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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Notas soltas

O que leva o Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, Vitor Pereira, a entrar no centro de estágios do Benfica antes do treino da equipa principal (9h50) até, pelo menos, às 17h (hora do final do jogo do Benfica sub-19 na Youth League)? Se fosse ao contrário...


O "malandro" do Lopetegui continua a contratar portugueses para a próxima época. Depois de Sérgio Oliveira e Hernâni, chegou a vez da oficialização de André André. Confesso que gosto muito dele. Por conseguir ter raça e classe na mesma proporção. Com Ruben Neves a crescer cada vez mais, assim como a presença constante de Gonçalo nos treinos da equipa principal não devo ser o único a salivar pela nova época. Posso pedir já um guarda-redes bom, mister? Ou um elixir contra o envelhecimento para o Hélton?

Quintero é a grande desilusão da época. É um jogador que parece de mal com o mundo. Não tem aproveitado as oportunidades que lhe são dadas e numa altura em que podia aparecer devido à lesão de Óliver, dá toda a razão a Lopetegui para o ir deixando pelo banco. Contra o Sporting regressa Casemiro, e o trio só poderá ser Casemiro, Herrera (é bom que atines Héctor!) e Ruben Neves/Evandro. Gosto muito do brasileiro e dadas as dificuldades no jogo interior do Sporting (procura sempre atacar pelos corredores) acho que seria uma mais valia ter o ex-Estoril no 11. Tem a palavra Julen.

Quando até benfiquistas amigos vão pondo no seu facebook que já não conseguem festejar vitórias pelo que se tendo vindo a passar, estamos conversados. Mas se o Porto for sacar este campeonato... Era gajo para ir dançar todo nu para a maior rotunda de Lisboa. Eiiii calma malta, não estou a falar do João Gobern. Estou a falar da Rotunda do Marquês. Fica a promessa!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Arouca vs F.C.Porto

Caros amigos do Blue Overlap, esta vai ser uma crónica diferente visto que tanto eu como o v.a.s.c.o. nos vimos impossibilitados de acompanhar o jogo do F.C.Porto em directo, pela primeira vez esta época. E o resultado não podia ter sido melhor e mais esclarecedor: 0-5, uma goleada (num jogo fora) das que "já não se usa".
Ora, como sabem, temos por hábito deixar correr alguma tinta até que apresentemos a nossa análise ao jogo. Desta vez, admito que toda a análise se baseia no que se escreveu e disse pela CS, Bluegosfera e resumos (curtinhos!) do jogo.

Segundo parece, os primeiros 20 minutos foram disputados, repartidos e ansiosos da parte dos nossos rapazes, tendo inclusive o Arouca tido um remate muito perigoso após nova falha (outra... really?), desta feita de Marcano. A verdade é que em apenas 2 minutos, Quintero numa bomba de fora da área e Jackson, após nova "partidela de rins" de Brahimi e nova assistência, conseguimos colocar-nos numa situação privilegiada no jogo. Dois golos de vantagem, contra uma equipa que provavelmente se iria fechar a 7 chaves durante o 2º tempo. Isto tudo ainda a meio da 1ª parte! Casemiro, outro dos nossos mal amados, de cabeça, colocou o resultado num 0-3 que, segundo pude ler, premiou a equipa mais acutilante, mais eficaz e, porra!, mais forte em campo. Por esta altura, segundo rezam as crónicas, já um penalty nos havia sido sonegado.


Da 2ª parte tenho poucas informações, mas gostei de ver Tello a fazer nova assistência, e Quaresma a oferecer um golo de bandeja a Aboubakar, ambos saídos do banco. Pena aquela outra bomba de Quintero não ter entrado... Ah, e mais um penalty que o homem do apito não descortinou (na sempre insuspeita Liga da Verdade do geloso Rui Santos devemos ser já campeões de Inverno...).

Sigamos para as notas (possíveis):

(+) Positivo


Chegar ao intervalo a vencer... e por 0-3 - Até agora, uma das críticas apontadas ao F.C.Porto era o tempo que demorávamos a "entrar" em jogo - sendo o jogo com o BATE a grande excepção. Desta feita, o jogo estava resolvido e embrulhado em 45 minutos, não dando azo a que o adversário pudesse acreditar sequer em reagir e devolvendo a tranquilidade necessária para se ir crescendo, ganhando e dando confiança a todos os intérpretes (e alguns, bem precisam e merecem). E, já agora, para dar algum descanso às nossas válvulas cardíacas...

Quintero - Está numa daquelas fases deslumbrantes este rapaz. Um golo belíssimo e (de acordo com o que li), um verdadeiro "10", a distribuir jogo, a assistir companheiros, a finalizar jogadas e a espalhar qualidade técnica (que tem, em grande quantidade). Que continue a crescer!

Brahimi e Tello - Havendo mais jogo interior, haverá menos homens para tentar parar estes dois senhores. E em duelos de 1x1, há poucos que os possam/saibam parar. E uma vez criado o desequilíbrio, meio golo está já feito. Simples!

Jackson e Aboubakar - Falo apenas deste jogo, apenas dos golos, mas são os tipicos golos de avançado que sabe onde deve atacar, como se movimentar, e finalizar de forma simples. O primeiro é um tanque de bom futebol, o segundo, um porta-aviões que nos deixa mais repousados quanto à necessidade de alternativas.

Quaresma - Neste momento, os titulares TÊM de ser Tello e Brahimi. Como não alinho na histeria "Quaresmista" (no fundo, o subterfúgio para todos os que odeiam o nosso Lopetegui), falo perfeitamente à vontade. É assim que Ricardo nos pode ser útil - entrando como verdadeira arma de arremesso em momentos mais avançados do jogo, disponível para ajudar, disposto a correr, assistir ou marcar. E se assim se mantiver, que continue a iniciar jogos no banco!

A saída de bola - Não falo do que (não) vi, mas li em diversos locais que a nossa saída de bola esteve diferente (para melhor!) nesta partida. Que houve um médio a recuar para iniciar a construção e que os laterais já estavam mais adiantados nessa fase. Coincidência ou não (com toda a honestidade), tudo culminou num saboroso 0-5... 

(-) Negativo


Outro erro... Outro erro... Outro erro... - Lá está, o jogo de futebol é feito de sucessos e falhas. Se o F.C.Porto marcou 5 golos, foi porque provavelmente obrigou o Arouca a errar mais vezes, fruto também das diferenças de qualidade técnica entre os intervenientes dum lado e do outro. Mas é sabido que, no geral, ganha quem comete menos falhas. Aos jogadores do Porto pede-se que errem menos do que os outros, como é óbvio. Ou pelo menos que, quando errarem, seja numa zona em que podemos ainda remediar. Penso que na última época e em alguns momentos desta, tem havido uma relação quase patológica entre os sucessos dos adversários e os nossos erros (alguns deles, imperdoáveis, está claro!). Escrevia no último post que era impressionante a eficácia tremenda das restantes equipas aquando das nossas falhas mais "clamorosas", por assim dizer. Tal acontece porque temos tido erros em zonas onde não podemos (mesmo) inventar. Penso que isto é muito claro! Temos, portanto, de continuar a trabalhar para corrigir estas situações, trabalhar para errar menos e ainda mais longe de zonas de perigo. E quando tal acontecer, que esteja lá aquele gigante, estilo desengonçado (de quem pouca gente gosta... mais outro) a safar-nos dessas situações, como Barrigana, Mlynarczyk, Zé Beto, Baía e Hélton fizeram durante décadas. 



Quem diria, hein? Goleada fora de casa, por números tais que o último treinador a vê-los do banco tinha sido um Senhor chamado Jesualdo (e penso que tal deve contar como um record positivo para Lopetegui, não?). Uma exibição segura, mais alguma serenidade e a diminuição da desvantagem "louca", "brutal", "irrecuperável", "imperdoável", "inadmissível" de 4 pontos, para apenas 1. Boas exibições de alguns mal amados, e a confirmação de alguma estabilidade nas peças escolhidas (e quem sabe, a puta da conversa da rotatividade poderá amainar por uns tempos...).

Obviamente que, como ouvi num ou noutro programa, ou li em diversos comentários de portistas que sabem mais de bola do que Guardiola, Ancelloti, Mourinho e Guus Hidink juntos, há quem não concorde com esta análise. "O Arouca facilitou", "a nossa linha defensiva é uma merda", "o Quaresma devia jogar sempre", blá, blá, blá... Ganhemos por 1, 2, 5, 6 ou 10-0, nunca vai ser suficiente. Já o disse antes: Lopetegui está marcado à partida e não tem como escapar. Inimigos fora e dentro de portas, todos prontos a minimizar os sucessos e a salivar pelas derrotas para rematarem com o cobarde (assim, com "b", como na minha Terra se diz) "Eu bem avisei...", da ordem. A minha paciência para essa gente está esgotada há muito tempo... 


Tal como antes do jogo iniciar, estamos ainda muito longe do que quer que seja. Não éramos péssimos antes, não somos excelentes agora. Somos uma equipa a crescer, a tentar estabilizar, a ganhar ritmo e entrosamento. Haverá decerto alturas melhores do que a de Sábado, mas também vai haver piores e, sobretudo, mais difíceis de ultrapassar. Essas são as alturas que definem campeonatos, como bem sabemos. E, meus amigos, apenas as verdadeiras EQUIPAS conseguem ultrapassar esse tipo de obstáculo. E esta equipa, que tem tido o "seu" público como principal obstáculo antes de qualquer outro, pela forma como tem vindo a batalhar e a querer corresponder, tem tudo para ser uma das "verdadeiras". 

P.S.: Foi o primeiro jogo da época em que os co-autores deste blog não puderam seguir as incidências do jogo em directo (meu caso), ou pela TV (caso do v.a.s.c.o., que desencantou um rádio lá no fim do mundo em que esteve durante uns tempos). Resultado: goleada! Rezamos todos os dias para que tal não tenha passado duma coincidência... Caso contrário, dedicar-nos-emos a acompanhar pesca desportiva para o que resta da temporada!
 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

F.C.Porto vs S.C.Braga

Ao fim de 3 empates para o campeonato, uma vitória! At last! Suada, sofrida, não tão bem jogada como noutros jogos, mas uma vitória! 3 pontos!
Já tinha tido oportunidade de ver o Braga jogar, e lembro-me de ter pensado que Sérgio Conceição talvez ainda estivesse num processo de construção e descoberta das melhores peças (tal como vem acontecendo com Lopetegui) e que tem ali matéria prima para fazer coisas engraçadas. Foi por isso que não estranhei as dificuldades que os bracarenses nos impuseram e a forma como quiseram discutir o jogo no Dragão.

Meus caros, é óbvio que queremos sempre um F.C.Porto dominador, avassalador, triturador, rolo compressor e tudo o mais, mas vamos apanhar adversários com iguais ambições e com qualidade. Barcelonas, Chelseas, Madrids, Bayerns também apanham "sustos", felizmente não jogam sozinhos nas suas Ligas e, como tal, não estamos imunes a jogos difíceis como o de Domingo.


A primeira-parte evoluiu com as dificuldades (que se repetem...) na saída de bola, novo erro em zona perigosa que deu origem a que um passe lateral fosse desviado para a nossa baliza (um verdadeiro case study a capacidade que os nossos adversários têm de aproveitar o mais pequeno deslize, diga-se de passagem), e uma equipa a viver sobretudo dum flanco direito absolutamente demolidor (Danilo, Tello e Oliver.. Nossa!). Sendo certo que o meio-campo do Braga esteve muito bem a anular os movimentos de Oliver e Herrera (péssimo, péssimo jogo), não consigo concordar que se diga que o resultado ao intervalo era justo. Na verdade, embora não tenhamos carburado a todo o gás, também me parece que justificámos mais estar em vantagem, que só a barra, o GR contrário e algumas más decisões no último momento do processo ofensivo conseguiram impedir.

Lopetegui percebeu onde era necessário mexer, arriscou um meio-campo de tracção ofensiva, e até aos 70 minutos o domínio foi total. Quintero deu-nos uma fantástica capacidade de jogar por dentro do bloco adversário, soltando Tello, Brahimi, Jackson e Oliver, e mais uma vez só nos podemos queixar das más decisões em alturas fulcrais para que belíssimas jogadas não terminem em golo. Depois da vantagem, e de se perceber que Brahimi estava em dia "mais-ou-menos", o jogo pedia Evandro, pedia maior segurança em posse... Tal não aconteceu. Foi curiosamente com o trio que mais me entusiasma (Rúben-Oliver-Evandro) que o Braga começou a crescer, a ter muito espaço para pensar e definir jogadas, e a deixar-nos a todos num sufoco. Valeu a capacidade de luta para aguentar o aperto final do Braga. Ainda assim, fiquei sempre com a ideia que poderíamos ter aproveitado o imenso espaço que se criou no meio campo defensivo adversário para "matar" o jogo mais cedo.

(+) Positivo 


Jackson - Sim, coloquei-o aqui mesmo não havendo golos dele. O nosso capitão está aqui por aqueles 2 ou 3 carrinhos que fez em diferentes momentos do desafio. Quando o nosso capitão, que por acaso é o avançado, vem atrás dar o exemplo daquela forma, a equipa reage. Ser líder também é isto. Mas também contaram aquelas recepções "impossíveis", a forma como aguenta a bola usando o físico e as tentativas de abrir vias para a baliza. 

Quintero - Se em Lviv fez uma entrada em campo fabulosa (como o v.a.s.c.o. bem escreveu), neste jogo foi o MVP. Entrou, percebeu o que tinha de fazer, que terrenos pisar e quem solicitar. Esteve solto, deixou-se de toques inconsequentes, rasgou meio campo e defensiva arsenalista e marcou um golo. Falta algum trabalho de posicionamento defensivo e, sobretudo, de capacidade de recuperar bola - ou pelo menos, de dificultar um bocadito a vida a quem a tem e não veste uma camisola azul e branca. Será desta Quintero?

Danilo - Um jogador à Porto! Quilómetros e quilómetros de luta e bem jogar. Subiu quando sentia ser a melhor altura (e foi, quase sempre), combinou de forma diabólica com Tello, ainda teve tempo para retirar do jogo quem caiu do seu lado. E chegou ao fim do jogo sem estar agarrado aos joelhos. 

Indi - Já merecia um golo este rapaz. Compensa as deficiências no jogo aéreo com um posicionamento impecável. Joga simples (porque sabe que não é nenhum Cannavaro), e anda constantemente atento às (demasiadas) perdas de posicionamento de Alex Sandro. Alguém se tem lembrado de Mangala?

Lopetegui a ler o jogo - Mister, tem sido na "mouche"! Recapitulem praticamente todos os jogos do Porto este ano e vejam bem a quantidade de vezes em que Lopetegui acerta em cheio nas alterações feitas. Sejam alterações no desenho táctico, sejam mudanças de jogadores em zonas-chave, este mérito ninguém lhe pode tirar (sendo também certo que tem um leque incrível de potencial à sua disposição). 


(-) Negativo 

Novo erro "estúpido" - São erros que decorrem da forma de jogar? Verdade. São fáceis de trabalhar e corrigir? Sem dúvida! Mas depois do que vimos começar a acontecer há cerca dum ano atrás, deixam-nos histéricos... Comecem lá a sofrer golos em que um gajo diga "ora, aqui está um tento de belo efeito do adversário!". Ou a não sofrer golos.  

Lopetegui a abordar o jogo - Não fosse a grande capacidade de mexer nas peças durante o jogo e corríamos sérios riscos de estar mais abaixo na tabela. Vamos vendo aqui um Lopetegui mais hesitante. Por exemplo, se no jogo passado (jogo de Champions, fora...) ainda compreendi que Marcano estivesse como 6 mais destruidor e posicional, não fez tanto sentido desta feita. Se contra os ucranianos precisávamos de equilíbrio defensivo na altura da perda porque os "brasileiros" de Donetsk são velozes e bons tecnicamente, desta feita precisávamos de quem soubesse "jogar" mais, procurar mais apoios frontais e ir permitindo que Oliver e Herrera não necessitassem de descer tanto. Algumas dúvidas que persistem porque há várias opções que vão dando respostas díspares quando jogam? Hesitação em dar pendor ultra-ofensivo ao nosso jogo tendo Quintero, Oliver, Brahimi, Tello e Jackson, apoiados por dois alas que estão sempre no apoio? Mister, arrisque! Em nossa casa ou fora, os resultados vão aparecer! (Só não aposte mais em Casemiro, Rúben e Herrera ao mesmo tempo). O que mais me chateia é que, fora o jogo com o BATE, fico sempre com uma sensação de 1ª parte "perdida" quando vejo que depois consegue facilmente alterar por completo qualidade de jogo com uma ou duas alterações.

Herrera - Um meio-campo mais pressionante e foi um festival de más decisões de Herrera. Precisa, urgentemente, de trabalhar esta componente de jogo (saber rodar, atacar o jogo de frente), para se tornar num médio capaz. Para já, só é capaz contra blocos baixos e com muito espaço para jogar. Trabalha "hombre"!

Alex Sandro - Os dois cortes fantásticos que fez para limpar duas "quase-asneiras" de Maicon foram das coisas mais positivas da exibição de ontem. Mas aquela 1ª parte foi para esquecer. Perdas de bola, passes sem nexo, uma tremideira gigante e uma incapacidade de conseguir aguentar a posição quando tinha adversários pela frente. Lutou, terminou o jogo a despejar bolas "à Candal" (preferível a fazer ofertas ao adversário) mas terminou de rastos. Se compararmos com os jogos de Angel, temos de admitir que o espanhol esteve globalmente melhor.

Brahimi - Uma assistência e as qualidades que fazem dele um jogador fabuloso. Esteve tudo lá. Faltou soltar a bola em muuuuitos lances, com colegas melhor posicionados. Alex Sandro fartou-se de fazer "overlaps" (tinha de dizer, claro) para nada. Nem uma bola. Nicles. Niente. Pareceu-me também desposicionado demasiadas vezes na transição defensiva... Ainda assim, tem um talento absurdo (ao vivo então, é qualquer coisa) e sabemos perfeitamente que a qualquer momento decide um jogo. 

Jogar em posse, também para defender - Não gostei, confesso, dos últimos minutos de jogo, embora consiga compreender... O Braga arriscou tudo e, após dois jogos com erros e 4 empates quase seguidos, qualquer jogador prefere mandar o tradicional "charutão" para onde está virado, em vez de se pôr com flores. Principalmente num Estádio onde ao primeiro passe mais atrasado já se começa a ouvir um burburinho ensurdecedor. Mas preferia que tivéssemos optado por gerir melhor a posse de bola nos útlimos 10 minutos, em vez de lhes dar 2, 5, 8 hipóteses de recuperar facilmente a bola por nós despejada e voltar a carregar. 

Ganhámos, mas não chega. Ganhámos mas leio por essa bluegosfera que não jogámos nada. Ganhámos mas isto tem de ser muito melhor. Ganhámos mas não senti um Estádio satisfeito. Soubemos reagir mas nem assim os jogadores conseguem puxar pelo (estupidamente) "exigente" público. Ganhámos mas o atrasado mental que se senta atrás de mim continua a "descascar" em tudo o que veste azul e branco. Ganhámos mas continuei a verificar que há quem não goste de ver os últimos 10 minutos, no Estádio, depois de pagar por um lugar. 

Não é exigência: é só estupidez.

Lembram-se do que disse no final do jogo em Alvalade
Erros contra o Porto: natural. 
Erros a favor: é da fruta. 
Lance dúbio sobre Alex Sandro: "Simulação! Nunca na vida é penalty! Olha, só porque lhe dá um toquezinho na perna, o gajo atira-se logo... Pfff!". 
Lance dúbio sobre um dos gajos equipados à Arsenal: "Uma vergonha, era penalty claro! O vosso treinador não vem chorar agora?". 

E nem vou falar do abraço fraterno do Maxi ao rapaz arouquense, dentro da área, quando ainda havia 0-0 no marcador... Nem eu, nem as capas dos sempre imparciais jornais deportivos! Nem eu, nem os arautos da verdade desportiva nos seus programas (?) semanais, que ontem tiveram o desplante de perguntar "lá para casa" se as pessoas achavam que o Porto tinha sido beneficiado pela arbitragem no jogo de ontem. Poderiam tê-lo feito nos 3 jogos anteriores do Porto para o campeonato? Podiam, mas assim deixavam de ser uns cretinos primários.


P.S.: O Gobern, ainda respira? Tanta bala perdida por aí...


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Porto vs Moreirense

Em dia de derby lisboeta, o Porto recebia o Moreirense, de regresso à 1ª Liga, no Estádio do Dragão. Uma boa casa com de 35509 adeptos recebia um Porto com algumas novidades no 11, a começar pela defesa. Face à lesão de Alex Sandro, José Angel foi titular (e é tão bom não adaptar jogadores) Oliver e Brahimi acompanhavam Casemiro no meio-campo, enquanto Adrian e Quaresma compunham as asas do ataque liderados pelo capitão Jackson Martinez.



Com uma primeira-parte muita fraca em termos de velocidade, foram poucas (ou mesmo nulas) as oportunidades de golo. Dominámos as estatisticas com muita posse, muitos ataques mas... faltava o resto. O Moreirense jogava com 11 homens atrás da bola e com duas linhas (defesa e médios) praticamente juntas. A lentidão do nosso jogo não ajudava a desmontar o xadrez que a equipa de Miguel Leal trouxe até ao Dragão. Jose Angel fez uma primeira-parte fraca. Quaresma idem. Adrián ninguém sabe se chegou verdadeiramente a sair do balneário ou se o fecharam lá dentro sem querer.

Mas uma segunda-parte melhor, onde todos pareciam melhorar a nível individual foi o suficiente para ganhar a uma equipa do Moreirense que vinha para perder por poucos. Só que as dores nas pernas atacam ambas as equipas... Casemiro por exemplo, foi o primeiro que se sentiu estar sem gás e imaginação para continuar em campo. Hoje Lopetegui demorou um bocadinho a mexer na equipa mas... mexeu bem. Ruben Neves entrou e a bola passou a circular com mais rapidez. Numa jogada interessante pela direita com Quaresma e Brahimi como intervenientes, a bola acaba a passar em frente à linha de golo com 4 jogadores azuis e brancos pronto para finalizar. Foi Oliver Torres quem acabou por empurrar a bola para o fundo das redes de Marafona, inaugurando assim o marcador. E como diria esse poeta do futebol Cristiano Ronaldo: "os golos são como o Ketchup" e saindo o primeiro vinham mais a caminho. O segundo nasce de uma saída épica de Marafona da baliza que acaba por lesionar Oliver no ombro numa bola dividida, a bola acaba por sobrar para Jose Angel (muito melhor na 2ª parte) que cruza para Jackson marcar. 2-0 e o resultado estava feito. Entrou Quintero para o lugar do nosso anãozinho espanhol, ainda a tempo de falhar um penalty e de estar na jogada do terceiro golo. Movimento tipico da direita para o meio, bola em Adrian e Jackson com um remate seco e colocado a fazer o 3-0 e arrumar de vez com o jogo. 5 jogos, 5 vitórias 0 golos sofridos são numero muito bons neste inicio de época. Vamos a notas...

(+) Positivo


Ruben Neves - Veio dar a velocidade que Casemiro não conseguia. Ou por estar cansado ou por ter comido demasiada picanha ao almoço. Enquanto o Brasileiro parecia muito preso de movimentos e demorava muito tempo a entregar a bola, o nosso puto entrou e veio dar velocidade na circulação de bola e rotatividade. Aparecia sempre do lado a oferecer linhas de passe mais recuadas. Muita qualidade nos seus pés. 

Danilo - Um dos melhores. Tentou sempre levar a equipa para a frente. Movimentações interessantes no meio (como ele tanto gosta) a ocupar espaço interior quando estávamos sem bola e a confundir marcações quando estávamos em posse. Rematou, correu, sempre insatisfeito. Estou a gostar muito do seu inicio de época.

Jackson - Mais um jogo, mais dois golos. Foi uma autêntica ilha na primeira-parte, no meio dos centrais do Moreirense. E como a equipa melhorou na segunda-parte, Jackson marcou. Quando é bem servido o colombiano faz golos. Fechada a época de transferências, está aqui uma bela "manutenção" !

(-) Negativo


Adrián - Uma "barata tonta" na primeira parte, ficando seguramente com as orelhas bem quentes. Aqueles 45' iniciais, parecia que o Porto jogou sempre com 10. Estivesse onde estivesse era sempre menos um. Muito fraco. Alguém dizia e bem no Twitter que parece o Torres à procura do seu espaço no Chelsea. No segundo-tempo melhorou aos poucos e ainda assistiu Jackson para o ultimo golo. A qualidade está lá, falta a Lopetegui saber tirar o melhor do espanhol.

Lopetegui - Mister, eu sei que temos tido um bromance ultimamente mas hoje não fiquei contente. Muito tempo para mexer na equipa quando era óbvio o que estava a correr mal e quem não estava a jogar bem. A insistência na largura mesmo quando o Porto estava em vantagem (ainda 1-0) é algo que não consigo entender pois era dado espaço ao Moreirense para progredir com a bola. Mexeu bem, é um facto. Ganhámos? Sim. Mas arriscou-se demasiado com o "deixar passar o relógio".

Quintero - Entrou para o lugar do lesionado Oliver e entrou com cara de quem estava obstipado há já vários dias. Jackson e Brahimi deram-lhe a bola para marcar o penalty e o colombiano falha de forma... muito denunciada to say the least. Esta malta quer toda jogar mas quando lhes são dadas oportunidades (parece que) dão tudo para não voltarem a calçar.


TWEETOLÂNDIA 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Bitaites Mundial - Mundial 2014 - Fase de Grupos

Tudo o que é bom acaba rápido, passa rápido, e esta emocionante fase de grupos passou a correr.

A sério... Foi. De. Loucos!



Num Grupo com Inglaterra, Itália e Uruguai, passa a Costa Rica em primeiro. A Nigéria bate o pé à Bósnia e coloca a Argentina em sentido. O Irão quase conquista um empate (e até merecia a vitória) contra a Argentina. Grécia apura-se a segundos do fim depois de dois jogos fraquinhos (Euro 2012 anyone?). EUA avançam para a fase seguinte deixando Portugal e Gana de fora. Espanha e uma renovada Inglaterra são eliminadas logo na 2ª ronda. México ombreia com Brasil e massacra Croácia. Colômbia encanta o mundo! França e Suíça "salvam a honra" europeia. Argélia elimina Rússia, com Halliche e Slimani como figuras de proa. Suárez morde um colega de profissão. Quintero, Jackson e Varela marcam. Herrera espalha classe a cada jogo! James começa a mostrar que é um jogador de topo (finalmente, na minha opinião), e justifica outros voos para longe do principado! Defour, depois de passar o ano aflito com o Mundial, não joga a titular e quando tem hipótese, é expulso.

Ufa! Até fiquei cansado! Nesta 3ª jornada, o mais difícil foi escolher os jogos a acompanhar!




( + ) Positivo
  • Sempre na luta: tem sido algo que me tem deliciado! Grande parte das equipas (Portugal está, obviamente, fora deste grupo), demonstra uma capacidade de luta fora do normal. Dou o exemplo do Equador que, mesmo praticamente eliminado (precisava de 2 golos) e com menos 1 jogador, terminou o jogo encostado à área francesa e com todos jogadores a correr como doidos já para lá dos 90'. A FIFA desconfia de doping? Eu acho que é boa preparação física! E mental... E táctica...
  • Tudo doido: não me canso de dizer: está a ser uma maravilha este Mundial! Pode haver muitos erros individuais, por vezes desorganização táctica, mas há golos (alguns fabulosos), ritmo frenético, parada e resposta, defesas incríveis. Quem poderia pensar que um Equador-Honduras poderia ser um regalo para a vista?
  • Equipas Americanas: agressivas, lutadoras, organizadas, bem orientadas. Em suma, tudo o que é necessário para se ter sucesso.
  • Surpresas: Costa Rica. Los Ticos. Bem organizados, com um meio campo extremamente trabalhador e competente (apaixonei-me por Tejeda, que ainda joga pelas Américas...), uma linha avançada supersónica, um seguríssimo Navas na baliza e uma determinação férrea. Jogam para ganhar, sabendo das suas limitações. Quando se pensava que seriam o "bombo da festa", foram os primeiros. Não perderam um jogo e apenas sofreram um golo. Bravo! Saliento também o México, com o nosso Herrera a "explodir" (especialmente contra a Croácia!!). Defesa serena, liderada pelo veterano Rafa Marquez, um Super Ochoa na baliza (aquele jogo com o Brasil é memorável), Herrera como maestro e Giovanni dos Santos e Peralta, duas setas apontadas á baliza adversária. E ver aquele louco Miguel Herrera no banco é priceless. Uma palavra para o Chile e Argélia apurados em grupos terríveis!
  • Holanda, Colômbia e França: os primeiros guiados por um audaz Van Gaal, conseguiram anular completamente a concorrência. 9 pontos em 3 jogos! A Colômbia, com um James sublime ao comando colhe frutos da exportação de jogadores e dá-se ao luxo de ter Guarin, Jackson, Bacca e Quintero no banco. Uma mistura entre experiência e a geração de ouro do Mundial de sub-20 que promete imenso para a próxima fase! Já tinha confidenciado a amigos que achava que os franceses tinham uma bela selecção e, partindo como outsiders, poderiam chegar longe. Gostei imenso de os ver contra Suíça e Equador. 
  • Figuras: James, Messi, Fernando Santos, Klinsmann. Queria escolher muitos mais mas não pode ser! Já falei de James; Messi tem alternado 89 minutos de desaparecimento dos jogos com assistências impossíveis (mal aproveitadas) e golos geniais (leva 4/5 dos golos da Argentina). Fernando Santos conseguiu um feito heróico - conseguiu levar uma selecção envelhecida, descrente, lenta, a um apuramento que tem tanto de heróico como de merecido. Depois de dois jogos péssimos, belíssima exibição contra Costa do Marfim. Defensivamente quase perfeitos, rapidíssimos e mortíferos nas saídas para contra-ataque. Karagounis, com 37 anos, um farol em campo, e um Samaras cheio de classe na frente. Holebas tem-me enchido as medidas, na lateral esquerda. Cuidado com eles! Klinsmann revelou ter feito trabalho de casa. Montou uma equipa equilibrada, que já sofreu o revés de perder Altidore (lesionou-se contra o Gana), e conseguiu um apuramento mais do que merecido, frente a adversários com obrigação de fazer muito mais.
( - ) Negativo
  • Relvados: sem servir de desculpa, porque ao fim e ao cabo temos assistido a jogos fenomenais, mas são uma merda (pardon my french). Buracos e mais buracos, sinto-me a ver jogos no Estádio de Barcelos!
  • Entradas assassinas: tudo bem que a malta tem lutado. Mas tem havido cada entrada mais descabida... Vermelhos desnecessários, jogadores que ficam em risco de se lesionar gravemente... Lutar, tudo bem, mas com modos, sim?
  • Arbitragens: Continua a haver demasiados casos. Não consigo conceber que não se marque aqueles penalties a favor de Costa Rica e Irão, frente a Itália e Argentina, respectivamente. Escandalosos!!
  • Equipas europeias: (Espanha, Inglaterra, Itália, Portugal e Rússia). Começa a ser altura de cada clube e cada Federação de cada país começar a pensar seriamente em desenvolver jovens de qualidade, que não acabem emprestados em qualquer Desp. Aves -  tapados por "Luquinhas", "Rodriguinhos" e "Rodriguez", que muitas vezes não têm metade da qualidade. A culpa é de todos mas, acima de tudo, é do Negócio em que se transformou o futebol europeu. As Colômbias, Méxicos e Chiles agradecem!
  • Equipas Africanas: o episódio do "avião de dinheiro" do Gana é sintomático da desorganização que grassa nas Federações destes países. Não basta ter estrelas a jogar na Europa. É preciso bons treinadores e boa organização. Ah! E explicar aos meninos que representar o país vale mais do que qualquer prémio de jogo. E que quem não estiver de acordo, bem pode esquecer a Selecção... Sou um romântico...
  • Brasil e Argentina: colectivamente (não pude ver o jogo do Brasil contra os Camarões) , continuam a não me convencer. Possuem das melhores individualidades, mas toda a fase de construção e transição ofensiva parece pobre e a defesa passa por demasiados sobressaltos. Continuo a achar David Luiz um jogador banal e Marcelo e Dani Alves desequilibram imenso a equipa. Ramires não joga porquê? E Fred tem lugar cativo? Quanto à Argentina, está anos-luz à frente da Argentina de 2010 (Maradona, como treinador, não dá...), mas ainda assim parece-me demasiado insegura a meio campo (não consigo entender como Enzo Perez não joga em detrimento de Gago) e demasiado dependente de flashes individuais na frente. Messi tem servido, mas...
  • Suarez: irradiem-no do desporto, por favor! Cretino!
  • Portugal: ridículo. Em breve, análise detalhada.




Seguem-se os oitavos de final. Preparem esses corações, escolham os vossos favoritos, comprem as pipocas e deleitem-se com futebol espectáculo!
Aqui vai a tabela de jogos.



P.S.: A nossa habitual tweetolândia, autoria do meu caríssimo companheiro e amigo v.a.s.c.o., reúne os tweets mais engraçados que se lê no decorrer dos jogos. Neste Mundial fiquei viciado. Criem conta no Twitter, adicionem @portadezanove, o bem conhecido Jorge do Porta 19, e deleitem-se com as análises aos jogos deste magnífico Mundial. O Homem é genial!


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Os que falam demais...

Já aqui tinha falado sobre este tipo de situação, relativamente às declarações de Defour no final da temporada. Tem-me enojado ouvir Reyes, Quintero e companhia dizerem que "fizeram uma boa época" e que "se sentem bem preparados para o Mundial".
Como é? Então a época 2013/2014 foi só uma espécie de pré-temporada para estarem fresquinhos no Mundial? Desculpem a franqueza, mas quem é que estes merdosos pensam que são?? Reyes, Defour, Quintero... São uns jogadorzinhos de meia leca, ainda que com pontecial, que neste momento não contam para nada no plano do futebol europeu - quanto mais mundial!! Afinal é este corja de meninos que estão a actuar pelo nosso Porto? É a estes anormais que pedimos garra para obter vitórias; é a estes nojentos que queremos incutir o que é "Ser Porto"? Já sei, já sei, são profissionais e a preocupação deles é a gestão da carreira... Mas são jogadores com contrato que têm de respeitar a instituição. Que saudades dos tempos da "Lei da Rolha" no F.C.Porto. Isto não é nada e espero, com toda a sinceridade, que encostem estes artistas à parede. Falta de Respeito!

Agora vamos rir um bocadinho. Declarações de Abdoulaye, hoje, a'O Jogo:


"... o que senti com Luís Castro foi que não apostou em mim..."

"Até me deu a impressão que, com ele, uma dupla Abdoulaye/Mangala não podia existir. Foi o que me pareceu nos treinos, ou pelo menos foi o que me transmitiu."
"O que eu preciso é de jogar. Se não fôr no Porto terá de ser noutro lado. Se for para ficar parado, ou ir para o banco, prefiro procurar uma saída."
"Tivemos problemas nas laterais que penalizaram os centrais."
"Sei o que correu mal, mas tenho obrigações para com o clube e não posso falar."


Não me vou alongar em comentários. Não poderia esperar que o triste e distante par de neurónios deste rapazola começasse a funcionar, como por milagre. Mas acho inaceitável um jogador colocar em cheque um treinador e os colegas de equipa, em público. Não tem lugar no Carrazeda de Ansiães F.C., nem como aguadeiro, quanto mais no F.C.Porto. Mandem-no embora, pelo amor de Deus!

P.S.: Parece que Iturbe sempre sai do Porto. Não aprofundarei a notícia, mas estou curioso para saber quanto do valor pago pelo Verona (ao que parece, 15M€) vem parar aos nossos cofres. Nunca fui bom a trabalhar com percentagens...