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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Bitaites Mundial 2014 - Quartos e Meias-Finais

Quartos de Final

Após a fase de grupos e de uma ou outra boa réplica dos "underdogs" nos oitavos, chegávamos aos Quartos com fortes expectativas face à Colômbia e à capacidade de resistência da Costa Rica. Os jogos continuam a ser disputados com enorme intensidade, com muitos desequilíbrios tácticos de grande parte das equipas (o que poderá ser normal, tendo em conta que para alguns jogadores a época vai muito longa), e com desafios interessantes. De qualquer forma, começa a perceber-se que estes jogos são já para gente crescida, e em jogos a eliminar, nota-se uma crescente tensão em cada jogada, uma preocupação cada vez maior em arriscar pela certa e por isso, com menos espaços para as "loucuras" da fase de grupos.


 O Brasil suou para passar uma Colômbia, que teve em Pekerman o seu pior elemento neste jogo. Sem se perceber porquê, tirou Aguilar da equipa e aí desapareceu grande parte da capacidade de ter bola dos cafeteros. Num jogo disputado a uma intensidade louca, demasiado faltoso e muito confuso a meio campo, foram as bolas paradas a resolver. Uma pena, enorme pena, ver James sair (melhor jogador do Mundial?), mas destaque negativo para a grave lesão de Neymar. 



A Holanda fez tudo o que podia para resolver o jogo nos 90', depois nos 120', mas teve de esperar pelas grandes penalidades para obter a vitória. Robben continua a jogar como se a época estivesse a iniciar-se e só mesmo Keylor Navas (que exibição fenomenal) conseguiu adiar o inadiável. Destaque para mais uma "loucura" de Van Gaal quando lançou Krul aos 120' para defender os penalties. Diga-se que o guardião defendeu 2 e adivinhou sempre o lado para onde os costa-riquenhos atiraram. Fim de um sonho bonito para a Costa Rica. Deixam saudades!



A Alemanha foi super-competente contra uma esforçada mas pouco esclarecida França. Depois de marcar aos 5' por Hummels, soube controlar as operações, defender com critério e sem permitir grandes lances de verdadeiro perigo. Os poucos lances que surgem, esbarram invariavelmente naquele gigante loiro que em 2008 levou os adeptos tripeiros à loucura. Neuer tem um posicionamento invulgarmente perfeito! Uma França rejuvenescida, que vejo como uma potencial candidata a outros vôos em 2016 ou 2018.



Os argentinos continuam sem convencer, mas a ganhar. Defensivamente melhoraram bastante, depois da fraquíssima fase de grupos, e Mascherano tornou-se numa barreira inultrapassável. Face á lesão de Di Maria, aquilo que a Argentina perdeu em velocidade, ganhou em posicionamento defensivo, devido à entrada de Enzo. Um golo resultante dum ressalto, bem aproveitado por Higuaín desbloqueou cedo um jogo que pouco mais teve de interessante. A Bélgica? Enorme potencial, mas um futebol muito dependente de reasgos. Wilmots não convence ninguém... Já agora, Defour, esteve no Mundial?



Meias-Finais


Que! Banho! De! Bola!

Graças a todos os santos, finalmente alguém colocou Scolari no lugar merecido! No futebol moderno, que se acabe de vez com estes treinadores. Scolaris, Josés Motas, Jaimes Pachecos... Estão super ultrapassados. Futebol não é só lutar muito, passar a bola à estrela da equipa e esperar que tudo se resolva num canto ou num livre. Há muito, muito mais! E Scolari não tem definitivamente qualidade para mais do que isto, porque se recusa a evoluir. Um "seleccionador" que não vinha ao Porto ver jogos ao vivo porque não ia percorrer 300 km quando podia perfeitamente ver na TV (palavras dele!)... Um dia farei um post sobre este meu amiguinho.

À Alemanha bastou esperar com paciência pelos suicidas ataques brasileiros para destruir por completo aquele fraquíssimo meio-campo e aquela horrível defesa (Thiago Silva fez falta mas...David Luiz, a pressionar os centrais contrários e Marcelo a fazer recuperações defensivas até ao meio-campo?).
Tendo em conta a simplicidade de processos dos germânicos e o espaço de que dispunham para jogar entre linhas, trocar a bola e baralhar marcações, só quem não viu o jogo desde o início pode ter ficado espantado com tamanha diferença. Exagerado? Não! Tendo em conta a diferença de organização táctica entre as duas equipas e a facilidade com que os golos foram marcados, o resultado só não foi pior porque os alemães decidiram descansar a partir dos 30' de jogo. A Alemanha pode nem ganhar a final, mas deu um recital de futebol neste jogo e escreveu História! O Brasil viveu aqui o mais negro episódio no que diz respeito ao Desporto, e vai ter de repensar muito bem toda a sua estratégia desportiva para os próximos anos. Não chega exportar muitos (e bons) jogadores. É preciso haver quem saiba comandar! Com Parreiras e Scolaris ( e sem Ronaldinhos, Rivaldos e Ronaldos a resolver), não vão lá!



Depois do resultado bombástico do dia anterior, Holanda e Argentina deram-nos um jogo muito fechado, muito táctico, com equipas sempre à procura da melhor forma de defender o seu meio-campo defensivo, e sem grande ideias no ataque. Obviamente tudo redundou num desempate por grandes penalidades, onde Romero brilhou, defendendo as 2 bolas que deram a vitória aos argentinos. A Holanda conseguiu impressionar mais durante o Mundial, mas a verdade é que neste jogo nada fez para alterar o resultado final. A Argentina continua muito sólida defensivamente, mas continua a não convencer absolutamente nada. Sabella está um pouco acima do nível "José Mota-Scolari", mas pouco mais. Como é possível ter retirado Enzo deste jogo (quando estava a ser, a par de Mascherano, dos melhores jogadores)?


Rumo à Final!!



Teoricamente, a Alemanha é favorita para ganhar, porque parece colectivamente muito mais forte, mas... este Mundial tem-nos provado que azul nem sempre é azul, e que o verde às vezes é cor de laranja. 


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Curtas II



«O meu empresário teve contactos com o Fulham em Janeiro. Era bom e era concreto»

«É realmente uma pena que a Bélgica não olhe tanto para Portugal, porque não se fala muito sobre as minhas boas exibições. Se eu conseguisse o mesmo em Inglaterra, se calhar falava-se o dobro de mim.»

Não sou dos que pensa que Defour é uma nódoa, embora não o considere um jogador de encher o olho. Começa a cansar-me esta tendência para estar constantemente a falar de saídas, e demonstrar pouca qualidade dentro de campo. Num dia em que vendemos de vez Castro (o que me entristece, como portista, embora considere que nunca seria indiscutível no nosso meio-campo), dá vontade de apontar a porta da saída a este menino, para lhe fazer a vontade.


P.S.1: Diz Paulo Fonseca - "Lidar com egos e super egos foi muito difícil". Meu amigo, estavas no F.C.Porto - clube mais titulado de Portugal - e não no F.C. Arrifanense. A vida é dura...

P.S.2: A Alemanha ganhou por 3 vezes, mas qualquer argumento serve para provarmos uma teoria (principalmente quando estamos na mó de cima). Por muito que se apregoe humildade para certas bandas, a máscara deste artista cai com uma facilidade gritante. Deselegante - no mínimo - ontem na forma como abordou o trajecto na competição (começo a achar que mostrar números com os dedos é um tique).

P.S.3: Continuo a achá-lo um treinador do caraças (vá, insultem-me na caixa de comentários).