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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Liga Sagres - Porto vs Vitória S.C.

Finalmente!


Finalmente a bola rolou a sério no impecável relvado do "nosso" Dragão, e os artistas tiveram a palavra. Finalmente terminou este "defeso" empolgante, histérico, absurdo, estranho, fantástico que, como é habitual, deixou a massa adepta portista dividida em dois grupos: os eternos "velhos do Restelo", de súbito transformados em grandes sumidades das áreas da Economia e do Alto Rendimento em Futebol, críticos de todo e qualquer investimento por nós feito, e de toda e qualquer venda por nós somada, teimando em querer terminar à força o ciclo pejado de vitórias de Pinto da Costa e Antero Henriques; do outro lado, a facção mais entusiasta, para quem o campeonato já se tornou numa formalidade, tamanha a qualidade suprema que temos à disposição. 
Como nunca fui fã de extremismos, e não morro de amores pelo 8 ou pelo 80 (talvez por sempre ter tido dificuldades em escrever o 8 à mão), a minha pre-época foi passada a rir à gargalhada com a quantidade avassaladora de idiotices que se foi escrevendo por aí, tanto em posts como em comentários. No fundo, consigo compreender. Há fome de títulos e, quando tal acontece, a lucidez esfuma-se e as hormonas entram em polvorosa.

A época começou mal para os meus lados. Por motivos familiares, acabei por dar entrada no Estádio com o jogo a decorrer - coisa que terá acontecido uma vez em toda a minha vida, e foi por culpa do meu avô que tinha deixado os cartões de sócio em casa - e foi por pura sorte que vi, de joelhos no chão para não ser chacinado pela fila que tentava atravessar, o primeiro golo desta época.

O jogo transmitiu-me boas sensações, tal como alguns dos jogos da pre-época o fizeram, na medida em que me pareceu haver uma tentativa da parte de Lopetegui para corrigir alguns dos problemas que afectaram alguns dos nossos jogos na época transacta. Mais jogo interior, ainda que o uso das alas continue a ser o caminho preferido para os desequilíbrios; os nossos 8 a aparecerem com mais regularidade em zonas de finalização e entre linhas; uma melhor reacção á perda da bola e de forma mais organizada (embora não tão compacta como acho que poderia e deveria ser); trabalho de casa nas bolas paradas ofensivas; redução das oportunidades clarasde golo do adversário a 0; faltas tácticas em catadupa sempre que alguém da formação contrária ousava sequer pensar em criar um desequilibrio. 

Foi o primeiro jogo da época, contra um adversário que - sejamos honestos - procura ainda descobrir uma identidade (ou não tivesse sido goleado há pouco tempo, em casa, por uma equipa pouco mais do que fraca), mas as sensações foram boas. Nesta fase, mais importante do que produzir ópera, é ir ganhando, porque um início de temporada construido sobre vitórias pode ser muito mais importante do que deslumbrar em todos os jogos.

É também bom que os rapazes vão ganhando mas que não embandeirem em arco. Que Imbula perceba que tem imenso por onde melhorar, que Danilo comece a perceber melhor os posicionamentos defensivos, que Aboubakar continue a trabalhar como um touro, que Maxi e Varela continuem a emprestar eperiência à equipa e que alguém espete 4 tabefes no Herrera sempre que ele fizer asneiras.

(+) Positivo


A importância de ter um GR que saiba jogar com os pés - Uma afirmação válida para Casillas ou para Helton (não conheço tão bem Gudiño). Se repararem com atenção, o nosso início de construção modificou imenso do início do ano passado para o início deste ano. Centrais abertos com o jogador 6 a baixar, e os laterais bem subidos. Obviamente, tal não será alheio ao facto de termos na baliza dois GR que funcionam muito bem como líberos. É na velocidade com que a bola sai daquela zona, e se ultrapassa a primeira fase de pressão adversária que se nota uma grande melhoria em relação ao ano passado. Ah e, foda-se, era o Casillas na nossa baliza. O Casillas!! Foda-se!

Maxi Pereira/Varela - Vou agora dizer algo que poderá ser muuuuito polémico: ter uma ala direita formada por Maxi e Varela dá-me mais conforto do que se fosse formada por Danilo e Quaresma. E o tempo, estou certo, dar-me-à razão. E porquê? Danilo é um excelente jogador e Quaresma um excelente artista. Tacticamente, o primeiro tinha de passar o jogo todo ao "sabor" das pinceladas do outro. Varela e Maxi têm um grande defeito, que é ao mesmo tempo uma qualidade. São limitados, mas sabem-no melhor do que ninguém. Como tal, colectivamente, dão um equilibrio muito maior ao jogo do Porto. Quando Varela começar a escorregar a cada drible que tentar fazer, e quando Maxi levar o seu inevitável cartão vermelho, decerto muitos irão pedir cabeças, chamar-lhes-âo velhos, dirão que um é lampião infiltrado e caceteiro e o outro estava bem era no Parma. Mas enquanto os temos ali, olhem com atenção. Vejam bem a forma como Varela fecha por dentro quando a bola está no outro corredor, e a forma como isso aproxima a equipa e nos deixa melhor colocados para recuperar a bola. Ou como Maxi apoia o ataque, quase sempre sem perdas de bola perigosas e com a intenção clara de dar apoios aos colegas. Vejam bem aquele último golo e digam se não concordam. Muito honestamente, que se foda de onde vêm um e outro. Se se baterem sempre assim pelo meu símbolo, tanto melhor.

Aboubakar - De repente, uma bofetada de luva branca mesmo no meio do meu focinho, que é para aprender a não ser impaciente. Num ápice, toda uma alteração no comportamento táctico e técnico deste rapaz, como se nos quisesse dar oe melhor de dois mundos: por um lado, a capacidade de jogar entre linhas, de receber, rodar, fixar e dar a bola a um colega (como naquela assistência primorosa desperdiçada estupidamente por Herrera); por outro lado, a força, o ímpeto, a aceleração, a capacidade de choque, e o violento remate. Sem entrar em grandes euforias, porque ainda me lembro da época em que Maazou marcou um hat-trick no primeiro jogo e assim ficou até... ao final da época, foi um assombro ver o bom do Bouba a jogar. Desejo que tal se mantenha, e que haja sempre paciência para os nossos avançados. Incluo também Osvaldo e André Silva neste pacote. Cada vez mais, no futebol moderno, um avançado é um jogador de equipa, que aparece mais vezes em zona de finalização, ao invés do "matador". Agora, não me venham com merdas: ele não tem 22 ou 23 anos. Nem eu, com quase 30, tenho tantas rugas pá...


(-) Negativo

Herrera - eu e o v.a.s.c.o. não gostamos do Herrera. Ponto final. Não é nada pessoal porém. Meramente uma constatação de factos. Herrera tem 4 pulmões e 3 pares de pernas. Herrera parece-me ser um gajo porreiro, que empresta a casa para churrascadas. Será capaz de fazer umas coisas interessantes de vez em quando, porque foda-se, ás vezes lá calha bem. Mas é, na minha perspectiva, um jogador perfeitamente banal. Porque decide muitas vezes mal, estragando um sem número de jogadas de potencial perigo, ou porque por vezes e incapaz de fazer um passe de 3 metros sem parecer que está a tentar agredir o pé do colega de equipa com a bola, mas principalmente porque NÃO SABE POSICIONAR-SE! Não sabe malta! Passa o tempo todo perdido, ora escondendo-se quando deveria dar linha de passe, ora pressionando o jogador errado e abrindo crateras na nossa transição defensiva. Se Herrera corre muito, também é verdade que corre mal. E nestas coisas dos desportos colectivos com bola, correr muito é tão espectacular como ter boa voz e trabalhar numa carpintaria. Essencialmente, deve correr-se bem, ocupar bem os espaços porque quem deve correr muito e, se possível, de forma veloz, deve ser a bola. Ainda assim, acreditem que aprecio o esforço do nosso atleta com menos tempo de descanso desde o final da época passada. Mas, falando a sério, não perderemos qualidade se o vendermos. 

Alex Sandro - antes que me batam, este (-) que aqui está, prende-se com duas razões essenciais: a primeira, fortíssima e totalmente lógica será, porque me apetece. Apetece-me. Ponto. A segunda é porque, ao fim de 3/4 épocas de Alex Sandro no Porto, já enjoa tanta puta de tanta vez que este soneca é "comido" nas costas por estar desatento. De resto, uma jóia de moço. Quando faz estas estupidezes, era colocà-lo a apanhar o sabonete à frente do Danilo, do Imbula e do Cissokho, a ver se ele não aprendia a estar atento ao espaço nas costas...

Idiotice do Público - estou a cagar-me para o que se possa dizer por aí: quem vai a um Estádio de futebol, para ver a sua equipa jogar, e ao fim de 10 minutos dedica uma monumental assobiadela a um jogador que já não é um portento de técnica e que praticamente está a fazer duas temporadas seguidas, por causa dum mau domínio, é idiota. É um perfeito e magnífico idiota. É gente estúpida, que não percebe bolha de desporto, que não faz ideia do que significa estar ali e errar. Não comprendo, nunca vou compreender, ou sequer aceitar, que se assobie um jogador da própria equipa. É mentalidade de gentinha. Comigo essa não cola. Não gosta, fica em casa. Finito!


Primeiro jogo, primeiros três pontos. Primeira jornada, primeiros casos graves de arbitragem. Graças a Deus, nenhum deles teve influência no decorrer das partidas em que ocorreram, Era o que mais faltava, depois de um ano de tanta isenção e de verdade desportiva, termos um campeonato manchado com erros de arbitragem grosseiros, sempre a favor dos mesmos. Deus nos livre. Irony Mode: Off. 

Para a semana, é preciso matar o borrego. É preciso chegar á Madeira e ganhar, ganhar, ganhar! Por meio a zero, não interessa. Se ganharmos, com tudo o que as idas ao arquipélago significaram na época passada, é uma vitória que vale bem mais do que 3 pontos. Se não ganharmos... Vai chover xóriças, como dizia a outra...


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Bitaites tácticos

Depois do clima de guerra-fria que por aí anda na Bluegosfera, depois de Osvaldo (bem-vindo) e de Cissokho (bem-vindo de novo), bitaites sobre o jogo jogado durante esta pré-época!

São apenas alguma considerações dos jogos transmitidos da pré-época (Borussia Monchengladbach, Schalke 04, Valência e Stoke City) que na minha opinião merecem destaque. E sim, aceito umas aulinhas de Paint.

Coisas Boas

4x2x3x1 - Apesar do medo imposto por Paulo Fonseca, a expressão "duplo pivot" é uma espécie de Voldemort para os lados do Dragão: "The one who shall not be named". Mas a ideia é boa e com os jogadores à disposição de Lopetegui é de aproveitar. Com transportadores como Imbula ou André André e um 6 mais fixo, a coisa parece ter (boas) pernas para andar. Parece-me que só funcionará com Bueno. Ou melhor, funcionará melhor com Bueno. Brahimi também poderá aparecer por ali, mas o espanhol é mais forte pela facilidade em chegar à área e pelo hábito de actuar como segundo avançado. O golo frente ao Stoke mostra que o "tamanho de anão" esbarra na movimentação sem bola que confundiu os centrais ingleses. Muito importante ter dinâmicas diferentes.

A saída de bola com 3 atrás - Parece ser um upgrade em relação à época passada. Sem trocar a bola dentro da nossa área com o guarda-redes a ir à queima. O jogador na posição 6 baixa para o meio dos centrais e estes alargam o campo. Isso permite que os médios não baixem tanto para pegar no jogo, nem que a bola entre sempre nos laterais tornando a nossa saída de bola muito previsível. Com a capacidade de passe longo de Ruben Neves, a bola poderá facilmente "queimar" linhas.


A liberdade dada a Brahimi - E só a Yacine. Livre como um cavalo selvagem. Há um tipo de jogo com ele, e outro sem ele. É lhe dada grande liberdade de movimentos. O Porto fica muitas vezes com 4 médios pelo centro do terreno. Se estamos em posse é o lateral do lado dele (normalmente será o esquerdo) que sobe bastante para dar largura e o Porto acaba por chegar ao ultimo terço do terreno com muita gente. Se estamos a iniciar construção, Brahimi arrasta marcadores directos e cria buracos na defensiva adversária, para além de oferecer mais linhas de passe aos centrais/médios que iniciam o jogo. Dinâmica interessante e para seguir esta época: Yacine Brahimi, a deambular livremente dentro da organização Portista.


Imbula - O senhor "20 Milhões" vai ter muita de gente a segui-lo e a lambuzar-se de raiva e inveja para o ver falhar. Mas este chavalinho promete deixar mossa. É dono de um conceito que já não vemos há uns anos: Um box-to-box com pés. Uma espécie de anti-Herrera. Parece-me que precisa de aprender algumas noções de posicionamento e de perceber quando deve ou não acelerar o jogo, mas se fosse um jogador com tudo sabido não tinha vindo para nós... A sua passada larga vai permitir ao Porto acelerar muito o jogo aquando da recuperação de bola. Isto se Lopetegui deixar!

Melhor controlo de profundidade e de distância entre linhas - Principalmente no Torneio de Colónia foi notória a melhoria deste aspecto. Linhas próximas, que tornam a equipa mais compacta e consequentemente bloqueia a criatividade ao adversário. A imagem em baixo ajuda a perceber qual o posicionamento correcto a ter quando não temos bola, pois desta forma o adversário não tem onde jogar/criar. Era das melhores qualidades da equipa de Vitor Pereira - equipas curtinhas em campo. As marcações quase a nível individual entopem a criação do adversário, principalmente quando o movimento sem bola é lento e previsível. Gostei muito mesmo.

Coisas Menos Boas

Centrais a pressionar - Viu-se alguma vezes (Borussia, Schalke e Stoke) e não gostei particularmente dessa hipótese. Indi, Marcano e Maicon (mas esse faz mesmo quando não é mandado...) a abandonarem a linha defensiva para irem pressionar um elemento mais à frente. A imagem abaixo é esclarecedora do perigo que estes comportamentos, por vezes impulsivos, podem causar. Não existe sequer uma linha, quanto mais um "linha defensiva". Marcano sai da sua zona e vem pressionar o portador da bola que devia estar a ser vigiado por um médio. Se este se vira, vai criar automaticamente um 2x3 em posição frontal com a nossa baliza. (E porquê é que é importante ter essa linha? Porque dessa forma os jogadores estão mais próximos, é mais fácil controlar a profundidade e executar uma possível defesa em linha, etc.) A REVER COM CARÁCTER DE URGÊNCIA. 


Indefinição de tarefas em 4x3x3 - Falou-se muito na falta de criatividade da equipa e da necessidade de comprar mais um médio. Mas o principal problema que ajudou à falta de golos nesta pré-época foi a indefinição de tarefas dos jogadores a actuar na posição 8 e 10 quando a equipa estava em 4x3x3. Quem sobe, quem fica, quem aparece na área, quem aparece à entrada da área, quem desce para pegar no jogo no inicio da construção, quem aparece entre linhas... O único que entendia melhor o que a equipa precisava era Evandro (mais na posição 10) que apareceu muitas vezes entre-linhas a receber, dando de seguida na ala ao extremo subindo para área (obrigando de alguma forma o 8 a ficar para trás). Se a indefinição é táctica, não há jogador que possa resolver isso. A rever.

Corredor central - Vemos muitas vezes os extremos (variando onde a bola cai) a vir (demasiado?) para dentro. A equipa fica (em teoria) mais compacta mas perde largura quando quer acelerar os jogo. Têm de ser os laterais a darem-na com subidas pelo flanco mas ao mesmo tempo expõe muito a equipa a eventuais contra-ataques.

Destaques Bons

André André - Já gostava muito dele. Ao contrário do Z (certo, rapaz?). Acho que tem o espirito certo, para o clube certo. É um dos nós que ali está. Mas é muito mais do que um "André Castro". Tem pés e uma noção de posicionamento que equilibra sempre a equipa e impede buracos na organização da equipa, seja a defender ou a atacar. Vai ser um jogador importante porque apesar de ser um 8, pode fazer qualquer uma das posições de meio-campo. Ah, e sem refilar, não é Defour?

Ruben Neves a 6 - Só pode ser 6. Não se pode pedir que seja um "Polvo" porque tem demasiado futebol nos pés. A qualidade nos passes da primeira parte do jogo com o Schalke foi deslumbrante. Opção a ter em conta principalmente em jogos com equipas muito fechadas, tal é a facilidade com que coloca a bola a 30 ou 40 metros enquanto boceja. Um mini-Pirlo em potência. E esta "volta ao mundo" no jogo com o Schalke? Txiiii...

Varela - Um regresso cheio de vontade do Drogba da Caparica. Até cantos marcou (e bem diga-se), com a bola a cair na marca de penalti. Sim, continua com aquelas recepções em que parece ter o pé furado tipo glitch do FIFA ou PES. Mas dá muito à equipa sem bola. Fecha bem, procura o meio, aparece bem na área, temporiza à espera da subida do lateral para criar o overlap. É um extremo diferente, um extremo de equipa. A época passada a saltitar entre clubes deve ter sido suficiente para perceber onde realmente está bem.

Danilo Pereira - É um Panzer. A facilidade com que faz recuperações sem recorrer a carrinhos é incrível. É "só" colocar o caparro à frente. A nível fisico, Imbula e Danilo dão à equipa centímetros e músculo. Dá mais segurança defensiva à equipa que Ruben Neves, e impõe mais respeito. Retira-lhe talvez alguma qualidade de passe. Mas atenção, está longe de ser um "taco".

Maxi - Apesar de não estar ainda nas melhores condições físicas, adorei a sua capacidade já conhecida de mandar aquele empurrãozinho, bloqueio ou cacetada quando perdemos a bola. Um dos problemas da nossa transição defensiva no ano passado foi o de "sermos mansos". Maxi ajudará nisso! Lembram-se quantos amarelos o Deco levava por época sempre na transição defensiva?

Lichnovsky - Boas indicações. Levou com Huntelaar e Crouch que não são propriamente fáceis de marcar e ninguém os viu muito em jogo. Prometedor. Precisa de minutos na Primeira Liga para (continuar a) crescer.

Destaques Menos Bons

Maicon - 7 anos. SETE. E a evolução é demasiado lenta. No jogo com o Borussia por exemplo, foi ridículo o número de lançamentos longos que fez da defesa até Aboubakar. E culpo-o a ele, e não Lopetegui porque esses lançamentos diminuem para menos de metade quando não está em campo. Coincidência? I think not. Sempre os mesmo erros. Sempre as mesmas falhas. Sempre as mesmas paragens cerebrais. Dasssss...

Herrera - Do pouco que jogou, foi logo notória a sua presença em campo. Pelo piores motivos. "Oh Vasco, lá estás tu a perseguir o homem" Eu juro que não estou. Revejam o jogo com o Stoke ou com o Valência e vejam a quantidade de más recepções ou passes errados que o Héctor fez e que resultaram na perda de posse/bola da equipa. Tendo Evandro, Sérgio Oliveira, André André, Imbula como comparação é assustador o seu controlo de bola. Admito que esteja exausto, e para isso a muito contribuiu a participação na Gold Cup depois da época longa. Mas não me parece que tenha lugar este ano no plantel. E eu adorava que ele me provasse o contrário porque tinhamos todos a ganhar com isso. 

Tello - Foi o primeiro do plantel a chegar ao Olival para debelar uma lesão trazida da época anterior, atitude essa que muito apreciei. Andou pelo Twitter a espalhar a hashtag #VAMOSPORTOCARALHO e pôs os adeptos todos malucos. Ainda está muito em baixo de forma, sem aparecer em jogo, sem rasgo e sem brilho, mas ainda assistiu os colegas duas vezes. Ao contrário dos outros dois, não estou particularmente preocupado com a sua fase negativa. Sei que o Speedy Gonzalez espanhol vai subir de rendimento.



E para vocês quais foram os pormenores mais interessantes da pré-época? A nível colectivo e a nível individual?




quinta-feira, 9 de abril de 2015

Porto vs Estoril

Fonte: zerozero.pt
Resultado e exibição. É nesta dicotomia que reside grande parte do equilíbrio do desporto, sendo certo que queremos sempre que o primeiro factor seja o positivo, não é menos verdade que uma época de grandes resultados e exibições magníficas enche-nos mais a alma do que uma época de grandes resultados e exibições q.b., ou vice-versa. Evidentemente, todos os tipos de combinação podem acontecer no decorrer duma época, e embora fosse excelente que o F.C.Porto estivesse a ganhar 5-0 aos 20 minutos da 1ª parte de grande parte dos jogos, há sempre aquela "coisa" que se chama "adversário" do outro lado que - espantem-se - também tem objectivos para cumprir (independentemente da qualidade dos intervenientes).

Ora, neste jogo, penso que se conseguiu um resultado óptimo, numa boa exibição. Não foi excelente. Não foi q.b.. Foi boa.

E se a considero "só" boa, em nada se deve a alguns sinais de nervosismo que - especialmente durante os primeiros 20/25 minutos - a equipa denotou, especialmente no capítulo do passe. O que mais me preocupou, independentemente do resultado obtido, foram alguns sinais de "regressão" no capítulo da reacção á perda de bola, e na constante sensação de faltar alguém a aparecer entre linhas no meio campo efensivo. Foi nesse capítulo que mais evoluímos entre os meses de Fevereiro e Março, mas penso que foi isso que mais faltou nas 2 últimas partidas. E acredito que isso também terá que ver com a quebra de rendimento de Herrera, e com a ausência de Jackson.

Também me tem preocupado algum cansaço em algumas pernas da zona do meio-campo. O que será normal, tendo em conta as exigências dos últimos meses, mas não deixa de ser algo preocupante.

Fica na retina a forma alegre como a equipa jogou, especialmente depois de ultrapassada a barreira mental do 1º golo. E também o facto de nunca se ter tirado o pé do acelerador, apesar do jogo estar decidido ao intervalo.

Vamos a notas.

Positivo (+)

Post-match meeting - A vida bluegosférica trouxe-me muitas boas surpresas. Duas dessas surpresas, transformaram-se em saudáveis, seguras, saborosas amizades. Falo, obviamente, do Miguel Lima e do Jorge Vassalo, brilhantes escribas dos não menos brilhantes Tomo III e Porto Universal, que já há muito tempo fazem parte da minha consulta diária. Desta vez, a cereja no topo do bolo, com a presença dos ilustres companheiros de luta do Jorge, Ana e João, de quem já muito ouvira falar. Muito embora o tempo tenha sido curto para tanto que havia (e há) para conversar, é também por isto que vale sempre a pena uma deslocação ao Dragão, numa 2ª ou num Sábado, com chuva ou com sol. Para mim, o "6º golo do jogo". 

Quaresma - MVP, sem margem para qualquer dúvida. Quaresma foi hoje um jogador de 90 minutos, incansável na forma como aparecia a dar linhas de passe, sublime nas combinações ofensivas com Danilo, mágico sempre que optou pelo 1x1, tirando aqueles cruzamentos com veneno que só ele sabe tirar. Um Quaresma batalhador e sempre ligado á corrente (ainda que, especialmente na transição defensiva, nem sempre o tenha feito da melhor forma, como direi à frente), como se deve esperar dum jogador com a sua experiência e "estatuto" no seio duma jovem equipa. Chapeau!

Dupla M&M Renovada - Decorriam os 10 primeiros minutos e já Alex Sandro levava mais bolas ganhas pelo ar do que Indi. Já pensava mentalmente que teria de "cascar" no rapaz outra vez, sempre devido ao mesmo problema. Mas Indi provou ao longo dos 90 minutos que a noite de 2ª Feira era uma noite de segurança lá atrás. Quanto a Marcano, tirando alguns passes longos muuuuito mal medidos, presentou-nos com a sua habitual qualidade. E sobreviveu a nova tentativa de homicídio de Fabiano. Neste momento, pelo menos com Marcano presente, as duplas M&M que podemos ter em campo dão todas as garantias de segurança.

Brahimi - Concedo que o argelino pode abusar um pouco nas tentativas de lance individual. Ainda assim, não temos qualquer outro jogador que consiga prender e fixar 1, 2, 3 ou 4 adversários junto à linha, soltando nos colegas na zona mais central, e criando inúmeras situações de desequilibrio/superioridade numérica noutras zonas. Na 1ª parte, Quaresma e Danilo tiveram quase sempre grande parte do corredor direito em modo "auto-estrada" e em muito o devem ao argelino. Uma pena aquele lance em que a categoria que revelou ao aparecer em zona frontal e retirar 2/3 defesas do caminho, tivesse faltado na finalização.

Danilo - Não conheço muitos jogadores com a força mental para fazer um jogo tão bom, dias depois de se saber que seguirá para um colosso Mundial como o Real Madrid. Danilo foi... Danilo. Como sempre nos habituou, mesmo nos jogos menos conseguidos. Incansável a defender, a atacar, a comandar (como um verdadeiro capitão deve fazer), não desistindo de nenhum lance, nunca virando a cara à luta, coroando a exibição com um golo sublime, em jogada por si iniciada. Danilo vai deixar MUITAS saudades.

O 4º golo - Uma jogada de futebol absolutamente maravilhosa. Como é que se diz? Um golo a transbordar de "nota artística"!


Negativo (-)

Herrera - Está de rastos o nosso mexicano. E quando Herrera está de rastos, a equipa ressente-se (especialmente Óliver, forçado a correr o dobro e sempre sem apoios frontais seguros, também por não haver Jackson, mas muito por haver um fantasma no lugar de Herrera). Na Choupana já tinha sido dos primeiros a ficar com os "bofes de fora". Na 2ª Feira, foi por demais evidente que está num delicado momento de forma.

Quintero - Quando foi chamado a jogo, pensei que fosse a noite em que ia regressar em grande. Que íamos ver um Quintero com atitude competitiva adequada a um clube como o F.C.Porto. Quando Hernâni decidiu arriscar o remate em vez de lhe endossar a bola (que, sem dúvida, seria a melhor opção), consegui ver as "trombas" que colocou, lá do alto, da fila 21 da Arquibancada. E percebeu-se que o amuo se manteve, principalmente porque Hernâni, uns minutos depois, voltou a preferir o remate, ao invés do passe (aqui, duvido que o passe fosse a melhor opção. Para meninos como Quintero tenho pouca paciência, confesso. Muito pouca, por sinal. Se o menino quer jogar mais, tem semanas após semanas de treinos para o demonstrar. E tem os jogos, seja durante 90, 120, 45 ou 5 minutos. E se Quintero prefere andar de beicinho em vez de jogar futebol, porque o colega do lado foi mau e feio e não lhe passou a bola, então mais vale ir para o Bursaspor desperdiçar o seu talento. Aqui, tenham paciência, não quero disso.

A reacção à perda de bola - Péssima, desorganizada, quase sempre com um péssimo timing, e com péssima harmonia colectiva. Vou dar aqui um exemplo, dum jogador que está nos +, e este exemplo em nada belisca o que disse do mesmo jogador: Quaresma. Todo o Mundo delirou com a sua recuperação de bola já perto do final, sobretudo pela forma como correu desalmadamente, quando o jogo estava "feito" e poderia já convidar a gestão de esforço. Eu digo, e espero que não levem a mal, que foi preciso chegar quase aos 90 minutos para ver uma situação de pressão defensiva de Quaresma a ser relativamente bem feita. Isto porque o nosso rapaz (e não só, mas como peguei nele para dar o exemplo, assim continuarei) passou grande parte do jogo a fazer sprints enormes, chegando à bola sempre tarde, desequilibrado, sendo quase sempre facilmente ultrapassado com um simples toque para o lado. Ora, o que é isso de "reacção à perda de bola"? É aquilo que a equipa deve fazer, colectivamente, sempre que perde a posse da bola, para a reconquistar o mais rápido possivel. Para que tal aconteça, é necessário que todos os sectores estejam próximos, que todos os jogadores estejam bem posicionados e, sobretudo, posicionados em relação à zona onde está a bola. E isso nem sempre acontece; ou se acontece, é apenas de forma parcial, porque há um maluco qualquer que decide desatar em correrias perfeitamente escusadas atrás duma bola que não traz perigo (como quando é passada ao guarda-redes adversário, e o Aboubakar, que está a 40 metros, acha que consegue pressioná-lo se correr na sua direcção), e apanha os restantes companheiros em contra-pé (ou contra-mão, como preferirem). Pressão alta não é ter jogadores a correr desalmadamente na direcção da bola, ou do adversário. Agressividade não é ter os jogadores a fazer carrinhos de dentes cerrados. Defender tem tudo que ver com posicionamento. E só quando a equipa funciona em bloco, tornando muito difícil que um sector seja ultrapassado sem que o sector seguinte esteja pronto a recuperar a bola logo a seguir, em que os jogadores estão próximos e, para além de pressionar o portador, pressionam também as linhas de passe mais próximas, só aí se pode considerar que a tal reacção à perda da bola está a ser bem feita. A nossa, não foi boa, não foi competente, e contra um Bayern ou Benfica, TEM de ser MUITO melhor. Mas muito!

3 pontos de diferença para o 1º classificado, numa jornada a anteceder uma difícil desclocação a Vila do Conde. Manter o bafo quente a bater no pescoço, orelhas e costas do Benfica, até ao jogo da Luz é o mínimo que se "exige". Sempre com bons resultados e... que se fodam as exibições, que nesta altura da época, já não há espaço para "floreados".



   

segunda-feira, 2 de março de 2015

FC Porto x Sporting

Julen Lopetegui ao colocar Evandro a titular revela ao mundo o que já se sabia. Vem ao Blue Overlap para saber o que fazer quando tem dúvidas. E faz bem, mister. Eu e o Z cá estaremos para o esclarecer sempre que necessário.

Exibição avassaladora do Porto. Organizados, pressionantes, agressivos, com qualidade, com bola, a impor-se na sua casa e a mostrar que quer continuar a perseguir o Benfica. Controlámos o jogo de uma forma absoluta. Aliás, Fabiano terá certamente a esta hora um processo disciplinar movido pela estrutura do FC Porto por falta de comparência. Mais a sério, foi uma noite de trabalho mas também de magia. Grandes golos em grande jogadas. Mas vamos por partes. Primeira-parte até aos 20 minutos equilibrada mas daí em diante só deu Porto. Mais um jogo onde as oportunidades se multiplicaram. E o que dizer do passe de Jackson? Consegui ouvir o sorriso de Zlatan orgulhoso do colombiano. Mas a noite foi da nossa "motinha". Tello deu uma lição de como finalizar em 1x1. 3 golos sempre na cara de Rui Patricio. Que este jogo o liberte da (hipotética) pressão que existia na sua cabeça. Na segunda-parte o domínio manteve-se. Brahimi algo apagado saiu para entrar Quaresma, mas a pareceria Jackson-Tello voltava a fazer moça na defesa sportinguista. 2-0 e o Porto começava a respirar melhor. Até ao final do jogo muita cabecinha em deixar o Sporting (tentar) criar perigo mas o desgaste do jogo com o Wolfsburgo fez se notar.  Resultado final 3-0 que reflecte a total superioridade da equipa azul e branca motivada acima de tudo por um Tello matador, um meio-campo muito forte em termos de pressão e agressividade e numa gestão inteligente dos momentos do jogo.
Por ultimo há que dizer que o  Sporting não jogou um pinTello (desculpem...)

(+) Positivo


Tello - Estão dissipadas as dúvidas sobre a qualidade do espanhol?! Que jogão. Na pressão aos jogadores do Sporting quando queriam começar a construir, na forma como foi procurar as diagonais tão comuns aos extremos produzidos em La Masia, a calma como finalizou os 3 golos sem ser sôfrego. Até a nível defensivo esteve impecável! Ter Brahimi, Tello e Quaresma (e Hernâni!) é um luxo meus amigos. 

Jackson - Que estupidez de passe, moço. Nem no FIFA ou no PES dá para fazer aquilo. Com mais a estupidez de golos que leva, menos de 35 milhões no final da época é uma má venda. Será certamente um dos avançados mais completos do Mundo. Para além de continuar a ser um saco de porrada em TODOS os jogos. 

Evandro - Um jogador que me enche as medidas. Juro que festejei ao saber que estava incluído no 11 titular. Sim, sou maluquinho a esse ponto. Com Óliver de baixa é o jogador que torna a sua ausência suportável. É agressivo sem bola, tem muita qualidade com ela nos pés, sabe posicionar-se e equilibrar a equipa, sabe aparecer na ajuda a Jackson. Trouxe a solidez ao meio-campo que não existiu no Bessa e com a falta de minutos nas pernas foi bem substituído. Enfim, é um médio muito completo e tem de continuar no 11. 

Lopetegui - Acreditem se quiserem mas o basco fez as duas substituições que queria quando eu estava a falar nelas. A de Quaresma por Brahimi e mais tarde a entrada de Rúben Neves por Evandro. Está cada vez mais identificado com o clube e a sua leitura do jogo do banco é fantástica. Ah, e está imparável a nível de comunicação. Vê-lo no fim a festejar com os jogadores foi fofinho e sintomático de que se respira confiança naquele balneário.

Herrera - Podia ter marcado um golo de levantar o estádio não fosse aquela coisa parva da finalização. Foi muito importante na intensidade que deu ao meio-campo com a sua habitual disponibilidade física de um gajo todo mamado em Red Bull. Esteve muito bem no passe (muito melhor que no Bessa) e na forma como aproximou as linhas da equipa entre transições. Não vamos baixar a forma agora, pois não Héctor?

( - ) Negativo 

Brahimi - Não está bem. A qualidade continua lá mas parece ainda procurar a melhor forma. Agarrou-se demasiado à bola e continua pouco objectivo. 

O efeito "50 Shades of Grey" no Futebol - Vitória de Guimarães, Basileia, Boavista e Sporting. Têm todos fetiche por pancadinhas, cara!#@? É que são jogos inteiros a distribuir pancada pá.

Artur Soares Dias - O que dizer daquele critério de faltas? Sim, o Casemiro deu muita lenha e podia ter visto um amarelo. Mas quando o William pegou com duas mãos no Tello e o arrastou até ao chão e o menino de amarelo marca canto estamos conversados. A estupidez de faltas ofensivas marcadas tirou todo o adepto portista do sério. A não expulsão de Cedric, o William a distribuir lenha... Absolutamente ridículo. 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Moreirense x Porto

Jogo no sempre difícil campo de Moreira de Cónegos e em véspera dum derby Lisboeta que se correr para o nosso lado, pode irá pôr o Benfica sobre brasas. Estando obrigados a ganhar todos os jogos até ao final do campeonato (e esperar que o SLB vá largando pontos), Lopetegui repetia o onze deixando os "titulares" Indi e Brahimi no banco. Moreirense bem organizado (tem pinta o mister Miguel Leal).

Uma primeira parte bem definida pelo Z ao intervalo por "meh". Um relvado em mau estado acabou por obrigar Cardozo e André Marques a sair lesionados. Porto controlador mas pouco incisivo. Acabou por chegar à vantagem através de who else but Jackson Martinez. Herrera descobre Jackson e o colombiano num remate forte, ainda que batendo num defesa, acaba por fazer o 1-0. Até ao intervalo foi um bocejo geral, apesar do Moreirense sempre que tinha bola (e espaço) criava perigo.
A segunda-parte iniciava-se nos mesmos moldes da primeira. Porto controlava, Moreirense aguentava. Casemiro fez o 2-0 aos 58' depois de um bom cruzamento de Herrera novamente. Tello ainda teve 2 excelentes oportunidades mas não conseguiu repetir o golo da jornada anterior. Fabiano ao contrário da primeira-parte (onde tem uma defesa ridícula a um remate fácil) foi decisivo ao aguentar o 2-0 algures pelos 60 minutos. Com uma saída à Helton, impede o remate de José Pedro. Se Moreirense marcava ali... Até ao fim controlo absoluto do Porto com algumas situações de contra ataque que sempre soubemos resolver da melhor forma. E houve ainda tempo para os regressos de Brahimi e Aboubakar. Vitória incontestável. 3 pontos e vamos desejar que o derby traga boas noticias.

(+) Positivo

Jackson - Fez o golo 5000 da história do clube. Marcar simbólica de um avançado que nunca foi completamente consensual entre os adeptos mas... É um avançado completo. Quando faz aqueles movimentos fora da área de costas para a baliza. aguenta cargas, segura, temporiza e a dá a bola aos companheiros... Meu Deus. É um animal físico, um animal técnico, um animal finalizador. Jogaço.   

Marcano - O espanhol é sinónimo de segurança. A leveza com que limpou tudo pelo ar ou pelo chão foi incrível. Muito mais consistente e seguro que Maicon esta época. Não complica passes, não complica alívios e parece sempre muito concentrado durante o jogo. Titularíssimo para mim. 

Casemiro - Jogaço! Tanto eu como o Z temos deixado o brasileiro com as orelhas quentes nos pós jogo desta época. Mas ontem Casemiro apareceu em todo o lado a recuperar bolas. E as dobras? Ui! Um bom jogo do brasileiro a dar muita consistência ao meio campo defensivo.

O lado bom de Herrera - Se se abrisse o crânio de Héctor, iamos ver que existem 2 chips. O bom e o mau. O chip bom faz com que Herrera descubra Jackson em lances como o primeiro golo, meta a bola pronta para Casemiro encostar no 2-0 ou que apareça sempre junto das alas a oferecer soluções de passe. O chip mau... é tratado mais abaixo. Herrera foi determinante mesmo no meio de algumas cagadas.

(-) Negativo

O lado mau de Herrera - "As diarreias mentais de Héctor" daria uma boa tese de futebol. Provavelmente um dia teremos de arranjar uma categoria "mais ou menos" para o Mexicano. Aquele seu jeito atabalhoado quando sem bola em transição defensiva em que parece não fazer ideia de onde se deve posicionar, é angustiante. Depois de uma falta parva de Quaresma, quando a equipa saia para o ataque, o Mexicano decide colocar o braço esquerdo para receber a bola numa zona perigosa relativamente perto da área portista. What the fuck Héctor?!

Os passes longos/mudanças de flanco - Passes de 30/40 metros de um lado ao outro do campo. São bonitos de se ver quando são bem executados e podem apanhar o adversário descompensado. Mas quando há Maicon e Herrera como executantes é desesperante ver a quantidade de bolas perdidas dessa forma. Até quando vamos insistir nisto? 

Xistra a ser Xistra - Horrível durante os 90 minutos. Um penalty por marcar sobre Maicon na primeira-parte. Faltas ridículas assinaladas aos jogadores do Porto onde o mínimo toque, mesmo que no mindinho, eram motivo para apitar. E ainda conseguiu uma coisa fantástica que foi travar um ataque portista ao deitar Óliver ao chão... 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Académica vs F.C.Porto

Entrar a todo o gás, resolver cedo a partida e ter tempo para gerir o jogo com serenidade. Num Mundo ideal, deveria ser este o resumo base para todos os jogos contra os(as) Académica/Gil Vicente/Moreirense/etc. deste Campeonato.


Do jogo, o essencial fica dito com a entrada agressiva (no melhor sentido do termo) na partida, com uma pressão intensa, forçando o adversário (muito inferior) a cometer erros, e a não poder almejar a muito mais do que ficar cá atrás e rezar. E tudo poderia ter sido ainda melhor, não fosse aquele fora-de-jogo pentelhétrico tirado a Jackson logo aos 3'. 

A equipa jogava sempre no meio-campo ofensivo, com os centrais bem subidos no terreno (um pouco à semalhança do que aconteceu, por exemplo, durante toda a 2ª parte no Estoril), e foi com alguma naturalidade que os golos surgiram. E que belíssimos golos Jackson!!

Ao intervalo, com toda a honestidade, o jogo estava "arrumado", faltando apenas saber de que forma a Académica tentaria reaparecer no jogo. O golo de Herrera, logo após o reatamento (que diagonal fantástica e que passe delicioso de Tello), desfez essa possibilidade, e deixou-nos em modo de "velocidade de cruzeiro" até ao final, conseguindo fazer repousar algumas das principais peças (embora quisesse ter visto menos Jackson e mais Aboubakar) e sempre numa toada muito passiva, evitando cartões amarelos desnecessários.

No final, uma vitória justa, numa exibição sólida, serena, a deixar uma ideia de crescimento e estabilidade na equipa, que pode ser um belíssimo tónico para o jogo importante contra o nosso mais directo rival no próximo Domingo. Isto num terreno onde o ano passado teremos feito a pior exibição de que tenho memória. Num Estádio onde, há não assim tanto tempo, jogadores e equipa técnica saíram com orelhas a arder e eu, confesso, fiquei muito perto dum ataque cardíaco. Um maluco este Lopetegui a pregar-nos "partidas" destas, hein?


(+) Positivo

Jackson - A sério que não entendo como ainda há quem não esteja "convencido" com a qualidade do colombiano. Se os números já dizem muito, a forma que tem vindo a demonstrar durante esta época e a qualidade de alguns dos seus movimentos e golos são um certificado de competência e de qualidade que poucos avançados que por cá passaram alguma vez demonstraram ter. O 2º golo é magnífico! 

Óliver - Não me vou cansar de colocar aqui o seu nome enquanto mantiver a qualidade exibicional que tem vindo a exibir. Consegue fazer todo o "trabalho-sujo" envergando fraque. Intelegentíssimo sem bola e a transpirar classe com ela nos pés. Ah, e tem 19 anitos... Repito: COMPREM-NO, JÁ!

Rúben Neves - Sejamos sinceros, Casemiro tem estado muito bem, mas sabemos que temos aqui um diamante nas mãos. Nosso, só nosso. Um "míudo" que ninguém pode acreditar ter apenas 17 anos. Eu, não acredito! Parece-me ser o jogador indicado para jogos como este, em que o adversário só quer sair sem apanhar goleada e a bola vai ser só nossa durante períodos incrivelmente largos de tempo. Se no posicionamento ainda lhe vejo pontos para trabalhar, como é lógico, é nos momentos com bola, nas tomadas de decisão e na qualidade extraordinária (extraordinária MESMO!) de passe que este rapaz me deixa "derretido". 

Indi "limpo" para o Clássico - Na crónica anterior dizia que só poderia jogar "de mãos e pés atados" mas Indi jogou de forma tão inteligente e segura que me obrigou a auto-proclamar-me um idiota chapado por ter duvidado da sua capacidade de evitar amarelos. 

O 3ºgolo - Para mim, um hino ao futebol em 3 momentos. Desmarcação inteligente - Passe brilhante a "rasgar" - Finalização de classe. Tello e Herrera! O que alguns já disseram (e dizem...) deles...

Adeptos - Numa noite gelada de Sábado, disseram "presente" e animaram todo o sector reservado a adeptos visitantes de forma estóica! Música e palmas para combater o frio... Wise choice!



(-) Negativo

Brahimi - Efectivamente, atravessa um daqueles momentos pelos quais os "magos" passam em certas alturas, que se pode traduzir por "preciso de fazer qualquer coisa fenomenal". Será fruto de algum cansaço? Possivelmente sim, visto que é dos jogadores com mais minutos nas pernas neste momento. Será também fruto da própria cabeça do jogador? Também me parece o caso. Depois de algumas jornadas de exibições colectivas mais intermitentes, em que foi o mago argelino a chamar a si todo o protagonismo e todo o jogo, desconcertando tudo e todos com os seus dribles e velocidade, é natural que agora que o colectivo está mais maduro perca essa preponderância. Tem de perceber que um passe simples na altura certa pode valer tanto como um golo. E visto que tem sempre 2 ou 3 adversários em cima, se conseguir fixar e soltar para outro colega, de certeza que alguém vai ficar solto noutro lado do campo. Quero que descanse, muito, porque pretendo que no Domingo deixe rins, fígado e mais um ou outro orgão vital de Maxi espalhados no relvado do Dragão.

Académica - Fraquitos, vá. E custa-me ver ali o Rui Pedro ou o "eterno" Ivanildo! Principalmente com aquele asno no banco. Realmente só mesmo num país de altas percentagens de consumo de álcool como a Escócia é que Paulo Sérgio pode almejar a conquistas no futebol. O problema é que ainda há quem lhe dê trabalho. Mas ao José Mota também dão... Pobre, pobre futebol português!

No que ao Campeonato diz respeito, chegámos a uma altura importantíssima: a oportunidade de, em caso de vitória sobre o Benfica, passarmos para a frente da classificação (embora em igualdade pontual), sabendo que se seguem 4 jogos até final da 1ª volta que temos - foda-se, temos mesmo - de vencer! Sendo assim, na 4ª feira quero ver Kelvin, Ricardo, Evandro, Paulinho Santos, 3 juvenis e 4 iniciados em campo contra o Shakthar. E um dos apanha-bolas a suplente. 


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A "má decisão" de Herrera

Não devia o mexicano temporizar, conservar a bola e esperar pelos apoios e linhas de passe?

Em teoria, mas é por isso que o futebol é um jogo castiço. PATUUUUM. Lá para dentro. Nunca duvidei de ti, Héctor (lol, eu sei, eu sei...).

terça-feira, 25 de novembro de 2014

BATE vs F.C.Porto - Champions

Nada me dá mais gozo do que ver um jogador mal-amado de alguma da massa adepta do nosso clube (e de tantos entendidos em futebol que vou lendo por essa bluegosfera fora) fazer uma exibição como a que Herrera realizou hoje. Soberbo! Só isto, por mim, valeu todo o jogo.

Imagem retirada do site d'O Jogo.

Confesso que não consegui acompanhar toda a 1ª parte mas, do pouco que consegui ver e aquilo que fui ouvindo no relato, parece-me que foi tudo muito morno. Quiçá "congelados" pela temperatura fresquinha de Borisov, os nossos jogadores sentiam dificuldades em ligar jogadas, provocar desequilibrios, frente a um adversário que parecia apenas querer evitar repetir a goleada da 1ª volta. Embora tenhamos, sensivelmente a partir dos 25', "estacionado" no meio campo advsersário, esacassearam as oportunidades de golo (o nosso primeiro remate, que não foi á baliza, foi aos 34') e o nulo ao intervalo premiava o a táctica de contenção do BATE e a nossa incapacidade de provocar desequilíbrios no último terço do campo.

A 2ª parte foi bastante diferente, principalmente pela capacidade da nossa linha média de pressionar mais à frente, aproximando-se mais da linha ofensiva, oferecendo linhas de passe por dentro, que obrigavam os bielorussos a cometer mais erros. Com Herrera absolutamente endiabrado, Óliver sempre agressivo nas recuperações e inteligente na leitura ofensiva, e Casemiro a "varrer" tudo cá atrás foi sem surpresa que conseguimos chegar mais vezes perto da área contrária. O golaço de Herrera abriu as hostilidades, perto dos 10' da 2ª parte, e teve o condão de obrigar a equipa contrária a abrir mais espaços. O 2º golo, de Jackson (após primoroso trabalho e assistência de Herrera), decidiu o jogo.  De forma atabalhoada, o BATE tentava chegar mais à frente, permitindo-nos inúmeras recuperações de bola e consequentes contra-ataques que deixavam a defensiva contrária em "frangalhos". O último golo, de Tello, foi o corolário de uma 2ª parte de nível de Champions: segurança e eficácia de um nível a roçar a perfeição.

Sigamos para las notas.


(+) Positivo

Herrera - De forma incontestável, o MVP. Eu próprio devo confessar que este homem já me tirou do sério uma ou outra vez. Mas a verdade é que o mexicano tem dado provas de crescimento, melhora de jogo para jogo, e vem provando que é capaz de ser um elemento fundamental para o equilíbrio do nosso meio-campo. Herrera corre quilómetros, tanto em apoio ao ataque como em funções defensivas. Neste momento erra muito menos passes e, melhor ainda, é capaz de efectuar aberturas primorosas com um à-vontade desarmante. Hoje, marcou um golaço, num movimento que raramente vemos jogadores nossos arriscar (e com sucesso), num remate portentoso, cruzado, a resultar num tento de belo efeito. Mas as assistências então foram sulbimes. Na primeira, uma demonstração de técnica individual, na forma como fez a recepção de bola, temporizou e virou simples para Jackson. Na segunda, um passe "a la Xavi", a rasgar completamente a defensiva contrária, apanhando Tello no momento perfeito da veloz diagonal que desenhou a partir do flanco direito. Herrera está em grande. Herrera, o tal "feio", "orelhudo", "tacticamente pouco inteligente", "picareta", "mau jogador", demonstrou hoje que, no futebol, não há verdades absolutas nem são justos os "julgamentos sumários" que se fazem aos jogadores. Ainda tem muito por onde melhorar, mas acredito que tem a mentalidade certa (e a orientação técnica adequada) para o fazer. Parabéns!

Casemiro - Outro jogador bastante criticado desde o início, que vem demonstrando francas melhorias. Neste momento aquela linha mais recuada do meio-campo é toda dele. Parece mais rápido, mais controlado nos confrontos físicos, inteligente na forma como protege a bola e ganha faltas quando precisamos de "respirar" e um verdadeiro organizador de jogo, de cada vez que baixa para receber a bola dos centrais.

Indi/Marcano - Há um lance na 2ª parte em que somos apanhados em contra-pé, e a forma como Indi e Marcano abordam o lance, sem se desposicionarem, obrigando o avançado a ir lateralizando o movimento, deixando-o à mercê dum desarme simples, e dando tempo a Danilo de ajudar a fechar, deixou-me estranhamente descansado. São portentos de jogadores? Não, longe disso. Mas cometem poucos erros, e dão-me uma sensação maior de segurança do que qualquer outra "dupla" até agora. 

Óliver - Uma carraça em busca da bola; um génio na forma como dá linha de passe e toma, quase sempre as melhores decisões. Jogadorzaço este piqueno! Fazemos uma "baquinha" para comprar o rapaz no final da época?

Nível de Champions - Exibição sólida, eficácia tremenda, vitória incontestável. Na Champions não há espaço para contemplações, não há meias-vitórias - joga-se, ganha-se, period.




(-) Negativo

Quaresma - Não quero que pareça que estou sempre a bater no rapaz (até porque hoje é uma meia critica). Quando colocado a jogar desde início, raramente vemos o melhor Quaresma. É um facto! Não é perseguição nenhuma! Hoje tivemos mais uma demonstração desta versão Quaresma 90', menos fulgurante do que a versão Quaresma 20 ou 25'. É preciso arriscar, concedo isso, e Quaresma é um jogador de riscos. Mas arriscar remates de pé esquerdo, com um defesa mesmo ao lado, ainda longe da baliza, com colegas melhor posicionados talvez seja de mais, não? Se a isso juntarmos que quase nenhum cruzamento saiu em condições, conclui-se que o nosso "ciganito" teve uma noite não. E Tello, em bem menos tempo, fez bastante mais...

Fabiano - Tenho elogiado o trabalho que a equipa técnica tem feita com o brasileiro, como se constata na melhoria do jogo de pés. Hoje não gostei de o ver a facilitar, por duas vezes. Num jogo mais do que controlado, poderia ter dado origem a calafrios que tantas amarguras nos têm trazido nos tempos mais recentes. Olha para o Marcano caro Fabiano, e quando vires que estás apertado, "chuta para onde estiveres virado".

BATE - Não serve como justificação para nada, porque nada retira mérito a nova vitória na Champions, mas esta equipa é, sejamos justos, fraquita. Inoperante em termos ofensivos, limitada técnica e tacticamente, com um nível muito abaixo daquilo que se pode esperar numa competição desta envergadura. Não facilitámos um milimetro que fosse, o que foi óptimo e diz muito do espírito competitivo da nossa equipa (e Deus sabe que esta época, uma equipa que joga de xadrez e que talvez seja um tudo ou nada mais fraca do que o BATE já nos deixou a 0), mas constato só o facto de termos defrontado uma equipa com demasiadas limitações. 


E aí está -  5º jogo, 4ª vitória, 13 pontos e 1º lugar do grupo garantido, após a derrota do fraquíssimo Shakhtar contra o fraquíssimo Athletic. Mais 1M€ no bolso, e a certeza de que na última ronda podemos aproveitar para dar minutos de jogo a rapazes que ainda não tiveram oportunidade nesta competição. A certeza de também estarmos sólidos, funcionarmos cada vez mais como um colectivo e aquela esperança de finalmente encetarmos uma série de jogos com vitórias e exibições que não deixem sequer espaço para dúvidas.

Termino com uma observação, que acho pertinente e honesta. O BATE é fraquito, mas também o eram o Artmedia, que nos limpou o sebo na era Adriaanse, o APOEL, que conseguiu anular o "futebol tacticamente perfeito do recém-promovido Mestre da Táctica II/Conselheiro de Guardiola", Vítor Pereira, ou até o Wrexham, Molde ou Anderlecht. Convém não esquecer que outros treinadores, tão amados pela nossa exigente massa adepta, com plantéis igualmente bons, cheios de soluções e muito superiores a alguns destes adversários, tombaram com estrondo. Depois duma época de recordes negativos, convém começar a dar algum mérito ao Julen por estes resultados. É que desconfio que o rapaz já não estaria por cá, tivessem os resultados dele nestes jogos sido semelhantes aos de outros.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A Frustração dos "Laterais Esquerdos" deste Mundo

Confesso, que gostava bastante do blog Lateral Esquerdo até há poucos meses. Aliás comecei por ir ao Posse de Bola há já alguns anos mas entretanto acabou por fechar no mês passado. Era um sitio onde se falava de futebol jogado. O meu futebol. Tácticas, posicionamentos ou até quem era realmente determinante no jogo X, ao invés de passar horas a discutir aquele lance ou aquela jogada em que o árbitro Y foi larápio. Mas de algum tempo a esta parte existe uma certa arrogância na forma de ver o jogo que me fez afastar e deixar para trás uma página que seguia com bastante frequência e prazer. Há fenómenos na natureza humana que às vezes não compreendo. Se o típico adepto de futebol é cego em relação à sua equipa (e isso por vezes faz-me não ter paciência para alguns portistas...), este espaço deveria ser acima de tudo educativo. Porque eles sabem a teoria do jogo e como tal podiam mostrar ao adepto comum que o jogo vai muito para além das decisões do árbitro, do jogador que finta muitos adversários e de meter mais avançados na área para ganhar um jogo. Mas o que têm feito por lá? Bater constantemente em 3 jogadores do nosso clube de uma forma incessante. Quaresma, Herrera e Indi. 


Quaresma sempre foi um jogador que me causou mixed feelings, mesmo aquando da sua primeira passagem. Sabia que podia confiar nele para resolver um jogo numa trivela de génio, mas sempre fui mais adepto de Lucho ou Lisandro Lopez, principalmente pela atitude deixada em campo ou pela inteligência no seu jogo (Por exemplo, sempre me fez muita confusão o "Licha" não ter ido para um grande euroepeu. Foi dos avançados mais inteligentes de que me lembro, mas adiante...) O mustang nunca foi um jogador de equilibrios ou de procurar ajudar a equipa defensivamente. Sempre foi um jogador de "passa para cá a bola que eu tento resolver isto sozinho". A mim sempre me causou alguma urticária a sua atitude com o jogo. Não tanto o querer decidir, mas sim o ar gingão com que encolhia os ombros quando alguém o chamava à atenção, era esse ar de indiferença que transparecia para fora que me deixava de cabelos em pé. E se grande parte das vezes (principalmente agora que está mais velhinho) as coisas não saem bem quando procura a jogada individual, há sempre aquela possibilidade de um jogo ficar resolvido assim. Numa jogada, que para o Administradores do Lateral Esquerdo, é egoísta. Mas ver estas ultimas aparições de Quaresma, a defender e a preocupar-se com espaços vazios, e a receber, passa um adversário e espera pelo apoio para passar, deve estar a por aquela malta em brasa. 


A mesma coisa com o desgraçado do Herrera. Vocês até sabem o que eu "bati" no mexicano. Mas ao contrário deles, não tenho qualquer problema em reconhecer a importância de Herrera neste momento na nossa equipa. É horrível a sua percepção de sentido táctico? Sim. Os seus pés por vezes assemelham-se a duas bigornas? Por vezes sim. Mas a verdade é que está a ser um elemento determinante no onze de Lopetegui esta época. É o elemento de equilibrio, o "carregador de piano" e o patinho feio desta equipa. No Lateral Esquerdo até dedicaram um vídeo inteiro a gozar com ele. Isto tudo só para não dizerem que o rapaz até tem surpreendido. Mas claro, os entendidos de futebol não podem dar o braço a torcer...


E por ultimo Martins Indi. É um jogador com algumas limitações. Mas Mangala também o era. Vitor Pereira viu isso e adaptou-se. Lopetegui certamente também verá, mas desta vez não tem um Otamendi do outro lado... O Holandês é um jogador muito ciente das suas limitações e procura jogar curto, prático e sem complicar. No capitulo do passe não inventa. Não o vão ver a fazer um passe de 40 metros, com a delicadeza de quem coloca gentilmente a chuteira por baixo da bola para esta sair num movimento longo mas delicado até ao extremo direito na outra ponta, que consegue receber sem dificuldades tal a qualidade técnica de Indi. Não me parece também que o Holandês seja muito bom a perceber o jogo nas suas costas, onde procura sempre garantir coberturas impossibilitando assim a defesa em linha ou o controlo de espaço nas costas. Mas comprometeu de forma óbvia a equipa em algum jogo?

Amigos, o futebol tem muita lógica. Há coisas que de facto não são para o adepto comum. A qualidade na decisão, a inteligência táctica, aquele treinador que substitui um extremo para meter um médio quando está a perder, ou se o modelo de jogo é adequado para os jogadores em questão. Mas o futebol não é uma ciência exacta. Não é, nem nunca vai ser. E é por isso que este estúpido jogo é tão emocionante. É por isso que o Manchester United virou uma final europeia num minuto. É por isso que Ronaldo (o verdadeiro) se calhar não tomou a decisão correcta ao não passar a um qualquer colega quando marcou este célebre golo ao Compostela (até estava a aparecer do lado direito um jogador mais enquadrado com a baliza...). No futebol, há uma série de equações necessárias para tomar vários tipos de decisões para atingir o sucesso. Mas não é matemática malta. E não há nenhum problema nisso! Tal como critico os programas desportivos que passam HOOOOORAS a falar do filha da mãe do penalty que o árbitro não marcou, critico esta malta que, atenção sabe de futebol, mas torna isso em arrogância quando a realidade vai contra a lógica deles. 

Just enjoy this beautiful game, guys!  

PS: Para não dizerem que sou estou a mandar vir por ser só com o Porto, lá pelo Lateral Esquerdo também se tem malhado no Sálvio, por ser muito cabeça no chão e "correr, correr, correr" e decidir muitas vezes mal. Ou com o Tiago (the player formerly known as Bébé) e a sua forma de jogar o jogo. Ou com o Slimani por ser um jogador mais de área e não tanto de baixar e tabelar com colegas... Mas se fossem completos e perfeitos em todas as acções de jogo não estavam cá certamente.  

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Athletic Bilbao vs Porto

Mais um dia. Mais uma alegria. Mais uma vitória. E terá sido provavelmente o melhor jogo do Porto esta época. Talvez não na qualidade do futebol jogado mas como equipa, em organização, em espirito de sacrifício e em entrega. Maicon e Óliver eram titulares num jogo que prometia ser combativo dadas as condições do relvado no San Mamés. E foi um Porto mandão durante toda a primeira parte. Mais qualidade na troca de bola, mais segurança e mais um par de oportunidades desperdiçadas por Jackson. E mais um penalty falhado... 


Era uma injustiça tremenda chegar ao intervalo com 0-0. Fabiano nem suou, e o Athletic o mais perto que chegou da nossa baliza foi num cabeceamento que saiu pela... linha lateral. A segunda parte começava e o Athletic com duas mexidas conseguiu equilibrar a coisa, até que Brahimi em mais um momento de génio, foi pondo adversários no bolso e cruza para Jackson marcar o primeiro. Impressionante a cavalgada do argelino em modo "Epá que chaaaaatos, deixem nos lá marcar um golo". 1-0 mais que merecido, seguido pouco tempo depois de uma oferta basca, a fazer lembrar alguns golos sofridos no ano passado, que dava a Brahimi o segundo golo do jogo. 2-0 e a vitória parecia certa. Até ao final o mais perto que o Athletic chegou da nossa baliza foi num cabeceamento que ganhou um efeito esquisito e acabou por ao poste da baliza de Fabiano. Apuramento garantido com dois jogos por jogar e quase 18 Milhões garantidos. Onde andam os "profetas da desgraça"? 

(+) Positivo

Trio de meio-campo - CA JOGATANA MALTA! Casemiro a limpar (sem dispensar a habitual trolitada numa canela adversária), Herrera com o pulmão do costume e alguns passes muito interessantes (estás a dar tudo para me calar a boca, não estás Héctor? Na boa, continua!) e Óliver é mais completo que Quintero para jogos deste tipo. Foi o primeiro jogo em que senti haver realmente entendimento, equilibrios, compensações e muita vontade. Parece ser esta o trio certo para os jogos a sério. Talvez Quintero para jogos em casa muito fechados, mas SEMPRE com Casemiro e Herrera.

Brahimi - O "abre-latas" azul e branco. Aquela jogada é de classe mundial meus caros. São jogadas como aquela que me fazem acreditar que este mago vai cá estar muito pouco tempo... Esperemos que não carago! Ah, é também, depois de Deco, Quaresma e Hulk (por ordem cronológica) o saco de porrada dos adversários. Dass, que até irrita às vezes.

Jackson - Falhou duas ou três oportunidades de golo que não devia, mas a quantidade de porradinha que levou e a quantidade de bolas (ou melhor mísseis) lançadas desde a defesa que dominou, segurou, aguentando as cargas de Laporte e Gurpegui, para dar a um companheiro foi absurda. Grande exibição do capitão apesar do penalty falhado. 


(-) Negativo

Alex Sandro - Está a precisar de parar um joguinho, ir até à praia, beber uma caipirinha, almoçar uma picanha e... GANHAR JUIZO! José Angel merece a titularidade na Amoreira.

Jackson e os penaltys - Num lance que até me parece nem ser penalty (podem-me insultar na caixa de comentários mas aqueles lances são... meh) o capitão colombiano desperdiçou, YET AGAIN, uma grande penalidade. A qualidade técnica está toda lá mas parece faltar capacidade mental para aquele momento. Em conversa com o Z ontem dizia que Maicon (puxando da biqueira para assassinar guarda-redes) ou Danilo (com mais qualidade técnica) deviam ser os mais fortes candidatos a bater as grandes penalidades. 

Relvado do San Mamés - Ridículo para um jogo de Champions. Só isso. 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Shakhtar Donetsk vs FC Porto

Segundo jornada da Liga dos Campeões com uma deslocação até Lviv na Ucrânia para defrontar o Shakhtar Donetsk. Incrível como o conflito no Leste Europeu continua a arrastar-se sem solução aparente. Com o escalonamento do 11 viu-se uma onda de indignação na Internet contra Lopetegui.

Contínuo a não compreender a aversão que tantos têm a Lopetegui. Expliquem-me, que criticas se pode fazer à rotatividade do Espanhol neste jogo? Guarda-Redes e Defesa do costume. Marcano, um jogador que o treinador já conhece e em quem confia, foi o escolhido para o lugar de 6. Casemiro está lesionado, Reyes não está inscrito e a forma de Rúben Neves tem estado em queda livre. Qual é a dúvida aqui? Jogou mal? Muito pelo contrário, foi bastante positivo ao nível de posicionamento e procurou sempre jogar simples. Alguns passes de longa distância mal medidos, mas não serão certamente a sua especialidade (e isso até permitiu que a equipa jogasse mais curto quando recuperava a bola). Óliver e Herrera completaram o meio-campo. Na frente Brahimi, Tello e a surpresa... Aboubakar. Estava instalada a confusão! Tanto barulho, tanta veneno lançado em forma de caracteres que, como se veio a perceber no fim, não tinha razão de ser. Se a estupidez dita na Internet por adeptos do Porto pagasse imposto, podíamos perfeitamente comprar o Óliver no final do ano e limpar o passivo. Jackson não estava a 100% e o Camaronês pode ser (finalmente) uma alternativa séria ao cafetero. So... I'll ask again. What's the fucking deal here?!



Foi um dos melhores (e mais difíceis) jogos que vi o Porto fazer esta época, e acabou por ser um pouco bittersweet o resultado. Por um lado os dois golos que oferecemos ao Shakhtar, que nos deixaram a perder por 2-0 até aos 89 minutos. Por outro, a qualidade do nosso jogo. Fomos tão superiores, tão melhores que o Shakhtar em todos os momentos de jogo... Ou pelo menos quase todos, porque aquela mescla de Ucranianos e Brasileiros, provavelmente em honra da Crimeia, usaram mãos, cotovelos e braços inteiros em tudo o que era jogada. Mas um empate fora com o Shakhtar é um resultado que se acaba por aceitar. 4 Pontos em duas jornadas e lideres do grupo. Que continue assim!



(+) Positivo 


Jackson - "Martinez. Jackson Martinez - License to kill" Absolutamente letal. Veio do banco, não fez cara feia e marcou dois golos. Se calhar é por atitudes como esta que o colombiano é capitão e outros que falam muito do amor ao clube, à cidade e à música flamenca em geral não o são. Enorme Cha Cha Cha!

Quintero - Das melhores entradas em campo que o vi fazer em muito tempo. Entrou expedito, com ganas e vontade de ajudar a ganhar. Apareceu inúmeras vezes entre linhas e a procurar colocar bolas nas costas da defesa. Assim dá gosto ver-te Juanito! 

Lopetegui - Demorou demasiado tempo a mexer, mas mexeu bem. Apercebendo-se que o Shakhtar não atacava, tira Marcano deixando os centrais em cima da linha de meio-campo. Herrera aqui brilhou, libertou-se e, se calhar por estar cansado, não correu tanto o que só o ajuda. O Espanhol sabe ler o jogo do banco e sabe quem tem no banco para mudar o jogo. Julen, não ligues aos aziados...

O Herrera bom - Estamos certamente perante um caso de bipolaridade futebolistica. O Mexicano deixa-me a berrar com a TV tantas vezes que se um dia deixar de publicar no blogue é porque fui vitima de homicídio qualificado por parte de um LCD. Ao intervalo em conversa com o Z, dizia-lhe que era mau de mais para ser verdade e que não compreendia a insistência de Lopetegui no Héctor. O Z lá me dizia que hoje nem está a ser muito mau, que tinha estado bem, mas eu, raivoso como um cão sem vacinas não lhe dava ouvidos. Mas como o treinador é o Julen e não eu, Héctor voltou para o segundo tempo. E é capaz de ter feito os melhores 45 minutos que lhe vi fazer de azul e branco. Principalmente quando parou de correr que nem um maluquinho como tanto gosta de fazer. E para mim o problema passa muito por aí. "Correr de mais". Ele mascara as grandes dificuldades que tem de posicionamento com muita correria. E hoje quando correu menos até controlava a bola com muito mais qualidade. Que tal por-lhe chumbo nas chuteiras?


(-) Negativo 

Os golos sofridos - Ridículos. A não repetir. Está apertado, mete-se para fora. Simples. 

Maicon - A entrada que lhe deu o amarelo foi idêntica à que lhe valeu a expulsão no jogo com o Boavista. Tem estado em grande forma esta época mas a falta de percepção de que era momento para aliviar a bola "à Maicon" naquele lance foi demasiado má para um jogador com os anos de experiência de competições europeias que ela já leva nas pernas. 

Os devotos fãs do Maldizer e os Pipoqueiros - Calem-se e deixem de implicar. Como diria o Roger Waters no final de uma das minhas músicas favoritas dos Pink Floyd: "Together we stand. Divided we fall"

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Porto vs BATE Borisov e Tweetolandia

Noite de gala no Dragão hoje. No onze que Lopetegui escolheu o Porto surgia (em teoria) em campo com Brahimi no meio-campo e com Adrian e Quaresma a fazerem companhia ao capitão Jackson Martinez. Mas como depois se viu, há um plano B. Um 4x4x2 clássico (quando não tínhamos bola) que se desmontava em 4x2x3x1 (quando atacávamos) onde o espanhol contratado ao Atlético de Madrid era a peça mais importante, caindo nas costas de Jackson criando assim uma nova linha com Quaresma na direita e Brahimi na esquerda, e trocando por vezes com um destes. O Porto entrava com ganas e muito pressionante e Brahimi (que noite rapaz!) fez aos 5 minutos o 1-0. Daí para a frente foi um festival ofensivo dos homens de Lopetegui. Foi uma vitória fácil conseguida de forma brilhante por este fabuloso conjunto de jogadores que carregam o brasão abençoado ao peito mas como disse o nosso treinador "São três pontos normais". Uma noite histórica de Champions que nos enche de orgulho e confiança para o que aí vem. 


( + ) Positivo

Brahimi - Noite de estreia na Champions com um Hat-Trick. Como diria o senhor que assalta casinos nos filmes e vende cafés na TV: "What else?". Que mais podia o argelino pedir nesta noite? Depois das boas indicações da pré-época, é cada vez mais a figura deste Porto 2014/15. Tem muito talento nos pés, e promete continuar a pôr defesas adversárias em alvoroço. O primeiro golo tem uma finalização como deve ser (para cima malta, sempre chutar para cima!), o segundo com uma arrancada impressionante que deixou Tarik Sektioui orgulhoso e o terceiro num livre superiormente executado. Depois de uma noite destas é difícil não acreditar que Deus existe, que é argelino e usa o 8 nas costas.

Herrera - Um dos mais criticados aqui no blogue por mim e pelo Z, mas hoje o mexicano fez-nos "embalar a trouxa e zarpar". Um jogaço do mexicano. Emparelhado com Casemiro, foi um dos mais activos no meio-campo portista muito pressionante e preocupado em recuperar a bola rapidamente após a perda. Nunca vai ser um médio de toque curto a que estamos habituados (Lucho, Belluschi, Moutinho...) mas é na "reactividade" que o mexicano ganha pontos. Importante também nos equilíbrios num meio campo que por vezes teve apenas dois elementos. Mais exibições destas, sim Hector?

Discurso de Lopetegui - Confesso que tenho um "fraquinho" pelo mister. E é dificil não gostar quando estamos a ganhar 4-0 e o basco festeja o 5º golo da noite que nem um maluquinho com os punhos cerrados e a berrar com tudo e todos no banco. Ai Julen e, terminado o jogo, vais para a conferência de imprensa onde uma sala cheia de hienas te tenta estender a toalha e tu com o ar mais unimpressed do Mundo dizes: "São três pontos normais e seria ingénuo pensar algo mais. Realizámos um bom trabalho, mas é preciso dar continuidade. No futebol começa sempre 0-0 e tudo depende do que fazes. Não há mistério. Tudo o que acontece depende do que fazes. Para o bem ou para o mal” Spot on, coach. Spot on. 

Adrián Lopez - O patinho feio deste plantel fez uma exibição muito positiva hoje. Foi uma espécie de joker no ataque azul e branco. Não será jogador para levantar estádios mas deu hoje indicações de que poderá ser um jogador para ganhar jogos. Inteligente sem bola e a movimentação dele no segundo golo acaba por abrir o espaço para Brahimi finalizar. Marcou o 5º golo com muita classe e promete crescer a partir daqui. 

( - ) Negativo

Pequenas notas - Numa noite que roçou a perfeição, seria aquilo que os americanos apelidam de "dick move" estar a destacar alguém negativamente. Podia falar de Quaresma e dos seus 17 cruzamentos onde apenas 4 chegaram ao receptor, podia falar da incapacidade que Alex Sandro aparenta ter em realizar um bom cruzamento, podia voltar a falar de Alex Sandro e daquele bigode que ontem trouxe para o jogo (Seriously dude, o Carnaval é em Fevereiro), podia falar de Fabiano que por vezes treme mesmo quando não há razão para tal... Mas não. Esqueçamos isso tudo porque hoje portaram-se todos bem. 


Tweetolandia



PS - Há hora que vos escrevo o relógio aponta as 3h51 e as capas dos jornais desportivos já saíram. O Jogo faz capa com a nossa exibição e A Bola divide a capa entre o nosso jogo e o do Sporting. Até aqui tudo bem. Nojenta, abjecta, reprovável é a capa do Record de hoje (imagem aqui). Eu sei que aquilo que os "brilhantes" profissionais que deambulam pelo Grupo Cofina fazem no dia-a-dia se assemelha ao produto final da ingestão de uma caixa de laxantes seguida duma ida a um restaurante Indiano clandestino. Mas não conseguem mesmo ter um pinguinho que seja de vergonha? É que eu não me lembro de uma equipa Portuguesa a ganhar por goleada na Champions League nos últimos anos. Shame on you fools!