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segunda-feira, 2 de março de 2015

FC Porto x Sporting

Julen Lopetegui ao colocar Evandro a titular revela ao mundo o que já se sabia. Vem ao Blue Overlap para saber o que fazer quando tem dúvidas. E faz bem, mister. Eu e o Z cá estaremos para o esclarecer sempre que necessário.

Exibição avassaladora do Porto. Organizados, pressionantes, agressivos, com qualidade, com bola, a impor-se na sua casa e a mostrar que quer continuar a perseguir o Benfica. Controlámos o jogo de uma forma absoluta. Aliás, Fabiano terá certamente a esta hora um processo disciplinar movido pela estrutura do FC Porto por falta de comparência. Mais a sério, foi uma noite de trabalho mas também de magia. Grandes golos em grande jogadas. Mas vamos por partes. Primeira-parte até aos 20 minutos equilibrada mas daí em diante só deu Porto. Mais um jogo onde as oportunidades se multiplicaram. E o que dizer do passe de Jackson? Consegui ouvir o sorriso de Zlatan orgulhoso do colombiano. Mas a noite foi da nossa "motinha". Tello deu uma lição de como finalizar em 1x1. 3 golos sempre na cara de Rui Patricio. Que este jogo o liberte da (hipotética) pressão que existia na sua cabeça. Na segunda-parte o domínio manteve-se. Brahimi algo apagado saiu para entrar Quaresma, mas a pareceria Jackson-Tello voltava a fazer moça na defesa sportinguista. 2-0 e o Porto começava a respirar melhor. Até ao final do jogo muita cabecinha em deixar o Sporting (tentar) criar perigo mas o desgaste do jogo com o Wolfsburgo fez se notar.  Resultado final 3-0 que reflecte a total superioridade da equipa azul e branca motivada acima de tudo por um Tello matador, um meio-campo muito forte em termos de pressão e agressividade e numa gestão inteligente dos momentos do jogo.
Por ultimo há que dizer que o  Sporting não jogou um pinTello (desculpem...)

(+) Positivo


Tello - Estão dissipadas as dúvidas sobre a qualidade do espanhol?! Que jogão. Na pressão aos jogadores do Sporting quando queriam começar a construir, na forma como foi procurar as diagonais tão comuns aos extremos produzidos em La Masia, a calma como finalizou os 3 golos sem ser sôfrego. Até a nível defensivo esteve impecável! Ter Brahimi, Tello e Quaresma (e Hernâni!) é um luxo meus amigos. 

Jackson - Que estupidez de passe, moço. Nem no FIFA ou no PES dá para fazer aquilo. Com mais a estupidez de golos que leva, menos de 35 milhões no final da época é uma má venda. Será certamente um dos avançados mais completos do Mundo. Para além de continuar a ser um saco de porrada em TODOS os jogos. 

Evandro - Um jogador que me enche as medidas. Juro que festejei ao saber que estava incluído no 11 titular. Sim, sou maluquinho a esse ponto. Com Óliver de baixa é o jogador que torna a sua ausência suportável. É agressivo sem bola, tem muita qualidade com ela nos pés, sabe posicionar-se e equilibrar a equipa, sabe aparecer na ajuda a Jackson. Trouxe a solidez ao meio-campo que não existiu no Bessa e com a falta de minutos nas pernas foi bem substituído. Enfim, é um médio muito completo e tem de continuar no 11. 

Lopetegui - Acreditem se quiserem mas o basco fez as duas substituições que queria quando eu estava a falar nelas. A de Quaresma por Brahimi e mais tarde a entrada de Rúben Neves por Evandro. Está cada vez mais identificado com o clube e a sua leitura do jogo do banco é fantástica. Ah, e está imparável a nível de comunicação. Vê-lo no fim a festejar com os jogadores foi fofinho e sintomático de que se respira confiança naquele balneário.

Herrera - Podia ter marcado um golo de levantar o estádio não fosse aquela coisa parva da finalização. Foi muito importante na intensidade que deu ao meio-campo com a sua habitual disponibilidade física de um gajo todo mamado em Red Bull. Esteve muito bem no passe (muito melhor que no Bessa) e na forma como aproximou as linhas da equipa entre transições. Não vamos baixar a forma agora, pois não Héctor?

( - ) Negativo 

Brahimi - Não está bem. A qualidade continua lá mas parece ainda procurar a melhor forma. Agarrou-se demasiado à bola e continua pouco objectivo. 

O efeito "50 Shades of Grey" no Futebol - Vitória de Guimarães, Basileia, Boavista e Sporting. Têm todos fetiche por pancadinhas, cara!#@? É que são jogos inteiros a distribuir pancada pá.

Artur Soares Dias - O que dizer daquele critério de faltas? Sim, o Casemiro deu muita lenha e podia ter visto um amarelo. Mas quando o William pegou com duas mãos no Tello e o arrastou até ao chão e o menino de amarelo marca canto estamos conversados. A estupidez de faltas ofensivas marcadas tirou todo o adepto portista do sério. A não expulsão de Cedric, o William a distribuir lenha... Absolutamente ridículo. 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Boavista vs F.C.Porto


Foto retirada do site do F.C.Porto
Odeio o Boavista com cada centímetro de alma que me é permitido utilizar para odiar outro clube. Fui atleta dessa agremiação durante 8 anos e juro, juro mesmo, que se juntássemos as claques todas de Benfica e Sporting num mesmo espaço, não íamos conseguir reunir tamanha concentração de fanatismo "anti-Porto" e "anti-Pinto da Costa" como ali. Tudo bem que derby é derby, que é natural haver ódio de estimação entre clubes da mesma cidade, mas tal não se verifica neste caso: para a maioria dos portistas, o Boavista é um clubezito que anda por aí. Também ajudaria se eles lutassem, de forma consistente (historicamente falando, é claro) por títulos, coisa que aconteceu uma vez em 100 anos. E claro que o facto de no banco estar sentado aquele carniceiro sob forma de "coisa" disfarçado de pessoa, de seu nome Armando, não ajuda a aumentar o meu amor pelos axadrezados. Eles que, curiosamente, tanto respeito e admiração possuem por quem tentou destruí-los, e tanto ódio vomitam por quem lhes tem de dar a mão de tempos a tempos para que se mantenham vivos. Juro-vos que anseio ardentemente por nova descida de divisão, e que terminem a discutir títulos com o Folgosa... e que mesmo assim, percam! Mas não quero que acabem... Quero que os "panterinhas" tenham de passar pela humilhação de passar décadas numa divisão condizente com a sua grandeza e com o seu futebol.

Vamos ao jogo!

Será sempre complicado jogar contra equipinhas destas, fechadas em 30 metros de terreno, a acertar nas canelas de tudo o que mexe (com a conivência do homem do apito, como já vem sendo costume no decorrer desta época), e sem grandes preocupações em jogar futebol. Isto, aliado a uma espécie de tapete de lama, borracha e relva sintético-natural, de fazer corar os campos das divisões distritais da Guiné-Conacri, pode tornar-se na receita para um potencial desastre.
Tal não aconteceu, muito graças à paciência com que o F.C.Porto abordou o jogo, mas tambem muito devido à entrada em campo de Brahimi e , principalmente, Tello, para o lugar dum esforçado mas inconsequente Hernâni, e dum Quintero absolutamente patético.
Valeu pela vontade férrea dos nossos rapazes em trazer dali os 3 pontos, conseguindo assim recolocar a diferença para o 3º classificado. Sim, leram bem, o 3º. Porque já há algumas jornadas que deu para perceber que, dê por onde der, o máximo a que poderemos almejar será o 2º lugar.

(+) Positivo

Quaresma - Facilmente se constata que muitas das características de Quaresma nunca vão mudar. Como quando roubou aquela bola, e decidiu partir para o remate numa situação de superioridade numérica, de 3x2. Mas nota-se um Quaresma diferente nesta altura da época. Um Quaresma que defende, que corre, pressiona, rouba bolas, joga um pouco mais simples, combina com qualquer dos laterais. Um Quaresma que não perde 100% do tempo a tentar fintas e fintinhas que raramente dão certo. E, acima de tudo, um Quaresma melhor fisicamente, mais cumpridor tacticamente. Um Quaresma mais consistente. E assim, vale a pena tê-lo em campo.

Marcano e Maicon - Facto: desde que os dois assumiram a titularidade, temos sofrido muito pouco, temos tido muito menos sobressaltos, e a nossa saída de bola (não sendo perfeita, nem sequer perto disso), ganhou segurança. Destaco Marcano, visto com a desconfiança do costume pelos "anti" que por aí pululam, fosse pela idade ou por ser espanhol, que tem vindo a revelar-se uma óptima surpresa. Como central, tem feito tudo aquilo que se pode pedir. Bom posicionamento, fortíssimo no jogo aéreo e muito seguro com os pés. Quanto a Maicon (bater três vezes na madeira), parece ter deixado de parte as suas paragens cerebrais.

Jackson - "Mais uma exibição monstruosa do colombiano. É um prazer ver Jackson a jogar. Tanta qualidade. Quando não aparecia ninguém no meio/entre linhas para receber os passes, lá vinha o colombiano dominando a "redondinha" enquanto levava lenha do Samuel e companhia. É o saco de porrada de todas as equipas adversárias. E consegue sempre manter aquele ar calmo e relaxado com o seu "queixo em fora de jogo". Quem diria depois de uma época em que parecia não ter a cabeça aqui. Grande capitão!" - foi o que o v.a.s.c.o. escreveu no jogo de Basileia, e penso que se adapta ao jogo de ontem, e à grande maioria dos jogos desta época. Mais um golo, mais um jogo de combate. Muito bem!

Tello - Meia hora de qualidade do mal amado espanhol. Mais duas assistências para golo e, mais do que isso, a capacidade de "mexer" com o jogo. Tem defeitos? Muitos, ou emtão não teria saído de Barcelona para cá (mesmo que por empréstimo). Mas pode pedir-se muito mais?

Brahimi - O argelino veio "apagado" da CAN, e isso ficou bem provado em Basileia. Daí que tenha entendido que começasse no banco ontem. Mas a sua entrada para uma zona mais central foi fundamental para a vitória. E aquele golo é duma classe...

As alternativas - O facto de se ter dado minutos de jogo a diferentes jogadores em diferentes alturas da época, está a revelar-se agora de extrema importância. É certo que o jogo não foi brilhante, mas tal em nada se deveu a Ángel, Ricardo ou Rúben. Não caíram no 11 de "para-quedas". Têm minutos nas pernas, em jogos a "doer", e isso faz toda a diferença. O mesmo serve para Quintero, Evandro, Aboubakar e por aí fora. Saem 4 titulares indiscutiveis e o modelo do nosso jogo não se altera.

Lopetegui - De novo com "dedo" nos golos que nos deram a vitória. Gosto da forma como Lopetegui está "ligado" ao jogo a partir do banco, mas também da forma como percebe aquilo que o jogo pede. E se a nossa forma de jogar é em posse, devemos "morrer" agarrados à nossa identidade, por isso nada de "bombear" para a área adversária, à espera que um qualquer Maxi bloqueie um defesa, e que um Jonas domine com a mão e que um Jardel despeje um "chouriço" lá para dentro. Isso resultará 1 em cada 20 vezes. Nas outras, é preciso jogar como se sabe e como se treina. De novo, magistral na conferência de imprensa. No ano passado, Paulo Fonseca sempre foi "querido" pela CS, porque era "mansinho", porque foi incompetente e porque nos fragilizou. É sempre bom sinal ler e ouvir críticas a um nosso treinador por parte duma muito ofendida CS. Principalmente havendo um atrasado mental á solta nos bancos desse país como JJ. Se bem se recordam, também Mourinho só deixou de ser "arrogante" depois de sair do FCP.
  

(-) Negativo 

Quintero - Pa-té-ti-co! Gostava de ouvir todos os experts de futebol, que tanto criticam, criticaram e criticarão qualquer treinador que passe pelo Porto e que não coloque a jogar Quintero, explicar como é possível jogar tão pouco sempre que surge a oportunidade. Ou é porque está amuado, ou porque está frio, ou porque o terreno está em mau estado, ou porque os outros dão muita cacetada... Foda-se Quintero! Joga à bola mas é, caralho!

Herrera - O mexicano voltou à sua versão "jogador de distrital" a uma velocidade estonteante. Incapaz e incompetente em tantos, tantos, tantos momentos do jogo, que chega a doer. Sabendo que vai jogar, fica a questão: que Herrera teremos contra o Sporting?

Falhar golos cantados - Uma característica muito própria do nosso Porto, que em jogos de poucas oportunidades de golo já nos custou caro, e que poderá custar-nos caro mais para a frente. Hoje foi Jackson a falhar de forma inacreditável um 1xGR, na primeira e melhor oportunidade do jogo durante a 1ª parte. Pode ser pedir muito, mas a realidade é que temos mesmo de ser mais eficazes!

Critérios e coerências - Decorria a 2ª parte do jogo, quando Jackson elevou a perna mais do que devia e, escusadamente, acertou de sola na coxa dum boavisteiro. Devia ter visto amarelo, no mínimo, mas confesso que já vi vermelhos serem dados por bem menos. A questão é que nessa altura, já 3 axadrezados deveriam estar de banho tomado, desde a 1ª parte. E um desses jogadores, por acaso até foi o que esteve na jogada com Jackson. Ora, o Sr. Árbitro demonstrou coerência, porque ajuizou todos os lances da mesma forma, ainda que erradamente. Ao intervalo, repito, deveríamos estar a jogar contra 8 ou 9. E tudo isto ganha contornos de ridículo se pensarmos que praticamente todas as "cargas de ombro" feitas por jogadores nossos, foram transformadas em falta; várias dessas faltas, pertíssimo da nossa área, ou a cortar jogadas potencialmente perigosas. E depois há "o" penalty. Não sei se sabem, mas um dos tripulantes da Apollo 8 ligou cá para baixo a dizer que, da nave, se tinha visto aquele escândalo. Depois disseram-lhe que foi um jogador do Porto e que o jogo não era da Champions e ele pediu desculpa de imediato. Os tais... critérios!


A única resposta possível para quem passa tanto tempo com a cabeça enfiado dentro do próprio cú. E acreditem, felizmente, não e só Moniz a merecer essa resposta.

Já agora, porque conheço a pessoa em questão, um miminho do grande André Simões:







quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

De volta aos "palcos"!

Muito tempo passou desde o ultimo texto. Desde que criámos o blog, estabelecemos um pacto acerca da forma como iríamos abordar esta aventura: sempre numa perspectiva de uma saudável e responsável diversão. Acima de tudo, o nosso objectivo sempre passou por termos um espaço para falar de futebol, do nosso Porto, sem agendas, sem datas, sem obrigações, apenas pelo prazer de publicar muito do que partilhamos no nosso dia-a-dia quando falamos sobre o Porto.

Pois bem, ultimamente (sobretudo por razões profissionais), acompanhar sequer os jogos tem sido absolutamente impossível, e se há coisa que ambos abominamos são textos de opinião escritos em cima do joelho. E então, fomos aguardando pacientemente pela próxima oportunidade. Ei-la aqui, finalmente, nesta gelada primeira semana de Fevereiro.

Desde o jogo em Penafiel que não aparecemos e neste tempo muita coisa se passou no Universo Azul e Branco.


Vimos um Braga x Porto que foi tudo menos um jogo de futebol arruinado por um Machado que só cortava para um lado... Vimos um Porto de luta, de raça, de guerra como há muito não se via por aqueles lados. Vimos Marcano e José Angel a parecerem da cantera desde meninos, vimos Ruben Neves a coxear mas a dar tudo naqueles minutos finais, vimos Reyes a desperdiçar (mais) uma oportunidade, vimos Tello mostrar que garra e capacidade de luta não é com ele. E claro, vimos o regresso do melhor guarda redes do plantel. O nosso Hélton defendeu tudo e mais alguma coisa e provou que se calhar mesmo velhinho ainda tem muito para nos dar. Vimos uma massa adepta que não se calou um minuto e apoiou aqueles 9 homens em campo sem qualquer feeling de hesitação, Um sentimento de revolta generalizado e de bater o pé. Todos voltámos a ser um. A direcção acordou e falou! Quando a primeira volta do campeonato termina, alguém sem ser o treinador fala sobre a arbitragem. No jogo em Braga a intenção foi demasiado clara para ser ignorada. Não é só incompetência, é algo mais. Não é suposição, é acusação clara da nossa parte.


Todo o heroísmo justamente conquistado na vergonhosa noite de Braga só faria sentido se fosse capitalizada na Madeira. Lopetegui percebeu a deixa e passou uma mensagem de confiança, de crença inabalável na força e engenho das suas tropas. Mas não foi nada disto que aconteceu... Sejamos honestos - analisando o jogo de forma global, acho ridículo que se diga que o Marítimo fez mais pela vitória. Ridículo. Insultuoso. Desonesto. 
Foi, contudo, de uma eficácia monstruosa (daquelas eficácias que tantas vezes só acontecem em jogos contra o F.C.Porto) e soube defender com alguma astúcia o nosso futebol demasiado previsível e lateralizado. Perdoem-nos a insistência, mas é por demais óbvio que a paixão pelo jogo quase em exclusivo pelas alas deixa esta equipa a anos-luz do que pode fazer. O que é uma pena... 

Ainda assim, com mais alguma eficácia (e alguma sorte, como aquela que teve o Galo, que decerto não volta a marcar um golo assim na sua carreira), poderíamos ter saído dali com mais alguma coisa. Obviamente que não faltou pela Bluegosfera quem vaticinasse o fim. O adeus, O c'est fini. The end. Kaput. Bom... Aquele tipo de adeptos cujos PC's tão rapidamente se ligam ao Universo Bluegosférico nos momentos de derrota, ansiosos pelo orgasmo cibernético de poder escrever "I told you so..." pelas caixas de comentários dos pacientes e brilhantes bloggers dos quais não abdicamos de seguir. "Nem tanto ao mar, nem tanto à Terra...", dizemos nós. Não somos bestiais porque aguentámos o escândalo de Braga, para passar a ser medíocres na derrota seguinte. Pelo menos para nós, v.a.s.c.o. e Z, portistas-não-aburguesados-nem-com-problemas-com-treinadores-ou-jogadores-espanhóis.
Não aconteceu assim; o futebol provou que não só connosco acontecem jogos como o da Madeira. Pois é, também o melhor-treinador-de-sempre-e-mais-umas-botas comete erros, também os seus jogadores falham penaltis e cometem erros defensivos estúpidos. E nem com nova Calabotada (absolutamente eclipsada de todo e qualquer programa/jornal/site nos dias a seguir) se conseguiu que a diferença entre Porto e Benfica passasse para 9 pontos.


Pelo meio da semana, veio a confirmação da qualificação para a meia-final da Taça da Liga, num agradável jogo contra uma horrivelmente orientada e perdida em campo Académica de Coimbra. Deste jogo, de salientar as belas exibições de Evandro, Campaña, Rúben Neves, e a entrada explosiva de Quintero. Impressionante a facilidade com que, tendo espaço de manobra entre-linhas e, claro está, forçando o jogo interior, conseguiu fazer 4 meios-golos num curtíssimo espaço de tempo. Jackson em mais uma das suas demonstrações de pura classe, ao transformar uma aberração de canto num golo genial. Depois tivemos Gonçalo. O nosso Gonçalo. O nosso menino. O rapaz de berço azul-e-branco, com apelido que rima com golos e classe. E a classe que este miúdo revela. E aquele festejo... Um momento que nos deixou de olhos humedecidos, a pensar naquela tarde perfeita do nosso Paciência sénior no batatal de Alvalade (e, a pensar que estamos a ficar velhos quando quase choramos ao ver o filho dum dos nossos ídolos de infância a brilhar com as mesmas cores).


No passado Domingo tivemos um jogo ideal para responder à vitória dos encarnados de Sábado. Lemos por alguns sítios que o Paços era isto e aquilo, fraquinho e muito manso, coisa que nos deixa absolutamente indignados (principalmente tratando-se duma equipa orientada por Paulo Fonseca - permitam-nos a piadola). Curioso foi também verificar a bem montada estratégia de pressão alta e de "defesa em modo coador" preparada por Petit para o jogo na Luz. Um assomo de coragem para quem veio ao Dragão jogar com 5 autocarros, 2 carrinhas e 1 monovolume, mesmo estando com 10.

Entrando na partida com vontade de resolver rápido e bem, os nossos rapazes conseguiram precisamente isso. Sendo certo que se mantém a nossa crença de que o nosso jogo poderia (e deveria) passar mais pelo... interior do bloco adversário, penso que a vitória e exibição não deixam dúvidas. Quaresma presenteou-nos com um dos seus momentos de magia, mas foram Jackson e Marcano que mais nos deixaram com água na boca. No caso do primeiro, não é tanto pela percentagem de eficácia na finalização (o que é diferente de ser um grande goleador) mas é pela capacidade de trabalho, técnica apurada e inteligência que põe ao serviço do colectivo que nos deixa deste modo. Quanto ao segundo, é neste momento o nosso defesa central mais fiável. Forte no jogo aéreo, bom no posicionamento, seguro com a bola nos pés, tem vindo a ganhar uma preponderância no sector mais recuado que decerto trará saudáveis dores de cabeça a Lopetegui.

Acerca deste jogo, deixamos uma palavra para Tello, também ele alvo duma insatisfação generalizada da nossa massa adepta (principalmente agora que o "patinho feio" Adrián não está em campo). Tello não é um jogador brilhante, embora tenha características muito acima da média. Tello decide muitas vezes de forma pouco acertada e assertiva. Tello joga em constante vertigem e esse tipo de jogo não é fácil de gerir em termos físicos. Se faz dois ou três sprints de 40 metros quase consecutivos, precisará de tempo para recuperar. E disso depende o jogo dele!

Criticar o rapaz porque, após uma sucessão desses piques vertiginosos, achou que as pernas não chegavam para ir buscar um passe (mal executado, diga-se) de Quaresma, tem tanto de ridículo como de preocupante. Recordo a grande maioria da nossa massa adepta que os dedos das mãos e dos pés não me chegam para contar a quantidade de "ídolos da torcida" que nem de mota, patins, carro, chegavam àquela bola. E aposto convosco que a recção seria sempre de desculpabilização de qualquer um desses jogadores. Lá está, o "espanhol" (como carinhosamente são tratados os jogadores da mesma nacionalidade do nosso mister, menos os que são bons, como Óliver, Àngel ou Marcano), não tem margem de manobra. Ponto final. Deixemo-nos de tretas. É este o sentimento generalizado duma boa percentagem da falange de adeptos e sócios que, num Domingo de Inverno, se desloca ao Dragão. Ganhar de forma convincente e "cascar" no "espanhol". Num qualquer. 

Serão esses os mesmos que já vieram criticar a compra dum dos jovens diamantes da nossa Liga, como é o caso de Hernâni. Sobre isso, o Jorge Vassalo e o Miguel Lima disseram tudo o que de lógico e pertinente se pode dissertar.


Bem-vindo caro Hernâni. Dá graças a Deus por não seres espanhol, pá!



Abraços Portistas!!

Z e v.a.s.c.o.

domingo, 28 de dezembro de 2014

F.C.Porto vs Vitória Setúbal


Começo por pedir as mais sinceras desculpas pelo atraso nas crónicas aqui do tasco. Falta tempo, falta muito tempo!

Espero que as celebrações natalícias tenham decorrido como deve ser: bem regadas, bem temperadas e junto de quem queriam estar. 

Bem sei que já passou algum tempo, mas há ainda algumas coisas que tenho para dizer sobre o último jogo do nosso clube do coração para o Campeonato, naquela gélida noite do Dragão. 

Uma goleada que não deu para aquecer. Um banquete de golos que não nos pôs de barriga cheia. Uma exibição q.b. Serviços mínimos. Ah, importa dizer, contra um adversário que consegue ser pior do que qualquer equipa dos campeonatos distritais, treinada pelo José Mota (ou pelo saudoso Luís Campos).

A primeira parte começou com alguma ansiedade (incompreensível frente a um adversário desta categoria), alguns períodos de muita confusão mas bastou que se acelerasse um pouco com e sem bola, e a defensiva adversária parecia uma avenida com 8 faixas de rodagem. Chegámos facilmente aos golos e, carburasse toda a equipa a uma velocidade (e inteligência) igual à de Óliver, e estou certo de que teríamos chegado ao intervalo com um resultado histórico. Não era, porém, noite de grandes preocupações para os nossos rapazes.

Aconteceu na 2ª parte algo que me deixa furioso, e que já quase parece uma imagem de marca do F.C.Porto de há uns anos a esta parte, que é aquele entorpecimento dos sentidos quase geral que ataca os nossos jogadores quando o resultado está "controlado". Irrita-me, sinto-me desconsiderado pela falta de atitude e só a cara de poucos amigos do nosso timoneiro, no banco, me deixou um pouco mais tranquilo. Eu, adepto exigente, me confesso: quero mais! 

Queria mais correria, mais jogadas de ataque, mais atitude, garra, vontade, orgulho próprio. Queria que os nossos adversários saíssem do relvado de rastos, a tentar perceber que tipo de veículo pesado os tinha acabado de esmagar.  Queria uma goleada das antigas, se possível a chegar à casa das dezenas, ou pelo menos que se tentasse chegar o mais longe possível. Contra este horrível, macio, mal orientado, ridículo Vitória, queria ter visto mais.


Não vi e, como tal, vou rápido para as notas.


(+) Positivo

Óliver Torres - Um recital de recepções orientadas, de perfeita ocupação de espaços, de passes magistrais, de classe, de tudo! Tivesse a equipa acompanhado o ritmo deste géniozinho e teríamos ido para o descanso com 6 ou 7 no bolso. Já perdi qualquer esperança de o manter por cá na próxima temporada...

Campaña - Ao contrário de muitos, nunca o tinha visto jogar. E confesso que gostei! Numa perspectiva de manter uma boa capacidade de circulação de bola, de melhorar a nossa transição ofensiva, coloco-o como o nosso 2º melhor Médio Defensivo (logo atrás de Rúben Neves). Bem sei que o adversário foi muito tenro, mas...

Brahimi - Entrar em campo por uns minutinhos e fazer muito mais do que muitos companheiros durante o que restou da partida. Aplauso!

Os "berdadeiros" - Por motivos profissionais, não pude acompanhar o jogo ao vivo. Se pudesse, obviamente lá estaria! Mas queria aqui dar um fraterno abraço a todos os que ousaram colocar sequer um pé fora de casa naquela noite de 6ª feira. Sejamos honestos, aquilo não era uma "noite gelada"... Era mesmo um "frio do caralho"!


(-) Negativo

A falta de atitude - O cenário era este: acabávamos de levar dois pontapés nos queixos e três murros no estômago há precisamente cinco dias atrás, e precisávamos de demonstrar que estávamos vivos (e bem vivos), cilindrando quem nos aparecesse pela frente no jogo a seguir. E o calendário até foi simpático, proporcionando-nos a oportunidade de jogar de novo logo após 5 dias. Ganhámos, ok. Mas foi daqueles jogos em que quase dava para ouvir os cérebros dos jogadores a dizer "só faltam x minutos para as Férias do Natal!!". Queríamos, merecíamos e precisávamos de mais, nós, os adeptos, os únicos, verdadeiros e fiéis portadores do portismo, seja ele jogado com frio, chuva, sol, fogo, pedras, picaretas ou o qualquer merda do género. Precisávamos que por nós, que passámos a puta da semana toda a tentar recuperar a vontade de comer e a alegria de viver depois de perder com aqueles caralhos na nossa casa (na NOSSA CASA foda-se!) jogassem como uns touros, que só parassem de correr quando tivessem espuma a escorrer-vos dos lábios, e que o adversário nem regressasse para a 2ª parte com medo do que poderia cair-lhe em cima. Não foi nada disto. Foi o contrário. E eu fiquei fodido. 

Tello - Pá, Tello, really dude? Tens um adversário perneta entre ti e outro colega que está em frente da baliza completamente sozinho, por três vezes, e nunca lhe passas a puta da bola? Quem te arrancou o cérebro meu rapaz? Não treinas? Não jogas futebol desde pequeno? Não vês jogos na TV? Tens problemas de visão? Jogas sozinho? Só corres? Que raiva!!

Setúbal - Pior. Equipa. Da. Liga.


Uma vitória por 4-0 teve o condão de me irritar. Não acontece muitas vezes, mas lá aconteceu. Ainda assim, uma vitória. 3 pontos que são sempre preciosos.

E pronto, no finalzinho do jogo lá foram os nossos rapazes para 8 dias de paragem. 8 dias. Sem treinos. Futebol Profissional. E é isto...



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Académica vs F.C.Porto

Entrar a todo o gás, resolver cedo a partida e ter tempo para gerir o jogo com serenidade. Num Mundo ideal, deveria ser este o resumo base para todos os jogos contra os(as) Académica/Gil Vicente/Moreirense/etc. deste Campeonato.


Do jogo, o essencial fica dito com a entrada agressiva (no melhor sentido do termo) na partida, com uma pressão intensa, forçando o adversário (muito inferior) a cometer erros, e a não poder almejar a muito mais do que ficar cá atrás e rezar. E tudo poderia ter sido ainda melhor, não fosse aquele fora-de-jogo pentelhétrico tirado a Jackson logo aos 3'. 

A equipa jogava sempre no meio-campo ofensivo, com os centrais bem subidos no terreno (um pouco à semalhança do que aconteceu, por exemplo, durante toda a 2ª parte no Estoril), e foi com alguma naturalidade que os golos surgiram. E que belíssimos golos Jackson!!

Ao intervalo, com toda a honestidade, o jogo estava "arrumado", faltando apenas saber de que forma a Académica tentaria reaparecer no jogo. O golo de Herrera, logo após o reatamento (que diagonal fantástica e que passe delicioso de Tello), desfez essa possibilidade, e deixou-nos em modo de "velocidade de cruzeiro" até ao final, conseguindo fazer repousar algumas das principais peças (embora quisesse ter visto menos Jackson e mais Aboubakar) e sempre numa toada muito passiva, evitando cartões amarelos desnecessários.

No final, uma vitória justa, numa exibição sólida, serena, a deixar uma ideia de crescimento e estabilidade na equipa, que pode ser um belíssimo tónico para o jogo importante contra o nosso mais directo rival no próximo Domingo. Isto num terreno onde o ano passado teremos feito a pior exibição de que tenho memória. Num Estádio onde, há não assim tanto tempo, jogadores e equipa técnica saíram com orelhas a arder e eu, confesso, fiquei muito perto dum ataque cardíaco. Um maluco este Lopetegui a pregar-nos "partidas" destas, hein?


(+) Positivo

Jackson - A sério que não entendo como ainda há quem não esteja "convencido" com a qualidade do colombiano. Se os números já dizem muito, a forma que tem vindo a demonstrar durante esta época e a qualidade de alguns dos seus movimentos e golos são um certificado de competência e de qualidade que poucos avançados que por cá passaram alguma vez demonstraram ter. O 2º golo é magnífico! 

Óliver - Não me vou cansar de colocar aqui o seu nome enquanto mantiver a qualidade exibicional que tem vindo a exibir. Consegue fazer todo o "trabalho-sujo" envergando fraque. Intelegentíssimo sem bola e a transpirar classe com ela nos pés. Ah, e tem 19 anitos... Repito: COMPREM-NO, JÁ!

Rúben Neves - Sejamos sinceros, Casemiro tem estado muito bem, mas sabemos que temos aqui um diamante nas mãos. Nosso, só nosso. Um "míudo" que ninguém pode acreditar ter apenas 17 anos. Eu, não acredito! Parece-me ser o jogador indicado para jogos como este, em que o adversário só quer sair sem apanhar goleada e a bola vai ser só nossa durante períodos incrivelmente largos de tempo. Se no posicionamento ainda lhe vejo pontos para trabalhar, como é lógico, é nos momentos com bola, nas tomadas de decisão e na qualidade extraordinária (extraordinária MESMO!) de passe que este rapaz me deixa "derretido". 

Indi "limpo" para o Clássico - Na crónica anterior dizia que só poderia jogar "de mãos e pés atados" mas Indi jogou de forma tão inteligente e segura que me obrigou a auto-proclamar-me um idiota chapado por ter duvidado da sua capacidade de evitar amarelos. 

O 3ºgolo - Para mim, um hino ao futebol em 3 momentos. Desmarcação inteligente - Passe brilhante a "rasgar" - Finalização de classe. Tello e Herrera! O que alguns já disseram (e dizem...) deles...

Adeptos - Numa noite gelada de Sábado, disseram "presente" e animaram todo o sector reservado a adeptos visitantes de forma estóica! Música e palmas para combater o frio... Wise choice!



(-) Negativo

Brahimi - Efectivamente, atravessa um daqueles momentos pelos quais os "magos" passam em certas alturas, que se pode traduzir por "preciso de fazer qualquer coisa fenomenal". Será fruto de algum cansaço? Possivelmente sim, visto que é dos jogadores com mais minutos nas pernas neste momento. Será também fruto da própria cabeça do jogador? Também me parece o caso. Depois de algumas jornadas de exibições colectivas mais intermitentes, em que foi o mago argelino a chamar a si todo o protagonismo e todo o jogo, desconcertando tudo e todos com os seus dribles e velocidade, é natural que agora que o colectivo está mais maduro perca essa preponderância. Tem de perceber que um passe simples na altura certa pode valer tanto como um golo. E visto que tem sempre 2 ou 3 adversários em cima, se conseguir fixar e soltar para outro colega, de certeza que alguém vai ficar solto noutro lado do campo. Quero que descanse, muito, porque pretendo que no Domingo deixe rins, fígado e mais um ou outro orgão vital de Maxi espalhados no relvado do Dragão.

Académica - Fraquitos, vá. E custa-me ver ali o Rui Pedro ou o "eterno" Ivanildo! Principalmente com aquele asno no banco. Realmente só mesmo num país de altas percentagens de consumo de álcool como a Escócia é que Paulo Sérgio pode almejar a conquistas no futebol. O problema é que ainda há quem lhe dê trabalho. Mas ao José Mota também dão... Pobre, pobre futebol português!

No que ao Campeonato diz respeito, chegámos a uma altura importantíssima: a oportunidade de, em caso de vitória sobre o Benfica, passarmos para a frente da classificação (embora em igualdade pontual), sabendo que se seguem 4 jogos até final da 1ª volta que temos - foda-se, temos mesmo - de vencer! Sendo assim, na 4ª feira quero ver Kelvin, Ricardo, Evandro, Paulinho Santos, 3 juvenis e 4 iniciados em campo contra o Shakthar. E um dos apanha-bolas a suplente. 


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

F.C. Porto vs Rio Ave

Estou absolutamente atónito com algumas das crónicas que tenho lido ao longo do dia, bem como alguns comentários a essas crónicas, por essa Bluegosfera fora. Quase tão atónito como quando o meu "vizinho" de trás no Dragão, por volta dos 30 minutos de jogo, soltou a seguinte pérola: "Este Danilo hoje, não acerta uma...". 


Aos 10 minutos de jogo, pensava para com os meus botões "Isto já podia estar 2 ou 3-0, à vontade.". Ora, poder dizer isto aos 10' dum jogo de futebol, não é pouco. Significava naquela altura que tínhamos entrado na partida em modo de demolição, e que tivesse sido a eficácia nessa fase próxima daquela dos últimos 15', provavelmente não se especularia tanto sobre a qualidade da nossa exibição ou sobre a justiça dos 5 golos marcados . 

Deduzo, portanto, que se os últimos 15 minutos de jogo não contam porque o adversário já estava cansado e começou a cometer erros em catadupa SÓ por causa disso, então em jogos como o de Alvalade, merecíamos ter perdido por 3-0 porque eles tiveram imensas situações antes de nós e só nos lembrámos de jogar na 2ª parte (onde, lá está, já estaríamos a perder por 2 ou 3-0). 

Os primeiros 25' de jogo foram, na minha opinião, excepcionais. Absolutamente demolidores. Jogo rápido, boas combinações ofensivas, sempre com a baliza na mira, com várias chegadas perigosas à área contrária, 3 situações claríssimas de golo, mais umas quantas em que só aquele último passe falhou. Tudo isto aliado a uma constante pressão feita no timing correcto, forçando o adversário (que não é tão manso assim, nem estava assim tão cansado quanto Pedro Martins quis fazer crer) a não conseguir fazer mais do que 3 passes seguidos. Do melhor que tenho visto esta equipa fazer esta época (e com Brahimi e Herrera em noite de apagada). 

A partir desta altura (e não só a seguir ao golo de Tello, como tenho lido por aí), a equipa perdeu algum gás, compreensivelmente (não é possivel jogar naquele ritmo durante tanto tempo seguido, especialmente após jogo de Champions nos confins da Europa) e o Rio Ave conseguiu subir um pouco no terreno. Uma subida perfeitamente inofensiva, visto que até ao intervalo vi Fabiano mais próximo de "chocar" uma constipação do que fazer uma defesa. 

Ao intervalo, portanto, um empate inacreditavelmente injusto para uma primeira parte de tanto domínio e de tanta boa jogada, contra um adversário cuja maior vitória foi... conseguir subir um bocadinho no terreno e trocar mais de 3 passes de forma consecutiva.

A 2ª parte abriu com o tal "golo desbloqueador" seguido dum dos tais "erros" dos jogadores do Rio Ave. Claro que o facto de Jackson ter conseguido pressionar Marcelo de forma a que o rapaz perdesse a bola não teve nada de meritório! Tello, que fabricou uma excelente exibição, tornou fácil um golo de difícil execução. 

O período seguinte, sim, foi confuso. Numa altura em que, repito, fizemos tudo para estar já com uma confortável vantagem de 2 ou 3-0, perdemos o controlo do jogo. Desta fase falarei mais à frente. O Rio Ave, lá está, conseguiu subir uns metros no terreno, ganhando alguns cantos e faltas em zonas potencialmente perigosas. Num desses lances, ao que parece, Herrera levou com uma bola na mão à queima-roupa e parece que o penalty é claríssimo. Confesso que, depois de Alvalade ou do jogo contra o Boavista no Dragão tenho alguma dificuldade em saber bem o que se pode considerar mão na bola ou não, por isso, não serei a pessoa indicada para falar (mas até dou de barato que nesse lance fomos beneficiados).

Lopetegui leu, mais uma vez, muito bem o jogo e deu-nos a estabilidade de que necessitávamos com Ruben Neves e Quintero para o lugar dos fatigados Herrera e Brahimi. Quando, aos 79', Jackson marcou aquele belíssimo golo, penso que toda a gente sentiu que o jogo estava decidido. Pese embora o Rio Ave tenha, pelo meio, conseguido enviar uma bola ao poste e Fabiano tenha sido (finalmente) obrigado a uma defesa, a quebra anímica do lado dos vilacondenses aliada à vontade férrea dos nossos jogadores em marcar mais golos tornaram o resultado mais avolumado. Exagerado? Não concordo...

Vamos a notas:


(+) Positivo

Tello - Coitados dos defesas laterais que o apanham pela frente. Incrível o poder de explosão deste rapaz. Pese embora continue a evidenciar alguma dificuldade na definição das jogadas, é neste momento um jogador absolutamente indiscutível da nossa equipa. Marcou um golo, tentou dar a marcar, correu como um doido (aparentemente só sabe correr assim), e faz brilhar ainda mais os laterais do seu lado, com os quais combina bem (Alex Sandro, por exemplo, consegue dar muito mais à equipa ofensivamente com Tello do que com Brahimi).

Danilo - 93 minutos, 4-0 no marcador e este jovem rouba uma bola, corre meio-campo como um como se a Humanidade dependesse daquele momento, e produz um obra de arte sob a forma de um missíl. De pé esquerdo. Um jogador que não sabe o que é jogar "a brincar". Espero sinceramente que o gajo atrás de mim que disse "Este Danilo hoje não acerta uma...", tenha ficado no Estádio até ao fim, tenha visto o golo monumental do brasileiro, e tenha tido uma cólica intestinal violenta naquele preciso momento.

Óliver - Já o pedi no jogo anterior, e estou disposto a fazer a primeira contribuição para a colecta: comecem a juntar trocos para manter este génio aqui. Não nos equivoquemos: Óliver tem tudo para ser um jogador de topo. Topo mesmo! Topo, numa escala de Pirlo a Iniesta

Entrada em jogo - Repito: absolutamente demolidores aqueles primeiros 10 minutos. Juro que vi jogadores adversários agarrados às canetas logo naquela fase. Uma entrada "mandona", como quem diz "Esta é a NOSSA casa, por isso, saínde da frente !!!". 

Lopetegui a ir ao banco - um treinador que olha para o campo, vê o que a equipa necessita, não tem medo de retirar Brahimi do jogo, e com duas substituições volta a ganhar o comando da partida. Não vale nada, pois não?

A ânsia por mais  - Já tinha saudades de ter uma equipa que, com um jogo já arrumado, quisesse marcar mais e mais... 2 anos de controlo soporífero do jogo, ali a segurar o 1-0 com unhas e dentes, seguido dum ano de descontrolo total e agora uma equipa que, não só nunca desiste quando as coisas correm mal, como quando as coisas já correm bastante bem. Aprecio esta atitude.

Qualidade dos golos -  Todos de difícil execução técnica e todos de belo recorte. Destaco a assistência brilhante de Quintero para a recepção e finalização de classe de Óliver e aquele momento de magia que nos proporcionou Danilo. Até o "chouriço" do golo do Alex Sandro foi marcado de calcanhar!

Diego Lopes - por momentos pensei que houvesse 3 Diegos Lopes na equipa do Rio Ave. Deixou-me água na boca este jogador (já tinha deixado antes, quando vi o jogo deles na Roménia para a Liga Europa).


(-) Negativo

Jogo sem bola - Os jogadores adversários têm a bola na defesa e todos os nossos jogadores estão posicionados de forma a que não haja linhas de passe dentro do nosso bloco. Porque caralho há de alguém sair à maluca, correr 30 metros em sprint, sabendo que vai desposicionar todo um sector com a brincadeira e NUNCA na vida vai conseguir ficar com aquela bola? Porquê fazermos a pressão de forma tão atabalhoada em algumas alturas do jogo? Porquê tantas faltas desnecessárias e tantas abordagens erradas aos lances em determinadas fases? A pressão tem de ser organizada e sempre, sempre, colectiva! Muito trabalho que ainda temos pela frente neste capítulo, principalmente porque já nos vi fazer melhor, e porque teremos adversários que vão exigir muito mais de nós na transição defensiva.

Indi e Casemiro "à bica" - Se fosse a Lopetegui, no próximo jogo, não os punha em campo. Tenho a certeza absoluta que, ou jogam de mãos e pernas atadas, ou não estarão em campo contra o Benfica na jornada seguinte. 

Herrera e Brahimi - Nesta altura parece-me que pagam o a factura da fadiga que vêm acumulando. Herrera corre aos 12 km por jogo e isso acaba por cansar. Brahimi não correrá tanto, mas está sempre ligado à corrente, sempre com a função de desequilibrar em TODOS os jogos. Contra o Shakhtar, por favor, nem os quero ver no banco. Mandem-nos para banhos e massagens, mas por favor dêem-lhes algum descanso. Porque muito talento sem oxigénio a chegar ao cérebro, não resulta.

Resultado justo, ponto final.  Retiremos o "golo" de Alex Sandro da Equação. Conto 8 ou 9 remates com bastante perigo, 3 belíssimas intervenções de Cássio, e 4 golos marcados. Do outro lado conto 2. Não entendo como há quem possa dizer que foi muito exagerado! 5 vezes mais lances de golo iminente do que o adversário e é exagerado? Porquê? Porque o adversário subiu uns metros no terreno? Golos a partir dos 80' já não contam para a análise do jogo? Digam isso ao Kelvin...



Deixo para último a melhor parte do jogo de ontem. A convite do nosso mais fiel "seguidor", leitor, comentador, agora também blogger (um excelente blogger, por sinal), e amigo Jorge Vassalo do Porto Universal,  desloquei-me ontem um pouco mais cedo para o Estádio com a singela promessa de "trocarmos um abraço". Registo aqui que, embora a vontade fosse mútua (e deva ser alargada, da minha parte ao Miguel Lima do Tomo II, também um nosso fiel seguidor e amigo e igualmente brilhante blogger, e ao incontornável Vila Pouca do Dragão Até à Morte, que é um blog de referência para todos os portistas e que me abriu as portas deste maravilhoso mundo), foi pela mão do Jorge que tudo se processou. Obviamente que nestas vidas blogosféricas partilha-se ideias, emoções, conforta-se amarguras, e um abraço só não chega para poder prestar in loco a nossa homenagem a quem acaba por estar "aqui ao lado" quase todos os dias. Foi 1h15 (nem contei o tempo, mas confio na palavra do Jorge) que passou demasiado rápido, mas que representou para mim tudo aquilo que, ao fim e ao cabo, nos faz querer pertencer à "família portista e bluegosférica": o sentimento de pertença, de partilha, de amizade e de portismo incondicional. 

Deixo aqui um especial agradecimento ao Jorge, tão afável e bom conversador como sempre desconfiei que fosse, e ao Nuno, um seu amigo que connosco partilhou aquele bom bocado. 

Uma experiência a repetir, sem dúvida alguma!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Champions: F.C.Porto vs Athletic Bilbao

Numa jornada fora do comum, tendo em conta o anormal número de golos marcados só na 3ª feira, os nossos rapazes deram um passo importantíssimo rumo aos 1/8 final da mais importante prova mundial de clubes. 


Depois do desaire amargo contra o Sporting no passado Sábado, urgia uma resposta clara e firme de todos - jogadores, treinador e adeptos. Era preciso demonstrar que a derrota tinha deixado marcas e que o orgulho estava ferido. Era importante ganhar acima de tudo o resto, e demonstrar uma atitude de combate, de vitória, que tanta falta nos fez durante larguíssimos períodos do ano transacto. Era necessário perceber se Lopetegui poderia ou não ter acusado o "toque" das críticas pós-Taça - deixou bem claro que não. Era fundamental perceber se estamos todos mesmo a remar na mesma direcção que a equipa e o treinador e a resposta foi inequívoca - não! Tivemos por isso uma noite em que ganhámos, e bem, no relvado e banco de suplentes mas onde nos cobrimos de vergonha nas bancadas, pelas razões que invoquei aqui . 

Num Dragão ainda longe de casa cheia, mas bem preenchido e colorido de incansáveis adeptos bascos, foi um F.C.Porto agressivo, acutilante, rápido e mandão que entrou em campo. Com Brahimi no meio, Quintero na ala, íamos conseguindo chegar com perigo ao último terço do campo, mas faltava sempre algum acerto na definição e conclusão das jogadas. Lopetegui, que costuma ler bem o jogo e altera quase sempre bem, percebeu que precisava de Quintero por dentro, entre linhas, e isso - e um Tello e Danilo endiabrados - foi contribuindo para muitos espaços no último reduto dos bascos. Fomos encostando o Athletic às cordas e podíamos (com mais alguma tranquilidade, a tal que decerto não cresce com assobios constantes) ter chegado com alguma naturalidade ao intervalo com 2-0.  Foi simples, bonita, eficaz e finalizada com classe a jogada que deu origem ao primeiro golo, colocando asism alguma justiça no marcador.

No regresso do intervalo, para além de trocar peças, os bascos alteraram a atitude na transição defensiva. Muito mais agressivos na nossa saída de bola, (aqui, continuamos a pecar, como falarei mais adiante), fomos obrigados a cometer mais erros, surgiram os idiotas do costume a assobiar cada toque na bola, e dum novo erro (desta feita repartido entre Herrera e Casemiro) surgiu o inevitável golo basco. Esta fase do jogo foi muito complicada, e ficou demonstrado o porquê de Quintero não jogar mais vezes numa posição central - tem muuuuito para evoluir a nível de posicionamento. Lopetegui percebeu, mais uma vez, do que a equipa necessitava e lançou Rúben Neves no lugar do colombiano, numa tentativa de nos dar mais qualidade na saída, e maior capacidade de ter bola, retirando alguma iniciativa ao Athletic. Uma vez estabilizado o meio-campo, trocou (com toda a lógica) Casemiro por Quaresma, que veio dar nova alma ao nosso jogo ofensivo. Resultou tudo na perfeição, num lance em que Quaresma aproveitou da melhor forma uma jogada simples mas brilhante de Brahimi, que lhe estendeu uma passadeira para o golo. Depois, com a entrada de Oliver, e mais alguma coesão entre sectores, conseguimos "congelar" o jogo. Mas ainda tivemos oportunidade de perceber se os nossos miocárdios estão em forma, com um perigosíssimo cabeceamento após um livre lateral, que Fabiano segurou com algum aperto. Até final poderíamos ter aumentado a contagem mas Jackson esteve em dia não no capítulo da finalização.

Vamos a notas:

(+) Positivo

  • Entrada em jogo -  Esta foi umas das coisas que mais me agradou, após alguns jogos em que entrámos um pouco "amorfos" na partida: um início a todo o gás, com vontade de "matar" veleidades logo à partida. Entrar à Porto. Gostei!
  • Aliança Tello - Danilo - Se o segundo está num momento assombroso de forma, respirando e transpirando saúde e confiança por todos os poros, muito se deve ao primeiro, cada vez mais uma peça fundamental na manobra ofensiva. O lado esquerdo dos bascos deve ter acabado a primeira parte perto dum ataque de nervos tantas foram as combinações que ambos conseguiram. Duas peças fundamentais do Porto neste momento.
  • Jogada do 1º golo - Ma-ra-vi-lho-sa! Tomada rápida de decisão, aproveitamento dos espaços, jogo interior, Herrera a aparecer no sítio certo e um hino ao futebol. Porque não aproveitar ainda mais vezes o corredor central gente?
  • Brahimi - Muito negeligenciado este rapaz quando não "aparece" mais sobre os holofotes. Mas a capacidade de drible dele é estonteante, a forma como atrai 2 e 3 jogadores e solta a bola, criando desequilíbrios é incrível. No golo de Quaresma, a sua acção é fundamental, tanto na forma como foge ao lateral, como obriga a uma compensação e liberta Quaresma numa zona mais central, com mais hipóteses de ter sucesso. Bravo! 
  • Quaresma - Lançado quando devia, a fazer o que lhe é pedido - arriscar e decidir, sem amuos, sem cara feia, com atitude e vontade. Consigo compreender que todos gostem de jogar de início, mas relembro que Solskjaer (por exemplo), foi dos jogadores mais decisivos da História do United e raramente jogava de início. Uma questão de egos, right?
  • Lopetegui - Apesar da loucura anti-Lopetegui que grassa por essa nação portista, mais uma vez esteve sublime nas mexidas. Em todas alterou o jogo e em todas nos deixou mais próximo de o ganhar. A troca posicional de Quintero e Brahimi. A entrada de Rúben, Quaresma e Óliver... Tudo decisões de alguém que percebe o jogo, lê bem o que o jogo pede, e mexe bem. Quase sempre bem, quase sempre com notórias melhorias na nossa forma de jogar. Mas decerto haverá quem critique isto. Habitua-te a estes desmiolados Lope... E manda-os foder! Assim mesmo, com f. Não é joder; é foder!

(-) Negativo

  • A saída de bola - Já muito foi escrito, dentro e fora da Bluegosfera, acerca desta questão. Continuo a ser da opinião que esta é uma das fases do jogo na qual precisamos de mais trabalho e de correcções. Sabemos que os nossos centrais não são grande espingarda com bola? Então um dos médios tem de baixar para dar apoio, e os laterais têm de estar mais subidos no terreno. Estamos continuamente numa linha de 4 jogadores, sendo facilmente anulados neste processo, O início da 2ª parte deste jogo foi uma clara demonstração da nossa incapacidade de sair perante equipas mais pressionantes, não sobre o portador de bola, mas sobre as linhas de passe mais próximas. Se se quer que sejam os centrais a sair, então eles devem ir progredindo no terreno até surgir um adversário a "fechar portas", e aí soltam num colega que, inevitavelmente estará sozinho. Perdemos mesmo muito tempo a trocar a bola lateralmente entre os 4 defesas, e o pior é que qualquer equipa (mesmo mediana ou até medíocre) já percebeu que pode anular facilmente a nossa saída. Demasiadas vezes incorremos no pontapé longo á custa deste facto. Urge corrigir isto, com alguma celeridade.
  • A "pressão alta" - Poderei estar enganado, mas a nossa capacidade de pressionar tem vindo a piorar nos últimos jogos. Alguma desorganização, gente a pisar os mesmos terrenos e algumas auto-estradas abertas em zonas absolutamente proibidas. Uma dessas fases de desnorte deu aos bascos a única situação de perigo durante a 1ª parte. Não compreendo se tal aconteceu maioritariamente pelo deficiente posicionamento defensivo de Herrera e Quintero, ou à excessiva lentidão de Casemiro, mas a verdade é que aconteceu mais do que uma vez. Também noto que Maicon e Indi nem sempre acertam nas saídas ao portador e nas coberturas. 
  • Novo erro, novo golo sofrido - Passe errado de Herrera, lentidão de Casemiro na reacção, e deficiente leitura de Maicon, que foi batido com uma facilidade inacreditável -  com uma finta que consistiu em trocar a bola de pé, com a maior das calmas. Continuem a tentar corrigir isto rapazes, senão vamos tornar os nossos cardiologistas em bilionários! Nota: mais incrível do que a nossa incpacidade única a nível Mundial de marcar penalties, só a % de eficácia de aproveitamento dos nossos erros por parte dos nossos adversários. Um erro, um golo! Tiro e queda!
  • Casemiro - Lamento colocar-te aqui, logo agora que foste seleccionado para o escrete , mas tenho de ser honesto: não tenho gostado. Bem sei que vem de lesão, e por isso dou-lhe algum benefício, mas tem de se reencontrar. Casemiro parece estar a jogar sempre sob brasas, sempre com uma sofreguidão demasiado elevada, que o leva a falhar a abordagem a incontáveis lances, o que se constata na quantidade de faltas e no número de maus passes que faz. Não sabemos bem como (nem ele sabe, decerto), conseguiu terminar sem ver amarelo. Rúben é, neste momento, um 6 muito mais completo e não consigo ver Casemiro com pernas para ser um 8.
  • Assobios do público - Pura estupidez! É só isso...


Menção Honrosa: Herrera - Inauguro esta nota porque estive aqui numa dúvida enorme sobre se colocava Herrera no + ou no - . Ora, se tivemos hoje alguns fogachos do "Herrera Bom", com participação activa nas jogadas ofensivas, na forma decidida com que colocou a bola na baliza, e com uma abnegação, espírito de combate, resistência, que me fizeram imaginar que terá 3 ou 4 pulmões, aquele gémeo terrível dele, o "Herrera Mau", persiste em não o deixar voar. Continua a ser má demais (malta, má demais mesmo!) a falta de posicionamento defensivo, a forma como desequilibra o meio campo nessas situações e a fraca capacidade de recuperação de bolas (que Oliver e Ruben Neves, correndo bem menos, conseguem com maior facilidade, fruto dum muito melhor posicionamento). E um passe lateral errado numa zona em que não podemos falhar, que deu em golo do Athletic... Estou dividido gringo


Resumindo, 3 jogos na Champions, ZERO derrotas, ZERO pontos perdidos em casa, SETE pontos ao todo e um pézito na próxima fase. A uma equipa totalmente nova, pede-se que vá trabalhando para melhorar. Ajuda - oh! se ajuda - construir a equipa numa base de vitórias. Gostei da resposta dos nossos rapazes neste jogo. Gostei deste jogo. Gostei. Mas aquele nó no estômago antes de ir a Arouca já vai fazendo das suas... Vamos lá "engatar" numa série de vitórias?