogar entre linhas, ao fim e ao cabo mais próximo dos locais onde pode criar perigo. Devo desde já dizer que, ao contrário do que muitos apregoam, não estou de acordo que a disposição táctica seja o nosso grande problema; o busílis da questão está, sobretudo, nas péssimas dinâmicas colectivas, que emperram o modelo, e na fraca qualidade técnica de alguns dos intervenientes. Se a isso somarmos exibições desastradas de alguns jogadores, e uma incompreensível quebra física geral por volta dos 70 minutos de jogo, e temos tudo para que o jogo corra mal.

Ora, neste 4-2-3-1, o grande problema não foi a disposição das pedras (tal como o 4-3-3 não o havia sido na Madeira), mas sim a forma como se moviam, especialmente sem bola.

Danilo e Imbula, por exemplo, atropelaram-se por diversas vezes durante o jogo (quer em 4-2-3-1, quer em 4-3-3), e a forma como a transição defensiva funcionou para os dois foi absolutamente desastrosa. Obviamente que o inacreditável espaço entre a linha avançada e a linha média não ajudou absolutamente nada. Invariavelmente, a equipa do Estoril trabalhava a bola num dos flancos, e invariavelmente Danilo e Imbula iam na cantiga, aparecendo quase sempre 2x1 no flanco contrário, com a bola a ser confortavelmente conduzida pelo corredor central. E safou-nos o facto do melhor jogador do Estoril em termos técnicos (Bruno César) parecer um texugo, para que não houvesse estragos mais sérios durante os primeiros 60/65 minutos.

Em transição ofensiva, e na saída de bola, sempre um espaço enorme entre o portador e os colegas, que quase sempre procuravam dar linha de passe encostados à linha, aparecendo só Brahimi e, a espaços, Aboubakar, para dar apoio no corredor central. Ora, se a bola caía em Brahimi, por exemplo, este tinha sempre de temporizaaaaaaaaaar, ir retirando adversários da frente e aguardar (em vão) pelo aparecimento dos extremos em ruptura, ou até mesmo dos médios, que pareciam amarrados um ao outro e confinados a 10/15 metros de terreno.

Ok, pode parecer picuínhas estar a fazer este tipo de análise, mas a verdade é que na primeira vez que conseguimos criar um movimento em que a bola caiu no corredor central depois de se fixar um pouco o lado esquerdo da defesa do Estoril, deu golo, e deu um golo fácil. Facílimo! E ao fim e ao cabo, o futebol é muito isso; criar uma vantagem para que quem finaliza tenha 99% de probabilidades de marcar. Ocasionalmente, enfiar um petardo a 40m da baliza (nada contra!), ou esperar pelo milagre dum golo de livre ou, Deus nos livre, de canto, mas sempre que possível deixar alguém na zona central com uma finalização fácil.

Como tal, o único lance de real perigo da primeira parte, e possivelmente do jogo todo, serve precisamente para explicar como deve funcionar qualquer modelo táctico, e traz-nos a verdadeira razão para termos feito as exibições de merda que fizemos nas duas últimas jornadas. Em casa, com o Estoril, que já a temporada tinha iniciado para metade das equipas e nem sabia muito bem quem seria o treinador, concedemos mais jogadas de real perigo do que as que criámos. E isto vai resultar uma ou duas vezes, mas nao resultará muitas mais, acreditem.

Andiemo para les notis (como dizem os italianos)

(+) Positivo


Brahimi - Brahimi não se "agarra" demasiado à bola porque gosta muito de driblar 500 jogadores. Brahimi agarra-se à bola porque o lateral do seu lado (neste jogo, pelo menos) tem a velocidade duma orca paralítica e a aptência ofensiva duma formiga com esclerose; porque os médios estão lá atrás, encostadinhos aos centrais, e porque os dois extremos paraciam a versão Merdas do Rei Midas, tamanha a quantidade de jogadas promissoras que transformaram em cagalhotos. Brahimi é, neste momento (a par de Evandro, ou Rúben Neves que... não jogam) dos poucos jogadores do Porto capaz de receber e rodar sem ter de dar 5 passos para trás. Dos poucos capazes de fixar jogadores e soltar em colegas melhor posicionados. Capaz de jogar sem bola e dar linhas interiores de passe. O único! Nem Danilo, nem Imbula, nem Herrera (nem que nasça 300 vezes), nem André André... Nada! Dantes, ainda havia Óliver. Agora... 

Maxi Pereira - Não, não está aqui porque é muito raçudo e porque corre muito. Tudo isso já sabemos que faz, e faz bem. E não é nhnum portento de técnica, muito menos de táctica. Cumpre, sim, mas também causa calafrios. Mas está na génese do primeiro golo. Porque ousou subir no terreno e, vendo a desmarcação de Brahimi pelo corredor central, meteu-lhe a bola no FILHO DA PUTA DO SÍTIO CERTO. Nem 2 metros à frente, nem 2 metros atrás ou ao lado. Deu golo. 

Osvaldo - Se no jogo anterior poderia ter visto vermelho na primeira acção que protagonizou no jogo, deixando laivos de Quaresmice no ar, desta feita entrou com outra disposição. E, Aboubakar me perdoe, mostrou mais e melhor em 10 minutos do que Aboubakar no resto do jogo. Tudo porque foi capaz de jogar de primeira em duas situações, criando avenidas de espaço para dois colegas (Tello e Herrera). Em 10 minutos, é certo que com o jogo já partido, teve um remate perigoso à meia-volta e esteve nos 3 ou 4 lances que criaram situações de 4x4 que Herrera ou Tello destruíram.


Estoril - Muito bem tacticamente durante o jogo quase todo. Gosto deste tipo de treinador que joga para discutir o jogo em qualquer campo. Foi bom ver uma equipa a jogar algum futebol nesta tarde de Sábado. Pena não terem sido os de azul-e-branco.


(-) Negativo

Herrera - Não é perseguição, acreditem. 4 jogadas de 4x4 perdidas, com péssimas decisões do mexicano. No golo mal anulado, demora uma eternidade a definir e acaba por atirar contra as pernas do defesa. Um bom domínio de bola, um passe simples bem feito... Sei lá, qualquer coisa! Só pedia isto... 

O duplo pivot - Estático, mal posicionado, jogadores a ocupar a mesma posição... Há ali muito trabalho pela frente e, principalmente, é preciso dar asas a Imbula. O médio francês deixa sempre boas indicações, porque recebe, roda e ultrapassa pernas de adversários com uma facilidade incrível. O problema é que depois parece que do banco recebe choques eléctricos por ter ousado criar uma vantagem na zona central e lá sai o passe lateral do costume. Ah, e Danilo, forte, possante, bom moço e tudo... Não consegue fazer um passe curto em que não pareça estar a ter uma crise convulsiva. Graças a Deus, faz poucos passes longos.

Indi na lateral - Sinceramente, não compreendi, e estou um bocado fodido - pardon my french - com esta palhaçada. Indi é central, e poderá ser lateral se todos os laterais esquerdos das equipas A e B falecerem. Mesmo assim, haverá algum nos juniores ou juvenis para fazer o lugar. Já não se usa laterais assim no futebol moderno, muito menos no F.C.Porto, muito menos em casa, muito menos contra o Estoril. Para que veio Ángel? Para que veio Cissokho? Num modelo que pede imenso jogo ofensivo aos laterais, principalmente ao lateral esquerdo, que precisa de dar mais profundidade aproveitando o jogo interior de Brahimi, coloca-se o mais lento, mais defensivo das nossas possibilidades. Atenção, não estou a colocar em causa Indi, mas sim a opção tomada.

Lopetegui - Se ganhássemos jogos pelas ideias de jogo, seria espectacular. Parece-me mesmo que a ideia de jogo de Lopetegui terá coisas fantásticas. E no ano passado, essa ideia de jogo funcionou bem muitas vezes (embora, por vezes, tenha funcionado de forma péssima). Depois de algum crescimento nos jogos de pré-época, sinto que demos dois passos atrás. E passo a explicar. Se Imbula estava tão preso, era porque de cada vez que ousava avançar e não era devidamente compensado por Danilo, levava reprimenda. Porque razão aparecem os extremos constantemente colados à linha, com zero movimentos de ruptura? Porque razão não há mais do que tentativas esporádicas para jogar por dentro, quando quase sempre isso dá golo? São os jogadores que não gostam? Ou será ordem de Lope? Porque razão não jogam os nossos melhores médios, Rúben e Evandro? Porque razão temos dois laterais esquerdos que não foram vendidos ou emprestados, mas que são (ao que parece), piores do que Indi? Porque razão jogamos com um lateral defensivo quando o nosso modelo (seja em 4-2-3-1, seja em 4-3-3, pede laterais ofensivos?

Eu gosto de Lopetegui, gosto que tenha as suas ideias e que tenha trazido uma lufada de ar fresco ao nosso futebol depois dum ano miserável como o de Paulo Fonseca. Mas começo a perder um pouco a paciência com estas pequenas coisas. Pequenas coisas que fazem a diferença. Detalhes que ganham títulos. E foda-se, tenhamos coragem para assumir que somos o principal candidato ao título, sem que isso tenha de fazer parte duma qualquer conspiração dos media para nos pressionar. Pressão? Mas somos Homens ou somos Catraios pá? Que merda é esta!

#tudonossonadadeles #vamosportocaralho #semigual

Tudo muito bonito, tudo espectacular. Mas numa época em que o principal rival está mais fraco, e o outro rival demora algum tempo a começar a carburar, não me interessa andar aqui a falar de #colinhos e de equipas novas, de que é preciso tempo, etc, etc.

As coisas são como são, há que tê-los bem no sítio e que ser competente para ganhar troféus.

Para mim, este ano, é #SEMDESCULPAS.

Lope, é sem desculpas caralho!

Oupa!


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Liga Sagres - Porto vs Vitória S.C.

Finalmente!


Finalmente a bola rolou a sério no impecável relvado do "nosso" Dragão, e os artistas tiveram a palavra. Finalmente terminou este "defeso" empolgante, histérico, absurdo, estranho, fantástico que, como é habitual, deixou a massa adepta portista dividida em dois grupos: os eternos "velhos do Restelo", de súbito transformados em grandes sumidades das áreas da Economia e do Alto Rendimento em Futebol, críticos de todo e qualquer investimento por nós feito, e de toda e qualquer venda por nós somada, teimando em querer terminar à força o ciclo pejado de vitórias de Pinto da Costa e Antero Henriques; do outro lado, a facção mais entusiasta, para quem o campeonato já se tornou numa formalidade, tamanha a qualidade suprema que temos à disposição. 
Como nunca fui fã de extremismos, e não morro de amores pelo 8 ou pelo 80 (talvez por sempre ter tido dificuldades em escrever o 8 à mão), a minha pre-época foi passada a rir à gargalhada com a quantidade avassaladora de idiotices que se foi escrevendo por aí, tanto em posts como em comentários. No fundo, consigo compreender. Há fome de títulos e, quando tal acontece, a lucidez esfuma-se e as hormonas entram em polvorosa.

A época começou mal para os meus lados. Por motivos familiares, acabei por dar entrada no Estádio com o jogo a decorrer - coisa que terá acontecido uma vez em toda a minha vida, e foi por culpa do meu avô que tinha deixado os cartões de sócio em casa - e foi por pura sorte que vi, de joelhos no chão para não ser chacinado pela fila que tentava atravessar, o primeiro golo desta época.

O jogo transmitiu-me boas sensações, tal como alguns dos jogos da pre-época o fizeram, na medida em que me pareceu haver uma tentativa da parte de Lopetegui para corrigir alguns dos problemas que afectaram alguns dos nossos jogos na época transacta. Mais jogo interior, ainda que o uso das alas continue a ser o caminho preferido para os desequilíbrios; os nossos 8 a aparecerem com mais regularidade em zonas de finalização e entre linhas; uma melhor reacção á perda da bola e de forma mais organizada (embora não tão compacta como acho que poderia e deveria ser); trabalho de casa nas bolas paradas ofensivas; redução das oportunidades clarasde golo do adversário a 0; faltas tácticas em catadupa sempre que alguém da formação contrária ousava sequer pensar em criar um desequilibrio. 

Foi o primeiro jogo da época, contra um adversário que - sejamos honestos - procura ainda descobrir uma identidade (ou não tivesse sido goleado há pouco tempo, em casa, por uma equipa pouco mais do que fraca), mas as sensações foram boas. Nesta fase, mais importante do que produzir ópera, é ir ganhando, porque um início de temporada construido sobre vitórias pode ser muito mais importante do que deslumbrar em todos os jogos.

É também bom que os rapazes vão ganhando mas que não embandeirem em arco. Que Imbula perceba que tem imenso por onde melhorar, que Danilo comece a perceber melhor os posicionamentos defensivos, que Aboubakar continue a trabalhar como um touro, que Maxi e Varela continuem a emprestar eperiência à equipa e que alguém espete 4 tabefes no Herrera sempre que ele fizer asneiras.

(+) Positivo


A importância de ter um GR que saiba jogar com os pés - Uma afirmação válida para Casillas ou para Helton (não conheço tão bem Gudiño). Se repararem com atenção, o nosso início de construção modificou imenso do início do ano passado para o início deste ano. Centrais abertos com o jogador 6 a baixar, e os laterais bem subidos. Obviamente, tal não será alheio ao facto de termos na baliza dois GR que funcionam muito bem como líberos. É na velocidade com que a bola sai daquela zona, e se ultrapassa a primeira fase de pressão adversária que se nota uma grande melhoria em relação ao ano passado. Ah e, foda-se, era o Casillas na nossa baliza. O Casillas!! Foda-se!

Maxi Pereira/Varela - Vou agora dizer algo que poderá ser muuuuito polémico: ter uma ala direita formada por Maxi e Varela dá-me mais conforto do que se fosse formada por Danilo e Quaresma. E o tempo, estou certo, dar-me-à razão. E porquê? Danilo é um excelente jogador e Quaresma um excelente artista. Tacticamente, o primeiro tinha de passar o jogo todo ao "sabor" das pinceladas do outro. Varela e Maxi têm um grande defeito, que é ao mesmo tempo uma qualidade. São limitados, mas sabem-no melhor do que ninguém. Como tal, colectivamente, dão um equilibrio muito maior ao jogo do Porto. Quando Varela começar a escorregar a cada drible que tentar fazer, e quando Maxi levar o seu inevitável cartão vermelho, decerto muitos irão pedir cabeças, chamar-lhes-âo velhos, dirão que um é lampião infiltrado e caceteiro e o outro estava bem era no Parma. Mas enquanto os temos ali, olhem com atenção. Vejam bem a forma como Varela fecha por dentro quando a bola está no outro corredor, e a forma como isso aproxima a equipa e nos deixa melhor colocados para recuperar a bola. Ou como Maxi apoia o ataque, quase sempre sem perdas de bola perigosas e com a intenção clara de dar apoios aos colegas. Vejam bem aquele último golo e digam se não concordam. Muito honestamente, que se foda de onde vêm um e outro. Se se baterem sempre assim pelo meu símbolo, tanto melhor.

Aboubakar - De repente, uma bofetada de luva branca mesmo no meio do meu focinho, que é para aprender a não ser impaciente. Num ápice, toda uma alteração no comportamento táctico e técnico deste rapaz, como se nos quisesse dar oe melhor de dois mundos: por um lado, a capacidade de jogar entre linhas, de receber, rodar, fixar e dar a bola a um colega (como naquela assistência primorosa desperdiçada estupidamente por Herrera); por outro lado, a força, o ímpeto, a aceleração, a capacidade de choque, e o violento remate. Sem entrar em grandes euforias, porque ainda me lembro da época em que Maazou marcou um hat-trick no primeiro jogo e assim ficou até... ao final da época, foi um assombro ver o bom do Bouba a jogar. Desejo que tal se mantenha, e que haja sempre paciência para os nossos avançados. Incluo também Osvaldo e André Silva neste pacote. Cada vez mais, no futebol moderno, um avançado é um jogador de equipa, que aparece mais vezes em zona de finalização, ao invés do "matador". Agora, não me venham com merdas: ele não tem 22 ou 23 anos. Nem eu, com quase 30, tenho tantas rugas pá...


(-) Negativo

Herrera - eu e o v.a.s.c.o. não gostamos do Herrera. Ponto final. Não é nada pessoal porém. Meramente uma constatação de factos. Herrera tem 4 pulmões e 3 pares de pernas. Herrera parece-me ser um gajo porreiro, que empresta a casa para churrascadas. Será capaz de fazer umas coisas interessantes de vez em quando, porque foda-se, ás vezes lá calha bem. Mas é, na minha perspectiva, um jogador perfeitamente banal. Porque decide muitas vezes mal, estragando um sem número de jogadas de potencial perigo, ou porque por vezes e incapaz de fazer um passe de 3 metros sem parecer que está a tentar agredir o pé do colega de equipa com a bola, mas principalmente porque NÃO SABE POSICIONAR-SE! Não sabe malta! Passa o tempo todo perdido, ora escondendo-se quando deveria dar linha de passe, ora pressionando o jogador errado e abrindo crateras na nossa transição defensiva. Se Herrera corre muito, também é verdade que corre mal. E nestas coisas dos desportos colectivos com bola, correr muito é tão espectacular como ter boa voz e trabalhar numa carpintaria. Essencialmente, deve correr-se bem, ocupar bem os espaços porque quem deve correr muito e, se possível, de forma veloz, deve ser a bola. Ainda assim, acreditem que aprecio o esforço do nosso atleta com menos tempo de descanso desde o final da época passada. Mas, falando a sério, não perderemos qualidade se o vendermos. 

Alex Sandro - antes que me batam, este (-) que aqui está, prende-se com duas razões essenciais: a primeira, fortíssima e totalmente lógica será, porque me apetece. Apetece-me. Ponto. A segunda é porque, ao fim de 3/4 épocas de Alex Sandro no Porto, já enjoa tanta puta de tanta vez que este soneca é "comido" nas costas por estar desatento. De resto, uma jóia de moço. Quando faz estas estupidezes, era colocà-lo a apanhar o sabonete à frente do Danilo, do Imbula e do Cissokho, a ver se ele não aprendia a estar atento ao espaço nas costas...

Idiotice do Público - estou a cagar-me para o que se possa dizer por aí: quem vai a um Estádio de futebol, para ver a sua equipa jogar, e ao fim de 10 minutos dedica uma monumental assobiadela a um jogador que já não é um portento de técnica e que praticamente está a fazer duas temporadas seguidas, por causa dum mau domínio, é idiota. É um perfeito e magnífico idiota. É gente estúpida, que não percebe bolha de desporto, que não faz ideia do que significa estar ali e errar. Não comprendo, nunca vou compreender, ou sequer aceitar, que se assobie um jogador da própria equipa. É mentalidade de gentinha. Comigo essa não cola. Não gosta, fica em casa. Finito!


Primeiro jogo, primeiros três pontos. Primeira jornada, primeiros casos graves de arbitragem. Graças a Deus, nenhum deles teve influência no decorrer das partidas em que ocorreram, Era o que mais faltava, depois de um ano de tanta isenção e de verdade desportiva, termos um campeonato manchado com erros de arbitragem grosseiros, sempre a favor dos mesmos. Deus nos livre. Irony Mode: Off. 

Para a semana, é preciso matar o borrego. É preciso chegar á Madeira e ganhar, ganhar, ganhar! Por meio a zero, não interessa. Se ganharmos, com tudo o que as idas ao arquipélago significaram na época passada, é uma vitória que vale bem mais do que 3 pontos. Se não ganharmos... Vai chover xóriças, como dizia a outra...


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Bitaites tácticos

Depois do clima de guerra-fria que por aí anda na Bluegosfera, depois de Osvaldo (bem-vindo) e de Cissokho (bem-vindo de novo), bitaites sobre o jogo jogado durante esta pré-época!

São apenas alguma considerações dos jogos transmitidos da pré-época (Borussia Monchengladbach, Schalke 04, Valência e Stoke City) que na minha opinião merecem destaque. E sim, aceito umas aulinhas de Paint.

Coisas Boas

4x2x3x1 - Apesar do medo imposto por Paulo Fonseca, a expressão "duplo pivot" é uma espécie de Voldemort para os lados do Dragão: "The one who shall not be named". Mas a ideia é boa e com os jogadores à disposição de Lopetegui é de aproveitar. Com transportadores como Imbula ou André André e um 6 mais fixo, a coisa parece ter (boas) pernas para andar. Parece-me que só funcionará com Bueno. Ou melhor, funcionará melhor com Bueno. Brahimi também poderá aparecer por ali, mas o espanhol é mais forte pela facilidade em chegar à área e pelo hábito de actuar como segundo avançado. O golo frente ao Stoke mostra que o "tamanho de anão" esbarra na movimentação sem bola que confundiu os centrais ingleses. Muito importante ter dinâmicas diferentes.

A saída de bola com 3 atrás - Parece ser um upgrade em relação à época passada. Sem trocar a bola dentro da nossa área com o guarda-redes a ir à queima. O jogador na posição 6 baixa para o meio dos centrais e estes alargam o campo. Isso permite que os médios não baixem tanto para pegar no jogo, nem que a bola entre sempre nos laterais tornando a nossa saída de bola muito previsível. Com a capacidade de passe longo de Ruben Neves, a bola poderá facilmente "queimar" linhas.


A liberdade dada a Brahimi - E só a Yacine. Livre como um cavalo selvagem. Há um tipo de jogo com ele, e outro sem ele. É lhe dada grande liberdade de movimentos. O Porto fica muitas vezes com 4 médios pelo centro do terreno. Se estamos em posse é o lateral do lado dele (normalmente será o esquerdo) que sobe bastante para dar largura e o Porto acaba por chegar ao ultimo terço do terreno com muita gente. Se estamos a iniciar construção, Brahimi arrasta marcadores directos e cria buracos na defensiva adversária, para além de oferecer mais linhas de passe aos centrais/médios que iniciam o jogo. Dinâmica interessante e para seguir esta época: Yacine Brahimi, a deambular livremente dentro da organização Portista.


Imbula - O senhor "20 Milhões" vai ter muita de gente a segui-lo e a lambuzar-se de raiva e inveja para o ver falhar. Mas este chavalinho promete deixar mossa. É dono de um conceito que já não vemos há uns anos: Um box-to-box com pés. Uma espécie de anti-Herrera. Parece-me que precisa de aprender algumas noções de posicionamento e de perceber quando deve ou não acelerar o jogo, mas se fosse um jogador com tudo sabido não tinha vindo para nós... A sua passada larga vai permitir ao Porto acelerar muito o jogo aquando da recuperação de bola. Isto se Lopetegui deixar!

Melhor controlo de profundidade e de distância entre linhas - Principalmente no Torneio de Colónia foi notória a melhoria deste aspecto. Linhas próximas, que tornam a equipa mais compacta e consequentemente bloqueia a criatividade ao adversário. A imagem em baixo ajuda a perceber qual o posicionamento correcto a ter quando não temos bola, pois desta forma o adversário não tem onde jogar/criar. Era das melhores qualidades da equipa de Vitor Pereira - equipas curtinhas em campo. As marcações quase a nível individual entopem a criação do adversário, principalmente quando o movimento sem bola é lento e previsível. Gostei muito mesmo.

Coisas Menos Boas

Centrais a pressionar - Viu-se alguma vezes (Borussia, Schalke e Stoke) e não gostei particularmente dessa hipótese. Indi, Marcano e Maicon (mas esse faz mesmo quando não é mandado...) a abandonarem a linha defensiva para irem pressionar um elemento mais à frente. A imagem abaixo é esclarecedora do perigo que estes comportamentos, por vezes impulsivos, podem causar. Não existe sequer uma linha, quanto mais um "linha defensiva". Marcano sai da sua zona e vem pressionar o portador da bola que devia estar a ser vigiado por um médio. Se este se vira, vai criar automaticamente um 2x3 em posição frontal com a nossa baliza. (E porquê é que é importante ter essa linha? Porque dessa forma os jogadores estão mais próximos, é mais fácil controlar a profundidade e executar uma possível defesa em linha, etc.) A REVER COM CARÁCTER DE URGÊNCIA. 


Indefinição de tarefas em 4x3x3 - Falou-se muito na falta de criatividade da equipa e da necessidade de comprar mais um médio. Mas o principal problema que ajudou à falta de golos nesta pré-época foi a indefinição de tarefas dos jogadores a actuar na posição 8 e 10 quando a equipa estava em 4x3x3. Quem sobe, quem fica, quem aparece na área, quem aparece à entrada da área, quem desce para pegar no jogo no inicio da construção, quem aparece entre linhas... O único que entendia melhor o que a equipa precisava era Evandro (mais na posição 10) que apareceu muitas vezes entre-linhas a receber, dando de seguida na ala ao extremo subindo para área (obrigando de alguma forma o 8 a ficar para trás). Se a indefinição é táctica, não há jogador que possa resolver isso. A rever.

Corredor central - Vemos muitas vezes os extremos (variando onde a bola cai) a vir (demasiado?) para dentro. A equipa fica (em teoria) mais compacta mas perde largura quando quer acelerar os jogo. Têm de ser os laterais a darem-na com subidas pelo flanco mas ao mesmo tempo expõe muito a equipa a eventuais contra-ataques.

Destaques Bons

André André - Já gostava muito dele. Ao contrário do Z (certo, rapaz?). Acho que tem o espirito certo, para o clube certo. É um dos nós que ali está. Mas é muito mais do que um "André Castro". Tem pés e uma noção de posicionamento que equilibra sempre a equipa e impede buracos na organização da equipa, seja a defender ou a atacar. Vai ser um jogador importante porque apesar de ser um 8, pode fazer qualquer uma das posições de meio-campo. Ah, e sem refilar, não é Defour?

Ruben Neves a 6 - Só pode ser 6. Não se pode pedir que seja um "Polvo" porque tem demasiado futebol nos pés. A qualidade nos passes da primeira parte do jogo com o Schalke foi deslumbrante. Opção a ter em conta principalmente em jogos com equipas muito fechadas, tal é a facilidade com que coloca a bola a 30 ou 40 metros enquanto boceja. Um mini-Pirlo em potência. E esta "volta ao mundo" no jogo com o Schalke? Txiiii...

Varela - Um regresso cheio de vontade do Drogba da Caparica. Até cantos marcou (e bem diga-se), com a bola a cair na marca de penalti. Sim, continua com aquelas recepções em que parece ter o pé furado tipo glitch do FIFA ou PES. Mas dá muito à equipa sem bola. Fecha bem, procura o meio, aparece bem na área, temporiza à espera da subida do lateral para criar o overlap. É um extremo diferente, um extremo de equipa. A época passada a saltitar entre clubes deve ter sido suficiente para perceber onde realmente está bem.

Danilo Pereira - É um Panzer. A facilidade com que faz recuperações sem recorrer a carrinhos é incrível. É "só" colocar o caparro à frente. A nível fisico, Imbula e Danilo dão à equipa centímetros e músculo. Dá mais segurança defensiva à equipa que Ruben Neves, e impõe mais respeito. Retira-lhe talvez alguma qualidade de passe. Mas atenção, está longe de ser um "taco".

Maxi - Apesar de não estar ainda nas melhores condições físicas, adorei a sua capacidade já conhecida de mandar aquele empurrãozinho, bloqueio ou cacetada quando perdemos a bola. Um dos problemas da nossa transição defensiva no ano passado foi o de "sermos mansos". Maxi ajudará nisso! Lembram-se quantos amarelos o Deco levava por época sempre na transição defensiva?

Lichnovsky - Boas indicações. Levou com Huntelaar e Crouch que não são propriamente fáceis de marcar e ninguém os viu muito em jogo. Prometedor. Precisa de minutos na Primeira Liga para (continuar a) crescer.

Destaques Menos Bons

Maicon - 7 anos. SETE. E a evolução é demasiado lenta. No jogo com o Borussia por exemplo, foi ridículo o número de lançamentos longos que fez da defesa até Aboubakar. E culpo-o a ele, e não Lopetegui porque esses lançamentos diminuem para menos de metade quando não está em campo. Coincidência? I think not. Sempre os mesmo erros. Sempre as mesmas falhas. Sempre as mesmas paragens cerebrais. Dasssss...

Herrera - Do pouco que jogou, foi logo notória a sua presença em campo. Pelo piores motivos. "Oh Vasco, lá estás tu a perseguir o homem" Eu juro que não estou. Revejam o jogo com o Stoke ou com o Valência e vejam a quantidade de más recepções ou passes errados que o Héctor fez e que resultaram na perda de posse/bola da equipa. Tendo Evandro, Sérgio Oliveira, André André, Imbula como comparação é assustador o seu controlo de bola. Admito que esteja exausto, e para isso a muito contribuiu a participação na Gold Cup depois da época longa. Mas não me parece que tenha lugar este ano no plantel. E eu adorava que ele me provasse o contrário porque tinhamos todos a ganhar com isso. 

Tello - Foi o primeiro do plantel a chegar ao Olival para debelar uma lesão trazida da época anterior, atitude essa que muito apreciei. Andou pelo Twitter a espalhar a hashtag #VAMOSPORTOCARALHO e pôs os adeptos todos malucos. Ainda está muito em baixo de forma, sem aparecer em jogo, sem rasgo e sem brilho, mas ainda assistiu os colegas duas vezes. Ao contrário dos outros dois, não estou particularmente preocupado com a sua fase negativa. Sei que o Speedy Gonzalez espanhol vai subir de rendimento.



E para vocês quais foram os pormenores mais interessantes da pré-época? A nível colectivo e a nível individual?




terça-feira, 28 de julho de 2015

"Opinions are like assholes..."

Enquanto não houver futebol a sério ou motivo especial para postar, tanto eu como o Z vamos nos abster de entrar no folclore da Silly Season. E este post é acima de tudo um desabafo meu e um partilhar de sentimentos.

Devo ter sido das únicas pessoas na bluegosfera que viu coisas bem positivas nestes dois jogos na Alemanha. Que convenhamos, foram os primeiros adversários dignos de registo. Análise ao jogo jogado até ao final da semana com bitaites ao modelo táctico, posicionamentos, jogadores, etc.


Um dos principais problemas das redes sociais é o de dar a toda a gente a hipótese de dar a sua opinião desde que haja ligação de Internet. Mas tal facto não faz com que alguém se interesse por muito do que "vocês" querem dizer. E uma das minhas máximas de vida nas redes sociais é esta:

"Opinions are like assholes. Everyone has one."

O que mais me irrita é o facto de eu ficar incomodado com o que leio aí por todo o lado, seja em blogues, fóruns, Facebook, Twitter... A critica constante e gratuita, a necessidade de ter razão para dizer mais tarde "I told you so". Deixem-se dessas merdas e discutam futebol. Futebol. Jogado. O que se depreende facilmente é que talvez a maior parte dos sócios, adeptos ou simpatizantes que afirma ser Porto, que diz ter a "cultura de exigência" não gosta de futebol. Gosta de ganhar. São como aqueles pais que exigem boas notas aos filhos para comentarem com amigos e colegas no trabalho, sem darem o apoio necessário aos chavalinhos para fazer trabalhos de casa ou o "miminho" quando eles estão em baixo. Coisas vistas até agora (em versão light):

1) Malhar porque veio o Casillas quando Hélton teve as afirmações que teve, Fabiano foi um calafrio constante na época transacta e Gudiño ainda tem muita broa para comer. Veio a "custo zero", com o Real a pagar parte do salário. É sem duvida a maior contratação de sempre do futebol português. O que fazem 60% dos portistas na Internet? Disparam em todas as direcções. Nem nós temos bem noção do impacto mediático desta contratação, pessoal. 

2) Malhar porque veio o Maxi e porque é "cuspir na história do clube" e a SAD é louca. Alguém dúvida que Maxi apesar de já não ser novo é o tipo de jogador que dá tudo o que tem? Que não irá ser um jogador importante no balneário? Que a seguir a Danilo, é o segundo melhor lateral em Portugal e que com isso enfraquecemos, também, um rival directo? Calai-vos pa.

3) Amar o Tello porque pôs hashtags castiças como #SOMOSPORTOCARALHO e #VAMOSPORTOCARALHO mas começar a criticá-lo porque não jogou bem na pré-época e considerar tal facto "inadmissível". Acho que não estarei errado se disser que o Espanhol foi o primeiro do plantel a chegar ao Olival para debelar uma lesão que ainda vinha na temporada passada. Querem maior profissionalismo que este?

4) Malhar porque "falta mística e jogadores portugueses no balneário", mas criticar porque Sérgio Oliveira, André André e Danilo Pereira não são jogadores para serem titulares. Querem quem? Herrera? Quintero? Ganhem juízo...

5) Malhar na SAD e em Lopetegui porque Quaresma saiu. Really? Not this again... Não bastou o que o menino fez e disse? Enough is enough.

E nem vou falar da perseguição constante a Julen Lopetegui...

Coloco apenas uma questão: Digam-me uma, uma única contratação que não foi acertada até agora.

Tem sido demasiado ruído, numa altura que devia ser de união e de crença em quem dirige. Já dizia Roger Waters no final do Hey You: "Together we stand. Divided we fall".

Pensem nisso,
Abraço

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Fugindo do Histerismo

Tal como o v.a.s.c.o., não tenho paciência para silly seasons, não tenho jeito para contabilidade, nem sequer para futurologia. Desse modo, considero absolutamente estéril estar a fazer análises profundas às vindas de A ou B, ou ás saídas de C ou D, aos valores pagos ou recebidos... Neste altura, isso vale zero. Primeiro a bola tem de rolar, e depois avalia-se tudo isso.

Como sempre, temos assistido às anedóticas reacções desproporcionadas de muito portista, por muitos locais da bluegosfera ou das redes sociais, e a única reacção que me apraz demonstrar é esta:


.



Fugindo então dessa histeria colectiva que parece triplicar por 1000000 sempre que temos uma época sem títulos, e que consegue colocar na lama e endeusar a nossa SAD no decorrer no mesmo dia, por vezes com poucas horas de espaço, falemos de "bola no pé", que é essa merda que interessa! Idiotas, de azul, amarelo, castanho ou branco, não merecem que perca tanta linha dum post.

E como a única bola que tem rolado tem sido nos pés dos putos, ou nos pés de hordas de sul-americanos que mais parece estarem num combate ao estilo Game of Thrones, é sobre isso que me interessa falar.

Quanto aos mais pequenos, diga-se que houve uma alteração no guião, mas no final aconteceu o mesmo de sempre.

As equipas de sub-20 e sub-21 já começam a dar uma leve ideia da importância de ter os jogadores jovens a jogar em campeonatos mais competitivos do que o Nacional de Juniores - seja nas equipas B, seja por empréstimo noutros clubes - e foram agradáveis surpresas no que à qualidade de jogo diz respeito. Há ali talento, há ali trabalho, mas falta o de sempre: força mental. Foi assim que os mais novos cederam nas grandes penalidades contra o Brasil, depois de um massacre de dimensões bíblicas durante os 120', e foi também assim que os mais velhos cederam nos castigos máximos contra uma limitada Suécia.

Foi muito bom ver que alguns dos nossos "putos" têm um potencial enorme, mas é importante que se saiba dar os passos correctos com cada um deles. Reconhecendo que André Silva, Gonçalo Paciência, Rafa, Tomás ou o Chico (e outros que não me chamaram tanto a atenção, mas que decerto mereceriam constar desta lista) têm um grande potencial, é igualmente importante saber como ir incluindo estes jovens nos trabalhos da equipa principal e, quem sabe, no 11 inicial, com toda a tranquilidade. É que a conversa do ADN Porto é toda muito bonita e cheia de flores, mas a verdade é que a aposta na formação não pode ser feita às 3 pancadas. Nem o argumento do "ADN Porto" pode ser misturado com a formação, porque são coisas distintas. E digo isto pensando, por exemplo, no Lucho, no Hulk ou no Moutinho, jogadores "formados" no Porto desde os 10 anos de idade (wink, wink).

De propósito, deixei de fora daquela lista o Ricardo. Só porque o tenho visto actuar como avançado na equipa das quinas, e continuo a não compreender que se insista no rapaz como lateral direito. Uma bela surpresa ver Ricardo jogar nos sub-21, naquela posição do terreno.



De fora ficou também aquele que para mim merece um destaque individual. Sérgio Oliveira! 
Acredito que seja um rapaz com alguns problemas de disciplina/fraca capacidade de trabalho/fraca capacidade mental. Recordo-me do súbito "apagão" que sofreu na segunda parte da época anterior, ainda no Paços. Mas achei-o estrondoso durante este Europeu de sub-21. Inteligente nos posicionamentos, com boa capacidade de remate exterior, seguríssimo em transição ofensiva. Gostei muito do que vi! E fico feliz que, finalmente, pareça ter-se dissipado o rótulo "40M€" dos ombros do rapaz. Espero que o mantenhamos por cá (sim v.a.s.c.o., já sei, pode ser por troca com o Herrera).



Terminando o tema "Selecções Jovens", não posso deixar de frisar que, a não ser que algo corra muito mal, temos nas nossas hostes (portuguesas e não portistas, entenda-se) um jovem que tem tudo para ser um enorme jogador de futebol dentro de pouco tempo (se é que já não o é), que dá pelo nome de Bernardo Silva. Formado num rival, desaproveitado pelo mesmo rival, ao que parece, adepto indefectível do rival... Sinceramente, não me interessa nada disso quando vejo aquele puto jogar "à bola" como o faz. Genial! Espero que Quintero tenha perdido algum do seu inútil tempo a tentar aprender que um grande jogador, não é só aquele que decide com um passe de morte. Precisa de baixar no terreno, lutar pelas bolas, fazer coberturas defensivas, etç, etç. 

Ao mesmo tempo, em terras chilenas disputu-se uma competição que - dizem - foi de futebol. Não vi todos os jogos, mas vi os suficientes para ficar na dúvida se não seria antes MMA ou wrestling. Estratégias arcaicas, sectores defensivos horripilantes, péssimas tomadas de decisão em catadupa, violência gratuita, más arbitragens... Enfim... valha-nos aquele sector ofensivo da Argentina, e a bela ideia de jogo do Chile (obviamente, os finalistas da competição), para nos termos conseguido entreter com algo até que o Brasão Mai' Lindo do Universo entre em campo.



E valha-nos tambem o enoooooorme par de tomates que o Alexis Sanchez teve na marcação daquela grande penalidade decisiva, adoçicando um jogo relativamente morno, e fazendo com que o grito habitual de "GOOOOOLOOOO" tenha sido substituído por um "EEEIIIISSHHHHH" (mesmo á Pedro Henriques), no café onde eu estava.

Sim, a minha Copa América terminou com um EEEEIIIISSHHHHH. Acompanhado de perdigotos e tudo...
Foda-se, como estou a precisar de ver azul e branco no relvado...

P.S.: enquanto publicava isto, assinámos contrato com o Esnaider, Pizzi e Kaviedes ;)


terça-feira, 23 de junho de 2015

Too silly this season

Junho é um mês horrível. É um mês onde normalmente não há futebol a sério, onde as férias estão quase a chegar mas ainda não estão bem aqui e é também o mês onde começa oficialmente uma das piores criações humanas - a Silly Season. E este ano tem sido mau demais. E ainda só vamos em Junho...

Jackson já foi confirmado em 2 clubes diferentes mas afinal parece que ainda não. Quaresma já foi para a Turquia mas afinal parece que não (com muita pena minha). Maicon parece ser transferível, Guido Carrilo estava quase certo e fugiu para o Mónaco. Maxi Pereira vai trair o Benfica com Porto ou Sporting mas parece mais inclinado a ficar onde está. Enfim, que comece a pré-época rápido.

Adiante. Post rápido para dizer vos dizer apenas as...

Coisas que me deixam satisfeito 

As contratações - André André, Bueno, Sérgio Oliveira, o regresso de Carlos Eduardo e possivelmente Danilo Pereira. Apenas não conheço muito de Bueno. De resto são jogadores familiarizados com o nosso campeonato e TODOS jovens com valor.  Fala-se ainda em Moya para a baliza, no possível regresso de Oliver Torres, Lucas Lima e Gustavo Bou. Os dois primeiros são bem vindos porque os conheço bem, e se o Youtube estiver certo os últimos dois também o serão. Continuemos assim. A contratar de forma cirúrgica.

O nosso silêncio - Enquanto que pela 2ª circular se vive um clima de Guerra Fria.

Coisas que me preocupam

Colocação de jogadores - São demasiados jogadores com contrato que não vão ter hipóteses no plantel principal. E dessa forma para quê mantê-los quando podemos realizar transações que nos podem dar maior capacidade de atacar o mercado? Os que aparentemente não contam - Fabiano, Andrés Fernandez, Ricardo Nunes, Reyes, Maicon(?) Quintero e Adrian LopezOs emprestados - Abdoulaye, Josué, Kleber, Djalma, Bolat, Quiñones, Rolando, Sami, Otávio, Opare, Varela, Licá, Tozé, Ivo Rodrigues, Tiago Rodrigues, Kayembe e Ghilas. Basta que cada um destes seja vendido por 1 Milhão de euros. Só nos emprestados eram 17 Milhões! Só para termos bem noção disso.

A indefinição em posições chave (lateral direita e ponta de lança) - Vamos lá a fechar isso rapidamente, pessoal. Mas sem cometer loucuras com caceteiros de 31 anos.

As não-renovações - Tratem de renovar o contrato ao Alex Sandro e ao Gonçalo se faz favor. É para ontem.

O histerismo com os equipamentos - Menos, pessoal. Muito menos. Não gostam, não compram. End of story!


Bom São João, maltinha!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Lopetegui deve ficar, mas...


Sou, desde o primeiro dia, defensor de Lopetegui. Gosto do seu espírito guerreiro no banco, enérgico e interventivo, exigente e sempre ligado ao jogo. Concedo que tenha errado no decorrer desta época, quer nas escolhas para alguns jogos (onde por vezes acabou por não ter sucesso, mesmo que não tenha sido por culpa directa das suas escolhas), quer na parte táctica colectiva. Chegámos ao final da época e alguns defeitos, como a fraca acutilância ofensiva, da quase nula utilização do corredor central e da miséria que são as nossas bolas paradas ofensivas, mantêm-se. Revelámos também alguma incapacidade para responder com determinação em jogos decisivos e, pior, deixou-me angustiado a incapacidade que temos revelado em conseguir protagonizar reviravoltas - mesmo que essa característica não seja recente. E, nestas coisas, a responsabilidade do treinador é sempre elevada (porque tudo se pode treinar, e tudo faz parte duma filosofia global de jogo). Por outro lado, comparando esta temporada à anterior, tudo mudou para melhor. Menos golos sofridos e mais golos marcados. Uma percentagem de vitórias e um número total de pontos (comparando com os possíveis de fazer, independentemente das 30 ou 34 jornadas) superior. Uma belíssima e meritória campanha europeia (coisa que, em termos de Champions, não tínhamos desde Jesualdo Ferreira) e a recuperação total de activos importantes que se "arrastaram durante grande parte a temporada passada (Danilo, Alex Sandro ou Maicon, por exemplo). Até Herrera fez jogos bons este ano!

Por tudo isto, e tendo em conta algumas atenuantes (que existem, não são inventadas, nem sequer podem ser consideradas desculpas), como a juventude do plantel, a imensidão de novos jogadores, a própria inexperiência de Julen neste tipo de trabalho como treinador principal duma equipa como o F.C.Porto, penso que a continuidade do basco não deve ser posta em causa. Lopetegui pode fazer melhor e, estou convicto, vai fazê-lo. E fazer melhor significa, essencialmente, ser campeão. Deixemo-nos de merdas: se a época tivesse terminado com eliminações precoces em todas as competições e com o título de campeão no bolso, todo o discurso da nação portista estaria a ser diferente. E sabem a que distãncia ficaremos (provavelmente) desse objectivo findo o campeonato? 3 pontos! 3 míseros pontos! Acredito portanto que Lopetegui é o homem certo para que possamos estar todos felizes, em paz, vitoriosos no final da próxima época.

Acontece que no título há um "mas...", e isso traz consigo uma crítica: os timings da sua comunicação.

Lopetegui foi-nos mostrando ao longo da época que tem um carácter forte, que comunica bem (de um modo geral) e que não deixa nenhum "chico-esperto" sem resposta. No final do jogo de Guimarães, por exemplo, tinha a minha total simpatia se decidisse "desfazer" a equipa de arbitragem pelo escândalo que ali se passou, em nosso claro prejuízo. Mas Lopetegui parece ter guardado grande parte das suas "balas" para a parte final da época. E, pior, Lopetegui "endureceu" bastante o seu discurso - não só pelas possíveis queixas da arbitragem, mas também na forma de abordar os jornalistas - SEMPRE que perdeu pontos. Não digo que não tivesse razão em grande parte das vezes, logicamente. Tivemos razões de queixa em alguns dos nossos jogos durante a presente época, em contraponto com o que se foi passando em alguns (demasiados) jogos do mais recente campeão nacional. Mas é preciso um bocado de lata para vir com esse discurso após um jogo como o de Belém, ou os jogos contra o Maritimo, por exemplo. E isso aconteceu durante esta época, e não me agradou nadinha. Quando a minha equipa joga mal e porcamente, e não é capaz dos "mínimos" exigidos durante 90 minutos, venho falar de arbitragens? A sério? Venho justificar péssimas exibições com as arbitragens dos jogos dos outros? Isso não era o que tanto criticávamos nos nossos rivais? Isso não soa a Calimerismo? A mim soou, e soou vezes demais nas últimas 3/4 semanas. Não gostei deste final de época dentro de campo, e detestei-o fora de campo (não só pelo que acabo de falar, como poderão constatar em posts futuros). Lopetegui pareceu-me perdido, tenso, angustiado e algumas das suas conferências de imprensa foram totalmente desnecessárias. No período de um mês, Julen desgastou de forma bastante acentuada a sua imagem, não só fora de portas como no seio dos adeptos e do seu grupo de trabalho. Um líder tem de conseguir demonstrar controlo, firmeza, elegância e determinação, independentemente dos resultados. As arbitragens acabaram a servir demasiado como forma de esconder algumas exibições demasiado pálidas e alguma incapacidade em momentos chave.  Não gostei...


Esta imagem ilustra na perfeição como deve uma estrutura com a grandeza e a classe do F.C.Porto responder a injustiças. O resto é só andarmos a encher-nos de ridículo. Fala-se uma vez, na altura certa e com a firmeza necessária. Se necessário fôr, decreta-se um"black-out". Andarmos a perder-nos com queixinhas incessantes acaba por nos colocar mais próximos do anedotário do que da Razão.

Termino com um pensamento forte, que penso que deve ser o mote para a próxima época: sem desculpas.

Na próxima época não pode haver desculpas!